Xiaomi 17 Pro Max e Xiaomi 15 Ultra: comparação completa dos topos de linha lançados em 2025

Quem protagoniza a disputa são dois smartphones premium da mesma fabricante: o Xiaomi 17 Pro Max e o Xiaomi 15 Ultra. Ambos pertencem ao portfólio avançado lançado em 2025 pela marca chinesa, mas cada um carrega propostas distintas dentro do segmento de alto desempenho.

O quê está em jogo é a posição de aparelho mais completo da empresa. O 17 Pro Max se apresenta com bateria de 7.500 mAh, tela principal de 6,9 polegadas e um segundo display traseiro de 2,9 polegadas, recurso inédito entre os modelos mais caros da Xiaomi. O 15 Ultra, por sua vez, prioriza fotografia profissional, trazendo conjunto de quatro câmeras com sensor periscópico de 200 MP, também desenvolvido em parceria com a Leica.

Quando cada dispositivo chegou ao mercado ajuda a explicar certas escolhas técnicas. O 15 Ultra foi oficializado em fevereiro de 2025, enquanto o 17 Pro Max teve lançamento posterior, em setembro do mesmo ano. Essa diferença de sete meses permitiu ao modelo mais recente incorporar avanços de processador, tela e software que não estavam disponíveis na fase de desenvolvimento do 15 Ultra.

Onde esses produtos estão à venda é outro ponto relevante. Nenhum dos dois possui distribuição oficial no Brasil, mas ambos apareceram em marketplaces nacionais. O 15 Ultra costuma ser listado por valores próximos a R$ 9 mil, enquanto o 17 Pro Max, embora já lançado, ainda surge de forma esporádica, com preços que giram na casa dos R$ 5 mil quando importado.

Como esses aparelhos diferem em especificações técnicas abrange vários eixos: display, câmeras, desempenho, autonomia de energia, sistema operacional e recursos adicionais. Cada tópico é detalhado a seguir com base nas fichas técnicas fornecidas pela fabricante.

Tela e design

O Xiaomi 17 Pro Max traz painel LTPO AMOLED de 6,9 polegadas, resolução de 1.200 × 2.608 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. O brilho máximo chega a 3.500 nits, favorecendo legibilidade sob luz intensa. A proteção fica a cargo do Dragon Crystal Glass 3, versão mais recente do vidro proprietário da empresa. Além disso, o modelo incorpora uma segunda tela de 2,9 polegadas na traseira, posicionada ao lado do módulo fotográfico. Esse display menor exibe widgets, notificações e serve como visor para selfies.

O Xiaomi 15 Ultra adota painel AMOLED de 6,73 polegadas com resolução 3.200 × 1.440 pixels (2K) e a mesma taxa de atualização de 120 Hz. O pico de brilho alcança 3.200 nits. A proteção é garantida pelo Dragon Crystal Glass 2.0, e o celular exibe certificações de redução de luz azul emitidas pela TÜV Rheinland. Em termos de estética, o 15 Ultra aposta em módulo circular que remete às câmeras Leica e oferece opções de acabamento em vidro, couro sintético ou fibra aeroespacial.

Câmeras

No 17 Pro Max, o conjunto desenvolvido com a Leica reúne três sensores traseiros, todos com 50 MP: lente principal com abertura f/1.7, ultrawide de 102° e telefoto periscópica com zoom óptico de 5×. Todas as câmeras contam com estabilização óptica de imagem e gravação de vídeo em 8K a 30 fps, além de suporte a Dolby Vision e HDR10+. A câmera frontal de 50 MP filma em 4K a 60 fps.

O 15 Ultra amplia essa oferta com quatro sensores. A principal possui 50 MP e sensor de 1 pol. A ultrawide também tem 50 MP, enquanto a telefoto convencional mantém 50 MP com zoom óptico de 3×. O destaque fica para a lente periscópica de 200 MP que oferece zoom óptico de 4,3×. A gravação chega igualmente a 8K a 30 fps, e a câmera frontal de 32 MP filma em 4K a 30 fps. Segundo o ranking DXOMARK, o 15 Ultra ocupa a 13.ª posição global com 159 pontos, pontuação que ainda não inclui avaliação do 17 Pro Max.

Desempenho e armazenamento

O Xiaomi 17 Pro Max utiliza o Snapdragon 8 Elite Gen 5, fabricado em litografia de 3 nm. O processador octa-core atinge até 4,6 GHz e marcou 4.379.955 pontos no AnTuTu v10. As configurações de memória incluem 12 GB ou 16 GB de RAM acompanhadas de 512 GB ou 1 TB de armazenamento UFS 4.1.

O 15 Ultra trabalha com o Snapdragon 8 Elite, também de 3 nm, capaz de chegar a 4,32 GHz. Nos testes de mesmo benchmark, registrou 2.746.580 pontos. O aparelho pode ser comprado com 12 GB ou 16 GB de RAM e opções de 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento igualmente em padrão UFS 4.1. Nenhum dos modelos possui slot para cartão microSD.

Bateria e recarga

A capacidade energética é uma das principais divergências. O 17 Pro Max contém bateria de 7.500 mAh, compatível com carregamento de 100 W via cabo, 50 W sem fio e 22,5 W de recarga reversa. A fabricante destaca suporte a PD 3.0, QC 3+ e PPS 100 W dentro da tecnologia HyperCharge.

No 15 Ultra, a bateria possui 5.400 mAh. A recarga cabeada atinge 90 W, a sem fio chega a 80 W e a inversa opera a 10 W. Segundo dados da própria Xiaomi, o aparelho consegue manter até 22,9 horas de streaming contínuo, estimando autonomia média de um dia e meio sob uso moderado.

Sistema operacional e interface

O software é outro ponto que distingue gerações. O 17 Pro Max sai de fábrica com Android 16 encapado pela HyperOS 3. A interface introduz funções baseadas em inteligência artificial, como o HyperAI para criação de papéis de parede e buscas contextuais por imagem. Também há o HyperConnect, que facilita integração entre dispositivos da marca.

O 15 Ultra foi lançado com Android 15 e HyperOS 2.0. Essa versão traz design minimalista e foco em desempenho, além de também permitir conexão fluida com tablets, notebooks ou TVs do mesmo ecossistema. A empresa promete quatro grandes atualizações de sistema, o que deve levar o 15 Ultra até o Android 19.

Recursos adicionais

Ambos oferecem conectividade 5G, Wi-Fi 7, NFC, sensor infravermelho e leitor de impressões digitais ultrassônico sob o display. O 17 Pro Max adiciona Ultra Wideband (UWB) para localização de precisão e mantém a tela secundária traseira como diferencial de interação. Já o 15 Ultra suporta codec LHDC 5 para áudio Bluetooth de alta qualidade e incorpora sistema de resfriamento com duplo canal.

Os dois aparelhos contam com certificação IP68 contra água e poeira, som estéreo com Dolby Atmos e compatibilidade com comunicação via satélite para envio de mensagens em locais sem cobertura de rede móvel.

Preços e disponibilidade

No mercado chinês, o 15 Ultra foi apresentado ao preço inicial de 4.499 yuan, valor convertido diretamente para aproximadamente R$ 3.412. O 17 Pro Max estreou por 6.000 yuan, equivalentes a cerca de R$ 4.512 na mesma conversão. Em território brasileiro, a ausência de distribuição oficial torna o cenário de preços volátil. Usuários reportam ofertas do 15 Ultra próximas a R$ 8.999 em marketplaces, enquanto o 17 Pro Max aparece esporadicamente na faixa dos R$ 5.000, dependendo do vendedor e de taxas de importação.

A Xiaomi não presta garantia nem assistência técnica no Brasil para unidades compradas fora de canais oficiais, o que transfere ao consumidor a responsabilidade por suporte, manutenção e eventuais atualizações de software provenientes de ROMs globais ou chinesas.

Por que os modelos diferem em foco

A divergência de propostas se reflete na estratégia da fabricante. Ao colocar o 15 Ultra como vitrine de fotografia, a empresa alinha o produto às demandas de entusiastas por câmeras poderosas, sensor amplo e zoom periscópico de alta resolução. O 17 Pro Max, comercializado meses depois, agrega avanços em eficiência energética, exibição de conteúdo e integração de IA, mirando usuários que priorizam autonomia e experiências de multitarefa com o segundo display.

Resumo técnico dos principais pontos

Processador: Snapdragon 8 Elite Gen 5 no 17 Pro Max (até 4,6 GHz) supera o Snapdragon 8 Elite do 15 Ultra (até 4,32 GHz) nos testes de desempenho citados.

Memória: ambos chegam a 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento UFS 4.1, sem expansão via microSD.

Tela: 6,9 pol. e 3.500 nits no 17 Pro Max contra 6,73 pol. e 3.200 nits no 15 Ultra, ambos com 120 Hz.

Câmeras: três lentes de 50 MP no 17 Pro Max versus quatro lentes, incluindo periscópio de 200 MP, no 15 Ultra.

Bateria: 7.500 mAh e 100 W cabeados no 17 Pro Max frente a 5.400 mAh e 90 W no 15 Ultra.

Sistema: Android 16 + HyperOS 3 no 17 Pro Max e Android 15 + HyperOS 2.0 no 15 Ultra.

Impacto para o consumidor

Quem busca longa duração de bateria, processador mais veloz e recursos adicionais, como a tela traseira e o UWB, encontra no 17 Pro Max uma solução mais alinhada. Por outro lado, usuários cuja prioridade recai na versatilidade fotográfica e no zoom detalhado podem considerar o 15 Ultra mais adequado, graças ao sensor periscópico de 200 MP e às avaliações positivas registradas em rankings especializados.

Em ambos os casos, a decisão de compra deve levar em conta importação, ausência de suporte oficial no Brasil e diferenças de preço praticadas por vendedores independentes. Esses fatores externos ao hardware podem influenciar diretamente a experiência final de quem opta por qualquer um dos modelos em disputa.

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