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A Apple registra, em média, US$2.413.171 de receita anual por integrante do seu quadro de 164 mil profissionais, resultado que a coloca na terceira posição entre as grandes companhias de tecnologia avaliadas pela consultoria OnDeck por meio da métrica revenue per employee (RPE).
O que o estudo mediu
A análise da OnDeck se baseou em duas variáveis extraídas da lista Forbes 2000: a receita total de cada empresa e o número de colaboradores efetivos. A razão entre esses valores forma o RPE, indicador utilizado para aferir a produtividade financeira de uma equipe. Ao dividir o faturamento pelo contingente de pessoas, o levantamento objetiva demonstrar quanto cada empregado acrescenta, em termos monetários, ao fluxo de receita anual da organização.
Quem figura no topo entre as gigantes de tecnologia
O segmento de tecnologia concentra algumas das corporações mais rentáveis do mundo, e a comparação entre elas por RPE reforça essa percepção. No universo das Big Techs mensuradas:
• NVIDIA: US$4.408.784 por empregado;
• Netflix: US$4.153.125 por empregado;
• Apple: US$2.413.171 por empregado.
A diferença coloca a Apple a uma distância aproximada de US$1,99 milhão em relação à NVIDIA e de cerca de US$1,74 milhão em relação à Netflix. Mesmo com essa margem, o resultado da fabricante do iPhone permanece expressivo quando se considera o tamanho de sua estrutura operacional.
Quando e como os números ganham relevância
Os dados produzidos pela OnDeck, divulgados em 2024, trazem um retrato pontual do desempenho recente das empresas listadas. A aferição anual permite monitorar mudanças de produtividade ao longo do tempo, oferecendo um parâmetro comparável entre exercícios fiscais consecutivos. No contexto de decisões estratégicas, o RPE torna-se ferramenta de acompanhamento para investidores, analistas e gestores avaliando tendências de eficiência operacional.
Por que o tamanho da operação influencia a colocação
O posicionamento da Apple reflete, em parte, a amplitude de sua rede de pontos de venda físicos. Diferentemente de companhias mais enxutas, que concentram atividades em núcleos de engenharia ou distribuição digital, a Apple mantém lojas próprias em diversos países, exigindo número elevado de atendentes, gerentes e profissionais de suporte. Esse contingente de varejo amplia a base de funcionários e dilui a receita quando se calcula a média por pessoa, ainda que o total faturado se mantenha entre os mais altos do segmento.
Panorama fora do setor de tecnologia nos Estados Unidos
Embora a disputa nas Big Techs concentre atenção, o levantamento também destacou outras áreas da economia. Entre as empresas norte-americanas de todos os setores, a liderança em RPE pertence à VICI Properties, especializada em propriedades imobiliárias ligadas a cassinos e entretenimento. Com apenas 27 colaboradores, a companhia gera aproximadamente US$142,5 milhões por funcionário, multiplicando a marca da Apple por um fator superior a 59. Esse resultado evidencia como modelos de negócios intensivos em ativos, mas pouco intensivos em mão de obra, podem alavancar médias excepcionais de receita por pessoa.
Destaque global fora do mercado norte-americano
No recorte mundial, o estudo aponta a indiana Rajesh Exports como a organização com maior receita por colaborador. A empresa atinge mais de US$307 milhões por empregado, superando em mais de 125 vezes o indicador da Apple. Essa posição evidencia a presença de setores específicos, como o de exportação de metais preciosos, capazes de combinar margens elevadas a estruturas de pessoal relativamente reduzidas.
Como a métrica revenue per employee é aplicada
Alvo de estudos periódicos, o RPE serve de referência para:
• Avaliar eficiência operacional: companhias conseguem dimensionar quanto capital cada trabalhador agrega ao faturamento.
• Comparar empresas: o indicador facilita colocar lado a lado organizações de tamanhos distintos, desde que pertençam ao mesmo setor.
• Monitorar evolução interna: ao acompanhar o índice ano após ano, executivos identificam se investimentos em pessoal estão retornando na forma de receita adicional.

Imagem: Divulgação/Deck
No entanto, a OnDeck ressalta que se trata de uma medida incompleta. Aspectos culturais, benefícios intangíveis e diferenças setoriais não entram no cálculo, podendo distorcer interpretações quando se olham apenas números.
