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Os prazos de entrega do Mac Studio passaram a indicar espera de até oito semanas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, sobretudo para configurações com 512 GB de memória integrada. O alongamento do tempo de despacho afeta principalmente as versões equipadas com o chip M4 Max ou com o M3 Ultra e fortalece a expectativa de que a Apple apresente uma atualização do desktop profissional no primeiro semestre, possivelmente adotando os chips M5 Max e M5 Ultra já identificados em referências de código do iOS 26.3.
Aumento de prazos no mercado norte-americano
Os primeiros relatos de atraso vieram de consumidores que tentaram comprar o Mac Studio na Apple Store Online dos Estados Unidos. Antes da mudança, a empresa costumava confirmar envio em poucos dias para a maior parte das versões. Agora, modelos específicos podem demorar até abril para chegar, o que representa uma janela superior a 50 dias. O caso mais extremo refere-se à variante configurada com 512 GB de memória integrada, teto compatível com a geração atual. A informação foi divulgada por usuários que compartilharam capturas de tela apontando a nova estimativa de entrega.
Versões com menor quantidade de memória também deixaram de estar disponíveis imediatamente. Segundo levantamento do site especializado que voltou a consultar a loja norte-americana, opções menos potentes registram prazos ao redor de um mês. A exceção fica por conta dos modelos de entrada, que ainda apresentam disponibilidade quase imediata. Essa distinção sugere que o impacto logístico não ocorre de forma homogênea e recai de modo mais acentuado sobre configurações voltadas ao segmento profissional.
Configurações mais afetadas
O Mac Studio pode ser montado com dois processadores diferentes: o M4 Max ou o M3 Ultra. Cada um se destina a perfis de uso diversos, mas ambos oferecem variações de memória que partem de 36 GB e chegam aos 512 GB. A tendência de atraso concentra-se, segundo os dados verificados, exatamente nas combinações de hardware que escalam para alto desempenho, o que inclui a capacidade máxima de memória.
Esse cenário levanta a possibilidade de que o estoque das unidades com especificações mais avançadas esteja sendo esvaziado pela própria fabricante. Reduzir a produção ou o volume de distribuição de modelos com maior valor agregado costuma ser uma etapa que antecede a introdução de uma linha sucessora, prática que a empresa adota com frequência em ciclos de renovação de produtos.
Situação observada no Brasil
No mercado brasileiro, a alteração de prazos espelha o quadro visto nos Estados Unidos. O sistema de compras da Apple indica que o Mac Studio configurado no limite máximo de especificações precisa de sete a oito semanas para ser entregue. Já as variantes de entrada demoram aproximadamente dez dias.
Embora o intervalo absoluto para as opções básicas seja relativamente curto, o contraste entre uma e outra configuração chama atenção: a diferença pode chegar a 40 dias. O descompasso reforça a percepção de que modelos topo de linha estão em fase de transição, enquanto as versões menos robustas mantêm o ritmo de distribuição usual.
Referências a chips M5 Max e M5 Ultra
A expectativa de uma nova geração não se apoia apenas na redução de disponibilidade. De acordo com relatório da Bloomberg, arquivos de código presentes na versão 26.3 do iOS mencionam expressamente os processadores M5 Max e M5 Ultra. A publicação indica que o Mac Studio deverá receber esses componentes ainda no primeiro semestre.
Ao combinar a evidência de software descoberta pela imprensa especializada com o alongamento dos prazos de compra, forma-se um quadro consistente: a Apple prepara internamente os recursos necessários para suportar os novos chips e, paralelamente, diminui o fornecimento das unidades atuais para evitar acúmulo de inventário antigo quando a atualização chegar ao varejo.
Correlação com os atrasos do MacBook Pro
Sinais semelhantes foram notados poucas semanas antes no portfólio de notebooks da marca. Modelos do MacBook Pro equipados com os processadores M4 Pro e M4 Max também passaram a apresentar prazos de entrega mais longos nos Estados Unidos. Assim como no caso do Mac Studio, os atrasos ocorreram primeiro nas configurações mais avançadas.
Esse padrão repetido em duas linhas de produtos distintas reforça a leitura de que a empresa está avançando em um ciclo de transição de silício. Embora a substituição completa de todo o catálogo não costume acontecer ao mesmo tempo, é comum que a fabricante sincronize o anúncio de diferentes máquinas para maximizar o impacto comercial e de comunicação.
Possíveis origens dos atrasos
Do ponto de vista logístico, vários fatores podem alongar a expedição de um produto: gargalos na cadeia de suprimentos, limitação de componentes específicos ou priorização de capacidade fabril para itens futuros. O fato de que apenas determinadas configurações acusam espera acima da média sugere que a última hipótese ganha força, pois obstáculos genéricos de produção tenderiam a afetar todo o mix de variantes.
