Encontrar um smartwatch ou uma smartband que reúna GPS integrado, bom conjunto de recursos e preço acessível exige atenção a diversos detalhes técnicos. Mesmo com a oferta crescente de dispositivos vestíveis, nem todas as opções econômicas entregam rastreamento por satélite — funcionalidade fundamental para quem pratica corrida, ciclismo ou caminhada sem levar o celular. A lista a seguir apresenta seis modelos lançados entre 2023 e 2025 que permanecem dentro do limite de R$ 1.000, todos avaliados positivamente por sites especializados e fabricados por marcas reconhecidas no segmento de wearables.
Critérios de seleção: o que torna um modelo elegível
Para compor o levantamento, foram considerados apenas dispositivos que atendem a quatro premissas básicas. Primeiro, o preço oficial ou praticado no varejo não ultrapassa R$ 1.000. Segundo, o lançamento ocorreu entre 2023 e 2025, o que garante hardware relativamente recente. Terceiro, há suporte a GPS ou, em alguns casos, a sistemas GNSS que englobam múltiplas constelações de satélite, incrementando a precisão do rastreio. Por fim, cada produto teve desempenho elogiado em testes de portais especializados — fator relevante para assegurar que a experiência prometida no papel realmente se traduz em uso prático.
Huawei Fit Special Edition – a partir de R$ 399
Lançado no Brasil em julho de 2023, o Huawei Fit Special Edition figura como a opção mais barata do grupo, mas não economiza em funções essenciais. O GPS integrado permite capturar velocidade, distância percorrida e traçado do percurso sem o auxílio do smartphone. Avaliações do site Notebookcheck mostraram desvios mínimos, tanto em rota quanto em distância, durante corridas e passeios de bicicleta.
A tela AMOLED de 1,64 polegada exibe resolução de 456 × 280 pixels, suficiente para entregar boa nitidez em um painel compacto. A espessura de apenas 10,7 mm contribui para o conforto no pulso, enquanto a certificação IP68 combinada a resistência de 5 ATM permite submersão em atividades aquáticas recreativas. O conjunto se alimenta de uma bateria de 180 mAh que, em uso considerado típico nos testes citados, alcançou até seis dias antes da recarga.
Entre as limitações, o dispositivo não traz NFC para pagamentos por aproximação e atinge pico de brilho de 300 nits, valor inferior ao de outros integrantes desta seleção. Mesmo assim, o preço inicial inferior a R$ 400 torna o modelo atrativo para quem prioriza custo e leveza sem abrir mão do GPS.
Xiaomi Smart Band 9 Pro – a partir de R$ 484
Anunciada primeiro na China em 2024 e lançada mundialmente em março de 2025, a Smart Band 9 Pro representa a aposta da Xiaomi em uma pulseira avançada com total independência de localização. O acessório se conecta a cinco sistemas de satélite: GPS, GLONASS, BeiDou, Galileo e QZSS. De acordo com o portal GSM Arena, a aquisição do sinal é rápida e pode ocorrer antes mesmo de a atividade física começar, garantindo trajetos precisos do início ao fim.
O visor AMOLED mede 1,74 polegada, oferece resolução de 480 × 336 pixels e atinge 1.200 nits de brilho máximo, favorecendo a leitura sob luz forte. A bateria de 350 mAh mostrou dois cenários nos testes: cerca de sete dias com recursos intensivos, como tela sempre ativa e monitoramento contínuo do sono, e até 14 dias em uso moderado.
Com resistência de 5 ATM e preço inicial em torno de R$ 484, a pulseira se posiciona como alternativa equilibrada entre custo e amplitude de GNSS. Faltam, porém, NFC e a possibilidade de responder notificações diretamente no dispositivo.
Amazfit Bip 6 – a partir de R$ 529
O Amazfit Bip 6, oficializado em abril de 2025, ultrapassa o formato de pulseira e assume identidade de smartwatch. O modelo suporta os cinco principais sistemas de satélite para elevar a precisão do GPS. Durante ensaios do CNET, houve pequena demora na fixação do sinal, mas, uma vez conectado, o rastreamento permaneceu estável incluso em corridas longas.
No que diz respeito à energia, a bateria de 340 mAh promete até 14 dias em uso típico. A fabricante indica ainda 26 dias no modo de economia e 32 horas com GPS ligado ininterruptamente. Os testes intensivos registraram aproximadamente oito dias, cenário que incluiu tela sempre ativa e leituras constantes de frequência cardíaca.
A tela AMOLED de 1,97 polegada, com resolução de 450 × 390 pixels e 2.000 nits, entrega visual claro mesmo sob sol direto. Entre os pontos fracos, o aparelho não dispõe de NFC e tem alcance de Bluetooth descrito como curto. Ainda assim, compatibilidade simultânea com Android e iOS, combinada ao preço a partir de R$ 529, reforça o apelo a usuários que procuram autonomia prolongada.
