Encontrar um wearable funcional sem ultrapassar a marca de R$ 300 deixou de ser tarefa difícil. Em 2026, modelos de marcas como Samsung, Xiaomi, Huawei e Haylou exibem telas generosas, monitoramento de saúde em tempo real e autonomia de vários dias, ainda que sacrifiquem funções avançadas, como GPS próprio ou pagamentos por aproximação. A seguir, veja o panorama completo de cinco opções que cumprem o requisito de preço e mantêm um conjunto convincente de recursos.
Metodologia e critérios de escolha
A seleção considera apenas dispositivos lançados entre 2024 e 2025, ainda disponíveis no mercado em 2026 por, no máximo, R$ 300. Todos vêm de fabricantes com histórico de atualização de software e boa reputação entre usuários e sites de análise. Compatibilidade com Android foi obrigatória; suporte a iPhone é destacado quando existe. Por restrição de custo, a lista admite ausência de GPS e NFC, mas ressalta quando um modelo perde conectividade ou autonomia além do esperado.
Quem oferece o quê: resumo rápido
Haylou S6 custa a partir de R$ 142 e combina tela de 2,01 pol., certificação IP68 e ligações via Bluetooth.
Xiaomi Smart Band 9 Active sai por cerca de R$ 225 e aposta em pulseira leve, display de 1,47 pol. e até 18 dias de carga.
Redmi Watch 5 Active aparece a partir de R$ 237, traz painel de 2 pol., brilho típico de 500 nits e bateria de 470 mAh.
Galaxy Fit 3 parte de R$ 248, exibe tela AMOLED de 1,6 pol., pesa 18,5 g e permanece até 13 dias longe da tomada, segundo a Samsung.
Huawei Band 10 custa por volta de R$ 279, entrega visor AMOLED de 1,47 pol. e aprimora métricas de sono e natação.
Haylou S6: preço mínimo com pacote completo
Lançado em 2025, o Haylou S6 estabelece o ponto de entrada da categoria. O visor TFT HD de 2,01 polegadas exibe 296 × 240 píxeis, números suficientes para leitura de notificações e menus no dia a dia. A certificação IP68 permite uso em piscina superficial ou sob chuva intensa, sem necessidade de capas ou tampas adicionais.
A bateria de 270 mAh rende até sete dias em uso contínuo, ou 20 dias quando o relógio opera apenas em modo de espera básica. Em comunicação, o wearable adota Bluetooth 5.3 para atender e fazer chamadas, recurso incomum em faixas de preço semelhantes. Seu pacote de saúde inclui monitoramento de frequência cardíaca, SpO₂, níveis de estresse, análise de sono e 127 tipos de exercícios, além de pedômetro e cálculo de calorias.
O custo baixo tem contrapartidas: não há GPS embarcado nem chip NFC. Ainda assim, a combinação de tela grande, resistência à água e telefone via Bluetooth faz do S6 o modelo com mais recursos brutos por real investido.
Xiaomi Smart Band 9 Active: foco em leveza e longa duração
Apresentada ao consumidor brasileiro em setembro de 2025, a Smart Band 9 Active reforça a tradição da Xiaomi em pulseiras compactas. O display TFT de 1,47 pol. traz 320 × 172 píxeis, taxa de 60 Hz e brilho de 450 nits protegido por vidro reforçado. Testes mencionados na matéria original indicam cores vivas e resposta tátil satisfatória, mesmo sem tecnologia AMOLED.
O corpo resistente a 5 ATM garante mergulhos de até 50 m de profundidade, expandindo o uso para natação recreativa. A célula de 300 mAh atinge até 18 dias em cenário típico. Com metade do brilho e recursos de saúde ativos, análises externas relataram nove dias completos antes da recarga, desempenho ainda superior ao de muitas smartbands rivais.
O wearable monitora coração, oxigenação do sangue, estresse, sono e oferece 50 modos de treino, mas não atende ligações e carece de GPS e NFC. A compatibilidade se estende a Android e iOS, reforçando a versatilidade para quem alterna ou cogita migrar de plataforma.
Redmi Watch 5 Active: tela, bateria e chamadas por menos de R$ 240
Lançado em novembro de 2024, o Redmi Watch 5 Active assume o papel de smartwatch quadrado de entrada da linha Xiaomi. O painel LCD de 2 pol. entrega 385 × 320 píxeis, brilho típico de 500 nits e visibilidade considerada boa sob incidência direta de luz solar. O design conta com apenas um botão físico, privilegiando toques na tela para navegação.
A bateria de 470 mAh favorece autonomia de até 18 dias no uso usual e 12 dias em cenário intenso. A performance foi corroborada em avaliação externa, que registrou nove dias de utilização com grande parte da carga intacta. O modelo não incorpora função Always On Display, escolha que preserva a bateria, e dispensa ajuste automático de brilho, pedindo intervenção manual em ambientes escuros ou muito iluminados.