Outra pista relevante é o intervalo de espera bastante definido, que chega perto de dois meses. Esse período coincide com a janela de tempo descrita em rumores acerca do lançamento dos novos chips. Assim, o atraso deixa de parecer ocasional e passa a funcionar como indício de planejamento estratégico.

Imagem: Internet
Repercussão para diferentes perfis de usuário
Para profissionais que necessitam de alta performance imediata — editores de vídeo, desenvolvedores de aplicativos e criadores de conteúdo gráfico —, o aumento de prazo representa um ponto crítico de decisão. Se a demanda por poder de processamento é urgente, adquirir um Mac Studio atual poderá significar aguardar até abril para colocá-lo em operação. Por outro lado, quem pode postergar a compra talvez se beneficie ao receber já a próxima geração, possivelmente mais veloz, sem arcar com custo adicional ou desvalorização precoce.
Consumidores focados em atividades menos intensivas, que pretendam permanecer dentro das especificações de entrada, ainda encontram entrega relativamente rápida. Esse grupo pode priorizar a necessidade imediata e optar pela versão disponível. Entretanto, caso a diferença de tempo não seja decisiva, aguardar o anúncio oficial pode ampliar a vida útil do investimento.
Especificações disponíveis no momento
O Mac Studio à venda hoje adota chips M4 Max ou M3 Ultra. Em memória unificada, as opções vão de 36 GB a 512 GB, enquanto o armazenamento em SSD começa em 512 GB e se estende até 16 TB. No Brasil, o modelo de entrada parte de R$ 25.999. Esse valor pode subir significativamente conforme a seleção de componentes, sobretudo memória e capacidade de disco.
Essas configurações determinam o posicionamento do desktop como produto de nicho profissional, destinado a fluxos de trabalho que exigem processamento gráfico avançado, compilação de código em larga escala ou manipulação de projetos audiovisuais em resolução elevada. O eventual salto para o M5 Max e o M5 Ultra tende a ampliar esse fôlego computacional, embora detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados pela fabricante.
Calendário sugerido para a próxima atualização
As informações de bastidores apontam para lançamento ainda no primeiro semestre. Considerando que alguns compradores já obtêm datas de entrega em abril, é razoável supor um anúncio oficial dentro desse intervalo. O encurtamento do ciclo — observado também no MacBook Pro — indica que a companhia pode adotar cadência anual ou inferior para versões futuras, prática que ajuda a manter o portfólio alinhado ao avanço de sua arquitetura proprietária de chips.
Impacto no ecossistema de acessórios e softwares
Uma mudança de processador costuma reverberar em toda a linha de periféricos e em determinados fluxos de software profissional. No entanto, como a arquitetura continua sendo Apple Silicon, espera-se que a transição permaneça transparente para desenvolvedores. Em síntese, aplicações otimizadas para o M4 Max ou M3 Ultra devem rodar sem ajustes no M5 Max ou M5 Ultra, preservando a continuidade operacional das empresas que dependem do desktop.
Orientação prática para quem planeja a compra
Com base nos dados atuais de disponibilidade, três cenários se formam:
1. Urgência alta: usuários que não podem adiar a aquisição e precisam de máximo desempenho devem considerar as oito semanas de espera. Caso esse prazo inviabilize a operação, será necessário avaliar equipamentos alternativos, inclusive outras linhas da mesma fabricante.
2. Prazo moderado: quem dispõe de um a dois meses encontra no Mac Studio existente uma solução capaz de suprir necessidades atuais. A ressalva é estar ciente de que, ao receber a máquina, ela já poderá ter sido sucedida por um modelo mais recente.
3. Flexibilidade temporária: consumidores sem pressa podem aguardar o anúncio oficial da próxima geração, obtendo hardware potencialmente superior pelo mesmo preço de tabela. Além disso, eventuais descontos em estoques remanescentes podem surgir após o lançamento.
Panorama geral
O alongamento dos prazos de entrega do Mac Studio não ocorre isoladamente. Ele se soma a atrasos verificados no MacBook Pro e a menções claras aos chips M5 Max e M5 Ultra no iOS 26.3. A combinação desses fatores sustenta a avaliação de que a Apple está prestes a atualizar o desktop profissional dentro dos próximos meses. Até que a empresa confirme oficialmente a mudança, o cenário permanece em transição, deixando para cada comprador a decisão entre adquirir agora ou aguardar a provável nova geração.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

