Retrospectiva 2025: dez smartphones que ditaram tendência em câmera, desempenho e formatos inovadores

O ano de 2025 consolidou-se como um dos períodos mais intensos da história recente do setor mobile. Grandes fabricantes — Apple, Samsung, Xiaomi, Huawei, realme e a estreante vivo em território brasileiro — protagonizaram lançamentos que redefiniram o conceito de smartphone premium, diversificaram a oferta de formatos e elevaram a régua de desempenho em fotografia, bateria e processadores.

Entre o aumento de unidades vendidas, recordes em benchmarks e o surgimento de aparelhos com duas ou três telas, o consumidor viu promessas se materializarem em produtos concretos. Este artigo revisita dez dispositivos que, cada um a seu modo, marcaram a trajetória de 2025.

Panorama do mercado em 2025

Quem: gigantes consolidadas, como Apple e Samsung, e marcas que ganharam tração global, caso da Xiaomi e da Huawei, além da vivo, que iniciou operações no Brasil.
O quê: smartphones que avançaram em fotografia computacional, baterias de altíssima capacidade, processadores de 3 nm e formatos dobráveis ou trifolds.
Quando: ao longo dos doze meses de 2025, com picos de anúncios em janeiro, maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro.
Onde: lançamentos globais, com alguns aparelhos chegando oficialmente ao mercado brasileiro e outros permanecendo restritos a regiões específicas.
Como: por meio de parcerias com fabricantes de lentes, adoção de chipsets de última geração, engenharia de dobradiças avançadas e software otimizado para ciclos prolongados de atualização.
Por quê: atender à crescente demanda por maior autonomia, câmeras de nível profissional e experiências multimídia ampliadas.

1. Linha Galaxy S25

Lançada em janeiro, a família Galaxy S25 estreou os modelos S25 Ultra, S25 Plus e S25 com o processador Snapdragon 8 Elite for Galaxy. Segundo o benchmark AnTuTu, cada um superou a marca de dois milhões de pontos, posicionando-se entre os doze dispositivos mais rápidos do mundo.

O compromisso com longevidade foi outro diferencial. A promessa de sete gerações de sistema operacional e o mesmo número de anos de correções de segurança garante suporte até o Android 22, algo sem precedentes na linha. Relatórios de mercado indicam mais de 20 milhões de unidades vendidas dos três modelos principais até junho, superando o total combinado de aparelhos com o chipset 8 Elite em sua versão padrão.

Ao longo do ano, a família ganhou dois acréscimos: o Galaxy S25 FE, voltado a quem busca custo-benefício, e o Galaxy S25 Edge, com apenas 5,8 mm de espessura. Essa estratégia ampliou o alcance da série S25 e manteve a Samsung em evidência mesmo após o pico de lançamento.

2. JOVI V50

Maio marcou a chegada oficial da fabricante chinesa vivo ao Brasil. O JOVI V50, classificado como intermediário premium, estreou com preço inicial de R$ 4.999 e foco declarado em fotografia. O sistema de câmeras foi desenvolvido em parceria com a alemã ZEISS, trazendo dois sensores principais de 50 MP (wide e ultrawide) com estabilização óptica e foco automático.

Testes internos apontaram imagens nítidas, cores equilibradas e bom alcance dinâmico, inclusive em cenários noturnos. A bateria de 6.000 mAh demonstrou autonomia elevada: após mais de quinze horas de uso misto, ainda restavam 36 % de carga, desempenho notável para a categoria.

3. Huawei Mate XT Ultimate

O Huawei Mate XT Ultimate desembarcou em junho como o primeiro trifold do mundo a chegar ao Brasil e também como o smartphone mais caro do país, custando R$ 33 mil no lançamento. O dispositivo oferece uma tela de 6,4 pol. quando fechado; ao abrir a primeira dobra, o painel cresce para 7,9 pol.; e, totalmente estendido, revela 10,2 pol. em resolução 3K.

Para entretenimento, o display amplo recebeu elogios pela vivacidade de cores. Em contrapartida, avaliações destacaram que o sistema operacional e o desempenho não acompanham o mesmo nível de inovação do hardware, além de questionarem a utilidade prática de três painéis para a maioria dos usuários.

4. Galaxy Z Fold 7

Julho trouxe o Galaxy Z Fold 7, o dobrável mais fino e leve já produzido pela Samsung até então. Quando aberto, pesa 215 g e tem apenas 4,2 mm de espessura. A tela interna mede 8 pol. em resolução 2.184 × 1.968 px com taxa de 120 Hz, enquanto o display externo oferece 6,5 pol. em 2.520 × 1.080 px.

Plataformas especializadas, como o DXOMARK, posicionaram o aparelho entre as melhores telas do mundo. A construção utiliza Gorilla Glass Ceramic 2 e Armor Alumínio Avançado, reforçando a durabilidade, quesito sensível em dobráveis.