Diferente de outras opções baratas, o relógio suporta chamadas telefônicas via Bluetooth 5.3. O par de microfones oferece cancelamento de ruído e capta a voz a até 80 cm de distância. Assim como concorrentes, deixa de lado GPS e NFC, mantendo foco em custo-benefício.
Galaxy Fit 3: campeã de vendas com tela AMOLED
Lançada em fevereiro de 2024 e líder de vendas em grandes varejistas no segundo semestre de 2025, a Galaxy Fit 3 aposta em display AMOLED de 1,6 polegada e 402 × 256 píxeis, capaz de render 16 milhões de cores. O brilho alcança 150 nits, suficiente em ambientes internos, porém limitado sob sol forte.
Pesando 18,5 g, a pulseira prioriza conforto prolongado. A bateria de 208 mAh promete 13 dias em condições ideais, mas testes práticos variaram entre cinco e sete dias, dependendo da frequência de notificações e do uso de sensores. O cabo de carregamento é proprietário, item que pode exigir substituição específica em caso de perda.

Imagem: Internet
A Fit 3 oferece monitoramento de exercícios, sono, batimentos cardíacos e recebe notificações do celular, porém não fornece compatibilidade com iPhone. GPS e NFC também ficam de fora, preservando a faixa de preço sugerida.
Huawei Band 10: métricas de sono e natação em destaque
Disponível no Brasil desde março de 2025, a Huawei Band 10 fecha a lista com tela AMOLED de 1,47 pol. e 368 × 194 píxeis. O wearable chega em sete opções de cor e adota interface por toque para navegação.
A bateria permite até oito dias de uso padrão ou 14 dias em modo de economia. Em testes relatados na fonte original, o dispositivo superou sete dias e ainda exibia 55% de carga restante sob uso moderado. A resistência a 5 ATM habilita natação e chuveiro sem risco de dano, enquanto as métricas aquáticas prometem 95% de precisão, segundo a fabricante.
O rastreamento de sono foi elevado a nível “profissional”, com análise detalhada de fases leves, profundas e REM, além de sugestões para melhora de descanso. Apesar disso, o relógio não traz NFC nem chamadas Bluetooth, e os ícones menores podem dificultar a visualização para usuários com mãos grandes ou visão limitada.
Comparativo de especificações essenciais
Tela – Se a prioridade é área útil, o Haylou S6 e o Redmi Watch 5 Active, ambos com cerca de 2 pol., lideram. Quem prefere contraste superior pode optar pela Galaxy Fit 3 ou Huawei Band 10, graças ao painel AMOLED.
Bateria – Smart Band 9 Active e Redmi Watch 5 Active prometem até 18 dias, superando concorrentes.
Resistência à água – Todos suportam contato com água; Haylou S6 oferece IP68, enquanto Xiaomi e Huawei utilizam 5 ATM.
Ligações – Apenas Haylou S6 e Redmi Watch 5 Active atendem chamadas.
Sistema compatível – Quatro modelos funcionam com Android e iOS; a exceção é Galaxy Fit 3, limitada ao ecossistema do Google.
GPS e NFC – Nenhum aparelho dos cinco inclui esses dois recursos, reflexo direto do teto de R$ 300.
Analisando o custo-benefício dentro do limite de R$ 300
Nesse segmento de preço, o consumidor lida com trocas claras: para obter bom painel, autonomia extensa ou ligações por Bluetooth, renuncia a sistemas de localização próprios, pagamentos móveis e, em alguns casos, brilho de tela elevado. O estudo dos cinco dispositivos mostra que cada fabricante explora um diferencial para conquistar público, seja a tela grande, a extensão da bateria ou o conjunto de saúde.
A decisão final passa por identificar o uso predominante. Para acompanhar exercícios e atender chamadas sem recorrer ao telefone, o Haylou S6 e o Redmi Watch 5 Active surgem como candidatos. Quem prioriza leveza e longa duração pode escolher a Smart Band 9 Active. Já quem valoriza cores vibrantes encontrará na Galaxy Fit 3 e na Huawei Band 10 uma imagem mais próxima de painéis premium, aceitando menor autonomia ou ausência de iOS no caso da pulseira da Samsung.
Disponibilidade e faixas de preço em 2026
Todos os modelos permanecem listados em grandes marketplaces nacionais, algo que facilita a pesquisa de ofertas. Os preços mínimos observados são:
R$ 142 – Haylou S6
R$ 225 – Xiaomi Smart Band 9 Active
R$ 237 – Redmi Watch 5 Active
R$ 248 – Galaxy Fit 3
R$ 279 – Huawei Band 10
Variações podem ocorrer conforme estoque, cor e promoções sazonais, mas permanecem dentro do limite de R$ 300.
Conclusão factual
No patamar de até R$ 300 em 2026, cinco wearables destacam-se pela entrega de funcionalidades essenciais, foco em saúde e tempo de uso prolongado. Apesar das limitações em GPS e pagamentos sem contato, os dispositivos analisados ampliam as possibilidades para quem busca adotar um smartwatch ou smartband sem comprometer o orçamento.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

