Uma série de relatos de usuários deu origem a uma dúvida específica sobre o iPhone 17 Pro na cor laranja-cósmico: produtos de limpeza do dia a dia poderiam transformar a carcaça em um tom rosado em poucas semanas? Esse questionamento passou a circular depois que fotografias de aparelhos aparentemente desbotados começaram a ganhar espaço em fóruns e redes sociais. Para verificar a procedência da suspeita, o repórter britânico Andrew Lanxon decidiu submeter um exemplar do telefone a diversos testes controlados com substâncias encontradas em residências comuns. O objetivo foi determinar se o uso casual de limpadores convencionais é capaz de interferir na coloração obtida pelo processo de anodização do alumínio que envolve o dispositivo.
Origem da controvérsia sobre a tonalidade
O tema ganhou destaque quando proprietários de unidades na cor laranja-cósmico publicaram imagens mostrando a moldura de alumínio em tonalidade rosa. Os registros apontavam supostos casos de perda de pigmento e desgaste prematuro. Embora a veracidade das fotos não tenha sido confirmada, a reprodução em larga escala levantou a hipótese de que ingredientes químicos presentes em limpadores poderiam reagir com a superfície anodizada. A discussão se intensificou porque a Apple promove o alumínio colorido como resistente, e qualquer falha percebida afeta a confiança do consumidor na durabilidade do produto.
Anodização e vulnerabilidades potenciais
A carcaça do iPhone 17 Pro é fabricada em alumínio tratado por anodização, processo eletroquímico que forma uma fina camada de óxido protetor, incorporando pigmentos ao metal. Essa película aumenta a resistência a riscos e oxidação, porém pode sofrer alteração quando exposta a substâncias fortemente oxidantes. Entre elas, destaca-se o peróxido de hidrogênio, composto amplamente utilizado em alvejantes, removedores de manchas e soluções hospitalares. A oxidação provocada por esse agente poderia teoricamente modificar a aparência do revestimento, justificando a preocupação dos usuários.
Hipótese do peróxido de hidrogênio
Especulações publicadas em outubro atribuíam o eventual desbotamento à exposição inadvertida a peróxido de hidrogênio concentrado, empregado em algumas fórmulas de limpeza profissional. A substância, ao entrar em contato prolongado com o alumínio anodizado, tende a romper a camada protetora, permitindo que a luz reflita de maneira diferente e confunda a percepção de cor. Como a versão laranja-cósmico resulta da combinação de pigmento com a própria estrutura microscópica do óxido, qualquer alteração na espessura do filme pode deslocar o espectro de tonalidades.
Desenvolvimento do experimento
Diante desse cenário, Andrew Lanxon delineou um teste prático para verificar o comportamento da carcaça no mundo real. Por não encontrar peróxido de hidrogênio puro em pontos de venda no Reino Unido, o jornalista recorreu a duas alternativas fartamente presentes em residências:
1. Um spray tira-manchas com agentes branqueadores à base de oxigênio, cujos rótulos costumam indicar a presença de percarbonato de sódio — substância que libera peróxido de hidrogênio quando dissolvida em água.
2. Água sanitária (hipoclorito de sódio), produto clássico para desinfecção de superfícies e branqueamento de tecidos, reconhecido pelo alto potencial oxidante.
O aparelho de teste, modelo iPhone 17 Pro laranja-cósmico, recebeu camadas generosas de cada composto. As aplicações ocorreram em intervalos sucessivos a partir de outubro, replicando uma rotina plausível de contato com produtos domésticos.
Método de aplicação
A fim de simular acidentes corriqueiros, o repórter pulverizou o tira-manchas diretamente sobre a moldura de alumínio, garantindo cobertura homogênea. O líquido permaneceu na superfície por vários minutos antes de ser removido com pano macio. No segundo estágio, a mesma etapa foi repetida com água sanitária, respeitando igual tempo de ação. Cada ciclo foi concluído com enxágue em água corrente e secagem cuidadosa, prevenindo a interferência de resíduos ou abrasão mecânica.