5. Realme GT 7

Lançado em agosto, o Realme GT 7 destacou-se pela bateria de 7.000 mAh, líder de autonomia entre aparelhos oficialmente vendidos no Brasil, segundo o ranking do site GSMArena. Nos testes laboratoriais, alcançou quase 31 h de ligações, 21 h de navegação web e mais de 26 h de streaming de vídeo.

O componente utiliza ânodo de silício com densidade energética até 11 vezes superior ao grafite. Complementa o conjunto o carregamento ultrarrápido de 120 W, capaz de recuperar grandes porcentagens de energia em poucos minutos. O processador Dimensity 9400e rendeu pontuação de 2.293.772 no AnTuTu, colocando o modelo entre os mais potentes disponíveis oficialmente no país.

6. iPhone 17 Pro Max

Anunciado em setembro, o iPhone 17 Pro Max chamou atenção pelo módulo de câmera redesenhado e pela nova cor laranja. Mais do que o visual, o avanço ficou por conta do sistema fotográfico: três sensores traseiros de 48 MP (wide, telefoto e ultrawide) e zoom óptico de , além de câmera frontal de 18 MP.

Em gravação de vídeo, avaliações independentes relataram estabilização altamente eficiente, panorâmicas suaves e transições sem trepidação perceptível. Tais características reforçaram a reputação da Apple em produção audiovisual móvel.

7. iPhone Air

Lançado simultaneamente à linha 17, o iPhone Air estreou como o smartphone mais fino já fabricado pela Apple, com apenas 5,6 mm de espessura. O design esguio sacrificou capacidade de bateria, fixada em 3.149 mAh, resultando em autonomia mais modesta. Para mitigar o problema, a marca apresentou uma bateria externa MagSafe vendida à parte por R$ 1.199.

Apesar do preço que pode chegar a R$ 13.499, o aparelho despertou interesse de consumidores que priorizam portabilidade extrema, inaugurando a presença da empresa no nicho de smartphones slim.

8. Xiaomi 17 Pro Max

Também em setembro, a Xiaomi apresentou o 17 Pro Max, inicialmente restrito ao mercado chinês. O modelo repercutiu por adotar design semelhante ao do iPhone e por incluir uma tela secundária de 2,9 pol. na traseira, com 120 Hz de taxa de atualização e pico de 3.500 nits.

Equipado com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 em litografia de 3 nm, o dispositivo alcançou 2.437.232 pontos no AnTuTu, liderando o ranking à época. A bateria de 7.500 mAh figura como a quarta melhor autonomia global segundo o GSMArena, equilibrando potência e duração.

9. Huawei Pura 80 Ultra

Outubro marcou a chegada oficial do Huawei Pura 80 Ultra ao mercado brasileiro. No lançamento internacional, o aparelho ocupou o topo do ranking DXOMARK, abrindo sete pontos de vantagem para o segundo colocado. O conjunto traseiro traz quatro câmeras, com destaque para o sensor principal de 1 pol. e 50 MP com abertura variável de f/1.6 a f/4.0.

Os resultados em modo retrato, baixa luminosidade e telefoto de 3,7 × renderam pontuações máximas. O preço inicial de R$ 12.999 posiciona o Pura 80 Ultra no segmento premium, voltado a quem busca fotografia móvel no mais alto nível.

10. Galaxy Z Trifold

Encerrando o calendário, a Samsung apresentou o Galaxy Z Trifold, seu primeiro smartphone com duas dobradiças. Totalmente aberto, o painel interno atinge 10 pol., rivalizando com tablets compactos. Ambas as telas utilizam tecnologia AMOLED Dinâmico 2X a 120 Hz, mantendo cor e fluidez em qualquer configuração.

Do ponto de vista mecânico, o modelo inaugurou dobradiças de trilho duplo, aperfeiçoamento da Armor FlexHinge, garantindo estabilidade ao movimento triplo. Internamente, traz Snapdragon 8 Elite for Galaxy, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, enquanto a bateria de 5.600 mAh é a maior já incorporada a um dobrável da marca. Lançado primeiro na Coreia do Sul, não possui previsão oficial para o Brasil.

Tendências consolidadas em 2025

Ao olhar para os dez dispositivos destacados, três eixos de inovação tornaram-se evidentes. Primeiro, longevidade de software, confirmada pelos sete anos de atualizações prometidos na linha Galaxy S25. Segundo, a busca por formatos alternativos, exemplificada pelo Mate XT Ultimate e pelo Galaxy Z Trifold. Terceiro, a evolução em autonomia, liderada por baterias que superam a marca de 7.000 mAh ou pelo aperfeiçoamento de carregamento rápido, como no Realme GT 7.

Esses avanços, somados ao aprimoramento de câmeras e à adoção de processos de 3 nm em chipsets, desenharam o panorama de 2025 e indicaram o caminho para os produtos que chegarão às prateleiras nos próximos anos.

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