Limitações reconhecidas no relatório
O próprio levantamento lista fatores que podem relativizar a análise. Questões como clima organizacional, impacto social de produtos, fidelidade de consumidores e políticas de inovação não possuem peso mensurável no RPE. Além disso, companhias com forte presença física, caso da Apple, carregam despesas e necessidades de pessoal distintas das que operam majoritariamente em ambiente virtual. Portanto, embora útil, o indicador não captura nuances completas de competitividade ou sustentabilidade de longo prazo.
Consequências de uma força de trabalho extensa
Ter 164 mil funcionários implica complexidades administrativas e obrigações salariais robustas. Uma estrutura desse porte demanda investimento constante em treinamento, logística e benefícios, refletindo-se em custos operacionais elevados. Por outro lado, a presença em lojas físicas fortalece a experiência de marca, elemento que pode impulsionar vendas e justificar a estratégia de manter uma equipe maior. O levantamento ilustra esse dilema: a Apple verte altos volumes de receita, mas divide o montante por um contingente bem mais amplo do que o de suas concorrentes posicionadas nas duas primeiras colocações.
Diferenças percentuais entre Apple, NVIDIA e Netflix
Em números relativos, a Apple gera cerca de 54,7 % da receita por funcionário reportada pela NVIDIA. Quando comparada à Netflix, o percentual sobe para aproximadamente 58,1 %. Essa leitura reforça a distância, mas também evidencia que a Apple permanece na metade superior do espectro entre as três maiores pontuadoras do setor de tecnologia analisadas pela OnDeck.
O papel da lista Forbes 2000 na coleta de dados
A Forbes 2000 reúne empresas de capital aberto de diversos países e setores, classificadas por critérios como vendas, lucro, ativos e valor de mercado. O estudo da OnDeck recorreu especificamente aos números de receita e de pessoal disponíveis nesse compêndio, garantindo uma fonte padronizada para todas as organizações comparadas. Essa uniformidade de origem estatística ajuda a mitigar distorções que poderiam surgir ao mesclar balanços de períodos ou metodologias diferentes.
Relação entre estrutura física e resultado financeiro médio
Corporations com operação majoritariamente digital tendem a registrar RPE elevado, pois exigem menos profissionais para gerar receita substancial. A Apple, por sustentar lojas em vários continentes, mantém equipes voltadas a vendas, estoque, manutenção e atendimento presencial, fatores que multiplicam o número de contratações. Embora esse modelo reduza a média de receita por trabalhador, ele contribui para reforçar a identidade da marca e criar pontos de contato diretos com o consumidor, aspectos não mensuráveis pelo índice.
Empresas americanas de destaque além da Apple
Nos Estados Unidos, além da Apple e da VICI Properties, outras companhias aparecem no ranking completo, mas seus números específicos não foram detalhados no resumo divulgado. Ainda assim, a presença de VICI no topo, com resultado acima de US$142 milhões por pessoa, sinaliza tendências em setores como o imobiliário voltado ao entretenimento, em que ativos de alto valor podem ser administrados por equipes enxutas e altamente especializadas.
Comparação simples entre setores
A diferença de escala entre tecnologia, entretenimento digital, imóveis e exportação de metais realça como a natureza do negócio influencia o RPE. Empresas de software e streaming, representadas pela Netflix, alavancam receitas globais com catálogos virtuais que exigem manutenção de servidores e produção de conteúdo, mas não demandam lojas físicas. Companhias de semicondutores, caso da NVIDIA, operam em cadeias de suprimentos avançadas, porém contam com menos pontos de atendimento ao consumidor final. Já negócios focados em exportação ou gestão de ativos podem, como mostrou o estudo, alcançar cifras muito superiores por empregado, justamente pela baixa necessidade de staff operacional.
Observações finais sobre a utilidade do indicador
O revenue per employee serve, em essência, como termômetro de eficiência financeira, mas não se converte em diagnóstico isolado de competitividade. A OnDeck destaca que a métrica ignora benefícios indiretos oferecidos aos funcionários, práticas sustentáveis, estruturas de governança e níveis de satisfação do cliente. Apesar dessas lacunas, o índice continua a atrair a atenção do mercado porque traduz, em valor monetário claro, a capacidade de geração de receita a partir do capital humano disponível.
Referência numérica central
Com US$2.413.171 gerados por indivíduo em seu quadro, a Apple consolida o papel de terceira força em produtividade financeira dentro do grupo de gigantes de tecnologia examinadas pela OnDeck, posição fundamentada em um faturamento robusto dividido por uma das maiores equipes do setor.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