Observações ao longo do período de testes
A experiência foi reiterada diversas vezes durante semanas. Entre uma rodada e outra, o investigador analisava o telefone sob diferentes condições de iluminação — luz natural, lâmpadas LED quentes e frias — a fim de detectar variações sutis de cor. O resultado predominante permaneceu inalterado: não se verificou mudança perceptível na tonalidade laranja-cósmico. Em momentos específicos, o repórter mencionou uma possível nuance levemente mais clara, mas reconheceu que tal impressão poderia ser efeito da luminosidade ambiente ou mera percepção subjetiva.
Limitações reconhecidas
Apesar do caráter sistemático do procedimento, há fatores que restringem a generalização dos achados. O principal é a ausência de peróxido de hidrogênio em alta concentração, composto apontado como provável causador de oxidação acelerada. Limpadores com liberações brandas de oxigênio ativo e água sanitária não mostraram agressividade suficiente para alterar a película anodizada, mas não se pode descartar que soluções industriais ou médicas, com níveis mais elevados de pureza, provoquem reação distinta.

Imagem: Andrew Lanx/CNET
Outro ponto a considerar é a possibilidade de que as fotografias divulgadas anteriormente não retratem casos autênticos. Sem inspeção presencial dos aparelhos, não há confirmação de que os dispositivos apresentados sofreram de fato um processo físico-químico, ou se as imagens passaram por filtros ou manipulação digital.
Implicações para usuários do iPhone 17 Pro
Dentro dos limites observados, o teste sinaliza que produtos de limpeza comuns — spray quitamanchas à base de oxigênio e água sanitária doméstica — não representam ameaça significativa à coloração laranja-cósmico quando o contato é eventual e de curta duração. Para proprietários preocupados, a limpeza rotineira com panos levemente umedecidos segue considerada segura, desde que se evite a imersão prolongada em químicas concentradas.
Embora o alumínio anodizado apresente boa tolerância a impactos leves, recomenda-se cautela com substâncias não destinadas a eletrônicos, especialmente removedores de manchas industriais, produtos de salão de beleza ou soluções laboratoriais, que podem conter peróxido de hidrogênio acima de 10% em volume. A exposição prolongada ou em altas temperaturas tende a acelerar qualquer processo corrosivo.
Possíveis desdobramentos e tópicos a investigar
Do ponto de vista técnico, restam questões ainda sem resposta definitiva. Entre elas, destaca-se a influência de:
• Concentração exata do agente oxidante: qual é o limiar a partir do qual a camada anodizada perde integridade?
• Tempo cumulativo de exposição: sessões repetidas em dias consecutivos seriam mais prejudiciais do que um contato único?
• Temperatura da superfície: aparelhos submetidos a calor — por carregamento rápido ou uso intenso de processamento — se mostrariam mais vulneráveis quando molhados por químicos?
Esses pontos podem motivar estudos futuros, seja por laboratórios independentes, seja pela própria indústria de smartphones, que busca minimizar problemas de pós-venda relacionados à estética e à resistência dos materiais.
Resumo dos fatos apurados
As etapas realizadas por Andrew Lanxon indicam que, em cenário doméstico típico, o risco de desbotamento do iPhone 17 Pro laranja-cósmico devido a produtos de limpeza usuais é mínimo. O fenômeno de mudança para tom rosa, amplamente discutido, não se replicou mesmo após vários ciclos de aplicação de agentes oxidantes leves. A hipótese de que peróxido de hidrogênio em formulações mais fortes possa causar descoloração permanece em aberto, exigindo comprovação experimental com padrões laboratoriais.
Com base nas evidências disponíveis, usuários podem manter a limpeza cotidiana sem grandes receios, contanto que adotem práticas recomendadas de manuseio: desligar o dispositivo antes da higienização, evitar químicos agressivos e utilizar panos macios para remover resíduos. Permanecer atento a eventuais atualizações de pesquisas ajudará a esclarecer definitivamente a durabilidade da cor laranja-cósmico em contextos mais extremos.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

