Técnicos criam versão do iPhone Air com traseira transparente e slot físico para SIM

Um grupo de especialistas em reparo de dispositivos móveis chegou a um resultado incomum: transformar um iPhone Air, originalmente limitado ao uso exclusivo de eSIM, em um aparelho com traseira transparente e compatível com cartão SIM físico. O projeto, documentado em vídeo pelo YouTuber Linzin, amplia a intervenção técnica apresentada no mês anterior, quando o mesmo modelo recebeu, pela primeira vez, um slot para chip convencional. Agora, além do retorno ao suporte físico, o telefone exibe internamente os seus componentes graças à remoção seletiva da pintura sob o vidro traseiro.

Quem realizou a modificação

A operação foi conduzida por um conjunto de técnicos sediados na China, já conhecido por intervenções anteriores em iPhones. O registro do processo ficou a cargo de Linzin, que publicou imagens detalhadas do trabalho. No mês passado, o mesmo grupo havia obtido êxito ao criar um espaço para cartão SIM no iPhone Air, aparelho que, em todas as regiões de venda, sai de fábrica sem bandeja física para chip.

O que foi alterado no dispositivo

Duas mudanças centrais distinguem o projeto atual. A primeira é a transparência da tampa traseira; a segunda, o retorno do slot físico para SIM. Para garantir o efeito visual, os profissionais removeram a camada interna de tinta aplicada ao vidro. Já para acomodar o chip, foi executado um corte preciso no chassi metálico, seguido da instalação do conector e da reposição dos elementos internos deslocados.

Quando e onde aconteceu

A intervenção foi realizada recentemente, conforme o vídeo mais novo do canal do YouTuber. Embora não haja data exata divulgada no material, a publicação sucedeu a demonstração anterior, efetuada no mês passado. Todo o trabalho ocorreu em oficinas na China, onde o grupo possui estrutura e ferramentas compatíveis com procedimentos de alta precisão, como corte a laser e usinagem fina do alumínio.

Como a transparência foi obtida

O resultado translúcido exigiu a retirada da película de tinta localizada na face interna do vidro. Para isso, os técnicos utilizaram um feixe laser calibrado, capaz de vaporizar a pintura sem danificar o substrato vítreo. A técnica permitiu preservar áreas cruciais, como o contorno das lentes da câmera e a bobina de carregamento por indução, responsável pelo MagSafe. Com a eliminação da tinta, componentes como a bateria, a placa lógica e os ímãs passam a ficar visíveis.

Impacto na dissipação de calor

Durante o desmonte, foi necessária a remoção das camadas internas de grafite, normalmente empregadas para espalhar o calor gerado pelos circuitos. Sem essas folhas condutoras, os testes de estresse posteriores revelaram temperaturas operacionais superiores às observadas em unidades não modificadas. O grupo não divulgou números específicos, mas indicou que o aquecimento se mostrou sensível após a reinstalação de todos os módulos.

Manutenção do MagSafe e da câmera

Apesar de a cobertura protetora ter desaparecido, os responsáveis preservaram a espiral magnética do MagSafe, mantendo o alinhamento para carregamento sem fio e fixação de acessórios. Os recortes que circundam as lentes traseiras também foram respeitados, assegurando foco e integridade ótica. Assim, funções como carregamento por indução e fotografia continuam operando segundo os testes demonstrados no vídeo.

Processo para incluir o slot de cartão SIM

Repetindo a façanha anterior, os técnicos inseriram uma gaveta para SIM físico. O procedimento demandou a abertura de um espaço exato no chassi de metal que envolve a borda do aparelho. Após o fresamento, instalaram o conector de leitura do chip e seus contatos elétricos. Para liberar área interna suficiente, o grupo substituiu o Taptic Engine — motor responsável pela resposta tátil — por outro de dimensões menores, garantindo que o espaço interno recebesse o novo componente sem conflito mecânico.

Alteração no Taptic Engine

A troca do motor de vibração original por um módulo reduzido teve como objetivo acomodar a gaveta SIM, mas implicou ajuste na percepção háptica do usuário. O vídeo não detalha mudanças na intensidade de vibração, limitando-se a informar que o componente menor cumpre a mesma função básica. A ausência de referências quantitativas impede comparar o desempenho entre as versões.

Resultados obtidos nos testes

Concluída a montagem, o iPhone Air foi submetido a verificações de funcionalidade. O sistema reconheceu imediatamente o chip físico inserido, sinalizando sucesso no reparo. Ademais, a interface exibiu leitura correta de rede celular, reforçando que a modificação de hardware foi aceita sem precisar de ajustes adicionais em software. Funções de carregamento magnético, câmera e interface táctil também foram exercitadas no vídeo, todas respondendo conforme esperado.

Cenário: iPhone Air somente com eSIM

O iPhone Air chegou ao mercado global limitado ao formato eSIM, eliminando a entrada física para cartão. Essa decisão afeta usuários que dependem de chips removíveis, seja por viagens ou por alternância entre operadoras. A atuação do grupo de técnicos demonstra uma possível resposta para quem necessita da flexibilidade de inserir e retirar um SIM tradicional, embora o processo não seja oficial nem recomendado pelo fabricante.

Detalhes comerciais do modelo

O aparelho é oferecido em quatro cores: azul-céu, dourado-claro, branco-nuvem e preto espacial. Em armazenamento, há versões de 256 GB, 512 GB e 1 TB. Os valores de referência divulgados chegam a R$ 10.499,00, havendo ofertas inferiores a esse teto, como uma listada em R$ 8.054,40. Os preços variam conforme a capacidade interna e a tonalidade escolhida.

Relevância da intervenção

O projeto amplia a curiosidade em torno de modificações não oficiais em produtos de alta demanda. Além de restituir a compatibilidade com SIM físico, a transparência do vidro desperta atenção visual pouco comum em smartphones de linha. Entretanto, o aquecimento aumentado, decorrente da remoção das folhas de grafite, destaca o equilíbrio delicado entre design industrial pensado pela fabricante e mudanças artesanais posteriormente aplicadas.

Limitações observadas

Os próprios realizadores apontaram que a temperatura em situações de carga elevada subiu de maneira notável. Isso ocorre porque as folhas condutoras participam da distribuição de calor pelas superfícies internas. Sem elas, regiões específicas da placa lógica e da bateria sofrem concentração térmica. Ainda que o aparelho continue operacional, o desgaste de longo prazo não foi medido no experimento.

Perspectivas para futuros projetos

O sucesso obtido ao juntar transparência e slot SIM indica que outras personalizações podem surgir sobre a mesma base. Contudo, os riscos associados, como redução da eficiência térmica e alteração de componentes sensíveis, permanecem. Ao expor partes internas, a integridade contra poeira e umidade também pode ser afetada, pois a cobertura original do vidro ajuda a selar o corpo do dispositivo.

Até o momento, o vídeo de Linzin permanece o principal registro público da iniciativa, mostrando em detalhes cada etapa, do desmonte até os testes pós-modificação. Com a confirmação de que todas as funções essenciais seguiram ativas, o grupo reforça sua reputação de executar adaptações complexas em aparelhos de última geração.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *