O recurso de canto presente no serviço de streaming musical da Apple ganhou um reforço expressivo com a chegada do tvOS 26. A partir dessa versão do sistema, a Apple TV 4K de terceira geração passa a reconhecer o iPhone como microfone, oferecendo ao usuário uma experiência de karaokê doméstica na qual a própria voz é reproduzida pelos alto-falantes da televisão. A novidade se integra ao Apple Music Sing, função que já possibilitava acompanhar letras sincronizadas e ajustar níveis de vocal, mas agora expande o controle sobre áudio, reverberação e interação entre participantes.
Quem está no centro da novidade
Do lado da oferta, a Apple figura como a responsável por integrar hardware, software e serviço de streaming. Na outra ponta, encontram-se assinantes do Apple Music e pessoas que compartilham o ambiente de reprodução. Basta que o anfitrião do encontro possua a assinatura ativa; demais convidados podem participar sem custo adicional, contanto que utilizem iPhones compatíveis conectados à mesma rede Wi-Fi.
O que efetivamente mudou com o tvOS 26
Antes da atualização, o Apple Music Sing fornecia opções de silenciar ou reduzir vocais, além de exibir letras em tempo real. Com o tvOS 26, o pacote se expande: o iPhone assume a função de microfone físico, possibilitando que a voz do cantor seja captada, processada e amplificada pelos alto-falantes da TV. O smartphone também se transforma em painel de controle, disponibilizando ajustes de volume dos vocais, níveis de reverberação e até reações visuais enviadas para a tela principal durante a execução da música.
Requisitos de hardware e software
Para iniciar, dois grupos de equipamentos precisam estar presentes. No lado da reprodução, exige-se uma Apple TV 4K de terceira geração que já esteja atualizada para o tvOS 26 ou versão posterior. No lado da captura de áudio, são compatíveis os iPhones SE de segunda geração em diante e todos os modelos a partir do iPhone 11, desde que rodem ao menos o iOS 26. O emparelhamento entre set-top box e smartphone acontece obrigatoriamente na mesma rede Wi-Fi, fator indispensável para sincronismo e baixa latência de áudio.
Etapas iniciais para habilitar o Apple Music Sing com microfone
O processo disponível na interface da Apple TV segue uma sequência clara. Primeiro, o usuário deve escolher o ícone representado por um microfone, que identifica o modo Sing. Outra porta de entrada é o aplicativo Música; dentro dele, a aba dedicada também leva à mesma função. Depois de selecionar um mix ou uma playlist, a tela oferece a opção “Conectar Microfone do iPhone”. Já dentro da visualização “Reproduzindo”, um ícone de microfone aparece como alternativa para quem prefere começar pelo player tradicional.
Nesse ponto, entra em cena o iPhone: a câmera do aparelho precisa apontar para o código QR exibido na televisão. A leitura do código estabelece, de imediato, a comunicação entre os dois dispositivos, transformando o smartphone em microfone reconhecido pela Apple TV. Quando essa etapa se completa, até trinta outras pessoas podem repetir o processo de escaneamento para ingressar na sessão, embora apenas um microfone permaneça ativo por vez.
Controles disponíveis diretamente no iPhone
Após a conexão, a tela do telefone exibe um conjunto de controles específicos. O usuário encontra ali deslizadores para regular o volume da voz captada, bem como um interruptor que liga ou desliga o próprio microfone. Há também a função de alternar a presença dos vocais originais da faixa, permitindo destacar ou misturar a voz do cantor com a gravação. No mesmo painel, um controle dedicado de reverberação possibilita escolher a ambiência desejada. Além dos parâmetros de áudio, botões para reações com emojis animados permitem acompanhar a apresentação em tempo real de forma visual, recurso pensado para incentivar a interação do público presente.

Imagem: Divulgação/Apple
Participação de convidados e limitações do microfone
Embora seja viável que múltiplos iPhones se conectem à festa digital, a Apple definiu que somente um aparelho pode atuar como microfone ativo em um dado momento. Os demais dispositivos podem permanecer emparelhados para fins de reação visual ou simplesmente aguardar sua vez de cantar. Dessa forma, evita-se mistura indesejada de captações simultâneas e mantém-se a simplicidade de controle de áudio. Outro ponto relevante é que apenas o organizador precisa da assinatura do Apple Music; os convidados não necessitam pagar pelo serviço para participar.
Efeitos visuais na interface da Apple TV
Além do áudio, o recurso também investe em elementos gráficos exibidos na televisão. Durante a reprodução de uma faixa, basta selecionar os três pontinhos que aparecem nos controles e, em seguida, a opção “Efeitos Visuais”. O usuário escolhe, nesse menu, cenários animados que se tornam pano de fundo para as letras sincronizadas. Esse detalhe acrescenta atmosfera ao espaço em que a música é executada, sem demandar configurações complexas.
Como encerrar a sessão ou trocar de cantor
Para finalizar o uso do iPhone como microfone, há caminhos tanto no smartphone quanto na Apple TV. Na tela do telefone, o usuário toca no “X” e depois em “Desconectar Microfone”. Já no set-top box, basta retornar aos controles de reprodução, tocar novamente no ícone de microfone e escolher “Desconectar Microfone”. O encerramento limpa a conexão, permitindo que outro iPhone seja configurado ou que a reprodução prossiga apenas com o áudio da faixa original.
Especificações disponibilizadas do Apple TV 4K de terceira geração
O modelo exigido pelo recurso oferece duas opções de armazenamento, 64 GB ou 128 GB, e variantes de conectividade que contemplam somente Wi-Fi ou Wi-Fi aliado a Ethernet. Esses componentes internos garantem largura de banda suficiente para transmitir áudio, vídeo em alta definição e dados de controle de forma simultânea, requisito importante para a execução fluida do Apple Music Sing com microfone.
Com a convergência entre a set-top box, o serviço de streaming e os iPhones recentes, a Apple incorpora ao ambiente doméstico um palco virtual administrado totalmente dentro do ecossistema da marca. A junção de atualização de sistema, compatibilidade de hardware e assinatura musical amplia possibilidades de entretenimento sem demandar periféricos adicionais além dos já presentes na rotina de muitos usuários.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

