Melhores smartwatches custo-benefício: cinco modelos de até R$ 600 que equilibram recursos e preço

Relógios inteligentes deixaram de ser acessórios restritos a entusiastas de tecnologia e atletas profissionais. O avanço das linhas de entrada e intermediárias permitiu que dispositivos com monitoramento de saúde, contagem de passos e notificações de aplicativos chegassem a patamares de preço abaixo dos R$ 600. Dentro desse limite, cinco modelos lançados a partir de 2024 — Galaxy Fit 3, Redmi Watch 5 Active, Huawei Band 10, Xiaomi Smart Band 10 e Amazfit Bip 6 — reúnem os elementos essenciais de um smartwatch moderno, cada um com particularidades de design, autonomia e compatibilidade.

Critérios que definem o “bom e barato”

A seleção dos cinco relógios considerou três frentes mensuráveis. A primeira é o teto de R$ 600, valor que delimita o segmento de entrada e impõe restrições como a ausência frequente de GPS ou NFC. A segunda envolve o respaldo de sites especializados que testaram cada dispositivo e atestaram funcionalidade básica satisfatória. Por último, foram priorizados lançamentos recentes — a partir de 2024 — para assegurar maior longevidade de software, compatibilidade com smartphones atuais e disponibilidade de peças de reposição.

Dentro desse cenário, destaca-se que quatro dos cinco wearables funcionam tanto com Android quanto com iOS, enquanto a Galaxy Fit 3 opera exclusivamente no ecossistema Android. A similaridade de preços, porém, não significa equivalência total de recursos: há diferenças na tecnologia de tela, no número de modalidades esportivas registradas e na presença de alto-falantes ou microfones.

Galaxy Fit 3: foco em simplicidade e integração Android

A pulseira da Samsung chega ao consumidor a partir de R$ 268. Seu painel de 1,6 polegada utiliza tecnologia AMOLED, resolução de 402 × 256 pixels e formato retangular, característica que amplia a área útil em comparação com pulseiras tradicionais. Apesar do Bluetooth 5.3, não há GPS integrado nem NFC para pagamentos. A bateria de 208 mAh promete até 13 dias de uso com a função Always On Display desativada.

Na esfera esportiva, o dispositivo reconhece mais de 100 tipos de treino e oferece métricas de frequência cardíaca, nível de estresse, oxigenação sanguínea e qualidade do sono. Como adicionais, permite controlar mídias do celular e acionar o obturador da câmera remotamente, funcionalidades que se beneficiam da integração com smartphones da própria fabricante. Testes de portais especializados elogiaram o custo-benefício, mas apontaram autonomia inferior à declarada e inconsistências pontuais na medição de exercícios.

Redmi Watch 5 Active: tela ampla e chamadas via Bluetooth

Sucedendo gerações de relógios de entrada da Xiaomi, o Redmi Watch 5 Active foi apresentado em novembro de 2024 e pode ser adquirido a partir de R$ 269. O visor LCD de 2 polegadas, em caixa quadrada fosca, alcança proporção de tela superior a 70 % da superfície frontal, favorecendo a visualização de métricas sem necessidade de rolagem constante.

Com 18 dias de autonomia em uso típico — reduzidos a 12 dias em cenário de utilização intensiva — o dispositivo também se diferencia pelo suporte a chamadas telefônicas via Bluetooth, recurso incomum em modelos da mesma faixa. A certificação 5 ATM garante resistência a esportes aquáticos leves. O repertório de monitoramento inclui batimentos cardíacos, saturação de oxigênio e estresse, além de mais de 140 modalidades esportivas, abrangendo natação.

Avaliações internacionais destacaram a tela luminosa e a longa duração da bateria, mas registraram limitações na exatidão do sistema GNSS quando pareado ao celular e na interface de navegação, considerada básica. Ainda assim, o modelo se mantém como alternativa de maior display entre os cinco analisados.

Huawei Band 10: design ultrafino e foco em personalização

Lançada em março de 2025, a Huawei Band 10 chega por aproximadamente R$ 299. Com espessura reduzida e tela AMOLED de 1,47 polegada, a pulseira enfatiza leveza e ergonomia. A autonomia informada varia de 14 dias em modo econômico a 8 dias de uso convencional.

Nos recursos de bem-estar, o aparelho contabiliza mais de 100 exercícios, traz dados de natação considerados precisos e acompanha frequência cardíaca, sono, estresse e saúde feminina. Funções utilitárias — lanterna, cronômetro, obturador remoto e controle de áudio — ampliam a versatilidade cotidiana.

Publicações especializadas apontaram a duração consistente de bateria, a robustez dos sensores e o nível elevado de personalização como pontos fortes. Entretanto, assim como outros modelos nessa faixa, o wearable não dispõe de GPS dedicado nem de pagamentos por aproximação, o que o posiciona como solução para quem prioriza leveza e personalização de mostradores.

Xiaomi Smart Band 10: pulseira expansível em formato colar

A Smart Band 10, revelada em junho de 2025, mantém a tradição oval da linha Mi Band, mas adiciona a possibilidade de acoplamento em correntes, transformando o produto em acessório de pescoço. O display AMOLED mede 1,72 polegada e possui resolução de 520 × 212 pixels. O preço parte de R$ 429.

Entre os destaques consta a promessa de 21 dias longe da tomada, período superior aos demais concorrentes diretos. O rastreamento abrange mais de 150 modalidades, incluindo registro detalhado de natação com leitura de batimentos durante a atividade submersa. Além disso, apresenta ferramentas para ciclo menstrual, monitor de sono com relatórios e plano de melhoria, saturação de oxigênio e batimentos cardíacos.

A ausência de alto-falante, microfone, GPS e NFC foi apontada por análises de mercado, mas os mesmos testes classificam tais ausências como compatíveis com a política de preço. Assim, a pulseira foca em autonomia prolongada e variedade de métricas sem comprometer a leveza do corpo principal.

Amazfit Bip 6: GPS interno e mapas offline por menos de R$ 600

Disponível a partir de R$ 549, o Amazfit Bip 6 chegou ao mercado em abril de 2025 com tela AMOLED de 1,97 polegada, caixa quadrada e bateria de 340 mAh. Oferece até 14 dias em uso padrão, seis em uso intenso ou 32 horas de rastreamento contínuo com GPS ativo. O módulo de posicionamento, ausente nos quatro modelos anteriores, trabalha em conjunto com a plataforma Zepp para baixar mapas de uso offline.

O relógio reúne microfone e alto-falante para comandos de voz e atendimento de chamadas, além de sensores contínuos de frequência cardíaca, oxigenação, estresse, sono e ciclo menstrual. Conta ainda com mais de 140 modos de treino e relatórios gerados no aplicativo companheiro. Avaliações ressaltaram equilíbrio entre preço e precisão, mas registraram limitação nas métricas avançadas de condicionamento físico e na ergonomia de uma caixa maior.

Comparativo de especificações essenciais

Dos cinco dispositivos, quatro adotam painéis AMOLED; apenas o Redmi Watch 5 Active opta por LCD. No que diz respeito à autonomia, a Xiaomi Smart Band 10 lidera com potencial de 21 dias, seguida de perto pela Band 10 (até 14) e pela Bip 6 (até 14). Já a Fit 3 e o Watch 5 Active ficam, respectivamente, em 13 e 18 dias no cenário típico informado.

Em número de modalidades esportivas, a Amazfit Bip 6 e o Redmi Watch 5 Active oferecem mais de 140; a Smart Band 10 supera a marca de 150; Huawei Band 10 e Galaxy Fit 3 ficam acima de 100. Quanto a recursos multimídia, somente Bip 6 e Watch 5 Active permitem atender chamadas, e apenas o Bip 6 traz mapas offline embarcados, graças ao GPS nativo.

Compatibilidade e limitações de cada modelo

Quatro wearables — Redmi Watch 5 Active, Huawei Band 10, Xiaomi Smart Band 10 e Amazfit Bip 6 — emparelham com Android e iOS. A Galaxy Fit 3 se restringe ao sistema móvel da Samsung e de outros fabricantes Android. A inexistência de NFC em toda a lista impede pagamentos por aproximação, ponto geralmente reservado a categorias acima do teto de preço proposto.

Outro fator de limitação é a resistência à água. Todos apresentam certificação para chuva ou natação recreativa, mas nenhum possui especificação para mergulho profundo ou esportes subaquáticos intensos. Consequentemente, usuários que necessitam de medições de mergulho ou de triatlo de longa distância precisam recorrer a segmentos premium.

Disponibilidade e faixa de preço no Brasil

Todas as opções pesquisadas constam em grandes varejistas on-line. A Fit 3 parte de R$ 268, menor valor entre os cinco. Redmi Watch 5 Active mantém proximidade, com iniciais de R$ 269. A Band 10 eleva levemente a barreira para R$ 299, enquanto a Smart Band 10 salta para R$ 429. Por fim, o Amazfit Bip 6 atinge o topo do orçamento definido com R$ 549.

Os preços observados referem-se ao mês de janeiro de 2026 e podem variar conforme políticas promocionais, disponibilidade de cores e frete. A grande proximidade entre Galaxy Fit 3 e Redmi Watch 5 Active favorece consumidores que priorizam o menor investimento inicial, ao passo que o Bip 6 se coloca como a alternativa atraente para quem exige GPS interno sem ultrapassar R$ 600.

Panorama geral do segmento até R$ 600

O cenário atual comprova a maturidade dos wearables acessíveis. Mesmo sem recursos de pagamento e com GPS limitado a um único modelo, todos os dispositivos já apresentam telas de alta resolução, rastreamento de saúde robusto e autonomia que supera uma semana em condições normais. As diferenças residem principalmente no tamanho do visor, na compatibilidade multiplataforma e na profundidade dos sensores.

Para quem busca monitorar indicadores básicos, treinar em ambientes fechados ou receber alertas de aplicativos, qualquer um dos cinco modelos cumpre as funções centrais estipuladas. Já usuários que praticam corridas ao ar livre e dependem de precisão de rota podem direcionar a atenção ao Amazfit Bip 6, único com GPS interno dentro do limite financeiro avaliado.

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