Redmi Watch 5 – a partir de R$ 649
Disponível no Brasil desde fevereiro de 2025, o Redmi Watch 5 investe em equilíbrio entre conectividade e tela ampla. Embora não ofereça o sistema GNSS mais avançado do mercado, os testes do Wareable classificaram o desempenho do GPS como condizente com a faixa de preço, entregando rastreamento confiável para uso cotidiano.
O destaque visual fica por conta da tela AMOLED de 2,7 polegadas, resolução de 514 × 432 pixels e taxa de atualização de 60 Hz. O brilho de até 1.500 nits contribui para legibilidade em ambientes externos. A bateria de 550 mAh completou aproximadamente 15 dias no cenário avaliado pelo GSM Arena, mesmo com utilização ativa do relógio.

Imagem: Internet
Chamadas por Bluetooth 5.3 ampliam a funcionalidade sem sacrificar mobilidade. Em contrapartida, o aparelho não traz NFC e oferece armazenamento interno limitado. O valor inicial gira em torno de R$ 649, com versões nas cores branco, preto e roxo.
Huawei Watch Fit 3 – a partir de R$ 769
Lançado no mercado nacional em junho de 2024, o Huawei Watch Fit 3 se diferencia pelo GPS de alta precisão aliado a um vasto repertório esportivo: mais de 100 modalidades e detecção automática de seis atividades. Avaliações do GSM Arena apontaram desempenho capaz de superar, em condições específicas, relógios semiprofissionais de marcas como Garmin e até smartphones avançados.
O dispositivo traz bateria de 400 mAh com promessa de 10 dias de uso médio. Os testes práticos oscilaram entre oito dias em cenário intenso e 11 dias em situação moderada, valores que corroboram a estimativa oficial. A tela AMOLED de 1,82 polegada apresenta 480 × 408 pixels, entregando boa definição de imagem.
O relógio incorpora NFC, mas o recurso está restrito a apenas uma das três versões vendidas. Além disso, não há suporte a aplicativos de terceiros. Disponível por valores a partir de R$ 769, ele atende quem prioriza rastreamento acurado e variedade de treinos dentro do orçamento.
Huawei Watch Fit 4 – a partir de R$ 977
Chegando às lojas brasileiras em junho de 2025, o Huawei Watch Fit 4 estreou com GPS multibanda. O vestível opera nas frequências L1 e L5, compatíveis com praticamente todas as constelações de satélite em operação, e, segundo o portal Wareable, atinge níveis de precisão comparáveis, e por vezes superiores, a relógios esportivos bem mais caros de marcas como Garmin e Apple.
A tela AMOLED também mede 1,82 polegada, mas eleva o brilho a 2.000 nits, característica decisiva para quem se exercita sob sol forte. A bateria de 400 mAh rende cerca de sete dias em uso típico. Nos testes, o relógio foi submetido a cenário de uso intenso e totalizou quatro dias; com a função Always On Display desligada, alcançou uma semana plena. Carregamento rápido completa a proposta: dez minutos na tomada fornecem energia para um dia inteiro, e a recarga total ocorre perto de 75 minutos.
Assim como no modelo anterior, o NFC está presente somente na versão cinza. Além disso, o relógio não aceita instalação de apps externos. O preço inicial se mantém abaixo do teto proposto, em torno de R$ 977, posicionando o Watch Fit 4 como a opção mais avançada desta lista.
Comparativo rápido: onde cada modelo se destaca
• Preço mais baixo: Huawei Fit Special Edition, com valor de partida de R$ 399.
• Tela mais brilhante: Amazfit Bip 6 e Huawei Watch Fit 4 empatam em 2.000 nits.
• Maior autonomia nominal: Redmi Watch 5, com até 15 dias reportados em testes.
• GPS de maior abrangência de constelações: Xiaomi Smart Band 9 Pro, capaz de trabalhar com cinco sistemas de satélite.
• Recarga rápida diferenciada: Huawei Watch Fit 4, que obtém um dia de uso em dez minutos de carga.
Como o GPS integrado impacta o treino sem smartphone
Nos seis dispositivos listados, o GPS embutido cumpre o papel de registrar rotas, velocidade média e distância percorrida sem depender da triangulação de sinal do celular. Isso significa mais liberdade para quem prefere treinar levando o mínimo de equipamentos possível. Além disso, o processamento local de dados permite consultar métricas em tempo real no pulso, recurso importante para ajustar ritmo de corrida ou intensidade de pedalada ainda durante a atividade.
Conclusão baseada em especificações e testes
Todos os modelos apresentados entregam rastreamento por satélite, tela em tecnologia AMOLED e valores que respeitam o limite de R$ 1.000. A escolha final dependerá do equilíbrio desejado entre preço, brilho de tela, autonomia, suporte a NFC e abrangência do sistema de satélite. Independentemente da opção, os seis relógios e pulseiras oferecem recursos suficientes para monitorar atividades esportivas com precisão, sem obrigar o usuário a carregar o smartphone durante cada treino.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

