Apresentação do modelo
Lançado em janeiro de 2024, o Poco X6 Pro chegou ao mercado como integrante da linha de smartphones da Xiaomi voltada ao público que prioriza desempenho em jogos sem investir valores de topo de linha. Classificado como intermediário, o aparelho se destacou por entregar recursos apreciados por gamers, mantendo o preço oficial de lançamento em R$ 3.399. Passados quase dois anos, o cenário mudou. A presença do dispositivo em plataformas de venda de segunda mão suscitou uma dúvida recorrente: o investimento em uma unidade usada compensa?
Queda de preço desde o lançamento
O comportamento de preço do Poco X6 Pro expressa uma desvalorização considerável. Dados coletados em anúncios mostram que o valor pedido atualmente parte de R$ 1.300, quantia que representa pouco mais de 50 % de desconto em relação ao preço inicial. Essa redução chama atenção de consumidores com orçamento limitado, mas também desperta a necessidade de avaliar riscos comuns em negociações de itens usados. Anúncios identificados em duas plataformas populares — OLX e Mercado Livre — evidenciam amplitude de valores que, na prática, variam entre R$ 1.350 e R$ 2.000, dependendo de fatores como capacidade de armazenamento, estado físico e, em alguns casos, localização do vendedor.
Onde o Poco X6 Pro usado é anunciado e quanto custa
Na OLX, o menor preço anunciado localiza a versão com 12 GB de memória RAM e 512 GB de armazenamento interno por R$ 1.350. Ainda no mesmo ambiente, há ofertas de R$ 1.400 para a mesma configuração, bem como publicações que chegam a R$ 1.800 quando o armazenamento cai para 256 GB. Já no Mercado Livre, a média geral é ligeiramente mais alta: por lá, publicações começam em torno de R$ 1.600, mas algumas lojas dentro da plataforma chegam a pedir valores acima de R$ 2.000. Essa discrepância reflete variações de procedência, garantia de loja e possível inclusão de acessórios originais.
Ficha técnica de destaque
O Poco X6 Pro ganhou visibilidade pela combinação de tela AMOLED de 6,67 polegadas, resolução Full HD e taxa de atualização de 120 Hz, trio que oferece fluidez e cores vibrantes para jogos e reprodução de mídia. O conjunto ainda envolve câmeras com sensor principal de 64 MP e opções de memória que podem chegar a 12 GB de RAM, características que colocam o aparelho entre os intermediários mais potentes de seu ciclo de lançamento. Esses pontos formam o núcleo de interesse para parte dos compradores que buscam economizar sem abrir mão de desempenho.
Checklist de verificação física e funcional
Para reduzir riscos e aumentar a segurança da compra, seis verificações são consideradas essenciais antes de concluir a negociação de um Poco X6 Pro usado.
1. Integridade da tela
A substituição de display representa um dos custos mais altos em manutenção de smartphones e, mesmo após troca, a experiência raramente iguala a original. Portanto, o comprador deve inspecionar riscos, arranhões, manchas e pixels mortos. Análises visuais em ambiente iluminado e a exibição de imagens sólidas (vermelho, verde, azul e branco) facilitam a identificação de falhas.
2. Estado da bateria
A bateria é peça determinante para autonomia e segurança. Um componente estufado pode comprometer a integridade do aparelho e representar risco físico. No Poco X6 Pro, o relatório de saúde pode ser acessado digitando a sequência ##6485## na tela de discagem. Se o status exibido for “good” ou “bom”, a capacidade ainda atende a padrões aceitáveis.
3. Funcionamento de câmeras, som e sensores
Testes práticos garantem que lentes, alto-falante, microfone, sensores faciais e leitor biométrico operem conforme esperado. Fotografar com todas as lentes, gravar vídeo, reproduzir áudio em volume máximo e registrar uma nota de voz antes de concluir a compra ajuda a evitar custos de reparo imediatos.
4. Acessórios originais
A presença de carregador, cabo, manual e caixa original sinaliza menor probabilidade de roubo ou furto, além de assegurar que a fonte de energia usada obedece às especificações de fábrica. Carregadores falsificados podem afetar a vida útil da bateria e até causar danos irreversíveis.
5. Nota fiscal
Embora celulares usados possam não estar mais na garantia, a nota fiscal permanece documento obrigatório para acionar assistência técnica autorizada caso o período de cobertura ainda esteja vigente. A ausência do comprovante cria barreiras tanto para reparos como para eventuais necessidades de seguro.
6. Consulta ao IMEI

Imagem: Internet
Composto por 15 dígitos, o IMEI (International Mobile Equipment Identity) deve ser conferido por meio do comando *#06#. O número pode então ser verificado em serviço governamental de bloqueio de celulares para confirmar se não existe registro de roubo ou furto. Aparelhos com pendência podem ser bloqueados remotamente, tornando a compra inviável.
Atualizações de sistema e expectativa de suporte
O Poco X6 Pro saiu de fábrica com o HyperOS baseado em Android 14. Desde então recebeu o HyperOS 2 (Android 15) e figura como candidato a atualização para o HyperOS 3, construído sobre o Android 16. Atualizações de sistema exercem papel crítico na correção de vulnerabilidades, na estabilidade de recursos e na compatibilidade com aplicativos. Para verificar se há download pendente, basta acessar Configurações, Sobre o telefone e, depois, Atualizações do sistema. Conectar-se a uma rede Wi-Fi antes de iniciar o processo evita consumo elevado de dados móveis.
Modelos novos na mesma faixa de preço
Decidir entre o Poco X6 Pro usado e um aparelho novo com valor semelhante exige balizar especificações, garantia e sistema operacional. Um concorrente direto é o Redmi Note 13 Pro 5G, lançado no mesmo ano. Mesmo compartilhando tela AMOLED de 6,67 polegadas, resolução Full HD e taxa de 120 Hz, o Note 13 Pro chegou ao mercado com Android 13, versão anterior à do Poco X6 Pro. A vantagem perceptível do Note é o sensor principal de 200 MP, contra 64 MP do Poco. Anúncios mostram o Note 13 Pro novo com 256 GB de armazenamento e 8 GB de RAM por R$ 1.458, preço próximo ao pedido por muitos vendedores de Poco X6 Pro usados.
Entre os lançamentos de 2025, o Redmi Note 14 Pro 5G custando de R$ 1.400 a R$ 1.800 e o Poco X7 Pro variando de R$ 1.850 a R$ 2.300 ampliam a lista de opções. Ambos trazem avanços em ficha técnica e saem de fábrica com sistema operacional mais recente. O peso do preço mínimo do Poco X6 Pro usado — R$ 1.350 — torna-o competitivo, mas diferenças de garantia e tempo de suporte podem influenciar a escolha final.
Boas práticas para comprar um celular usado
Alguns procedimentos garantem segurança adicional ao negociar smartphones em plataformas de classificados ou marketplace:
Verificação da reputação do vendedor
Comentários, avaliações e tempo de atuação do anunciante oferecem indícios sobre a confiabilidade da transação. Feedbacks positivos e presença de selo de vendedor profissional reduzem risco de fraude.
Avaliação presencial em local público
Quando a negociação ocorre pessoalmente, optar por locais como shoppings ou praças com câmeras de segurança minimiza a exposição a golpes e facilita testes rápidos de funcionamento.
Pagamento condicionado à entrega
Em marketplace que retém o valor até a confirmação de recebimento, o comprador ganha camada extra de proteção. Em negociações diretas, somente pagar após revisar o aparelho ajuda a evitar perda financeira.
Cuidado com ofertas muito abaixo da média
Preços agressivamente baixos podem indicar defeito grave ou origem ilícita. Comparar valores de vários anúncios previne decisões precipitadas.
Síntese de fatores que determinam o custo-benefício
Resumindo os dados objetivos disponibilizados nos anúncios e nas especificações, o Poco X6 Pro usado entrega recursos sólidos de tela, desempenho e atualização de software por um valor que pode chegar a ser metade do preço aplicado no lançamento. Contudo, o investimento só se mostra positivo se a unidade analisada apresentar display intacto, bateria em bom estado, componentes funcionais, acessórios originais, nota fiscal e IMEI limpo. Ao mesmo tempo, aparelhos novos com preço próximo — como o Redmi Note 13 Pro 5G — adicionam respaldo de garantia e ciclo de suporte mais longo, razão pela qual a decisão depende do equilíbrio entre orçamento, urgência de uso e tolerância a eventuais custos de manutenção.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

