Lead – Um relatório do banco norte-americano JP Morgan indica que a Apple pretende adotar um novo sensor frontal de 24 megapixels em todos os modelos da futura linha iPhone 18. O documento, obtido pelo site MacRumors, descreve avanços técnicos, cita a possibilidade de um recorte menor na tela nos aparelhos Pro e amplia a previsão para incluir também o iPhone Air 2 e um eventual iPhone dobrável programados para 2026.
Quem está por trás das informações
As previsões partem do departamento de análise do JP Morgan, instituição que monitora periodicamente a cadeia de suprimentos da Apple. O conteúdo chegou ao público por meio do MacRumors, veículo especializado que costuma divulgar relatórios de bancos, analistas de mercado e pesquisadores ligados à indústria de displays. Além do JP Morgan, os nomes de Jeff Pu e Ming-Chi Kuo, ambos conhecidos por antecipar características de produtos da Apple, já haviam mencionado a resolução de 24 MP em rumores que antecederam o lançamento do iPhone 17.
O que o relatório descreve
A peça central da projeção é a substituição do atual conjunto de 18 MP utilizado na família de iPhones presente no mercado por um módulo de 24 MP. A mudança não ficaria restrita aos modelos mais caros: segundo o documento, iPhone 18, iPhone 18e, iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max receberiam o mesmo patamar de resolução na câmera voltada para selfies e chamadas de vídeo. A Apple estenderia a novidade, ainda, para dois produtos planejados para o ano seguinte — o iPhone Air 2 e um possível iPhone dobrável, referido de maneira genérica como “Fold”.
Quando as alterações podem ocorrer
O JP Morgan situa a adoção do sensor de 24 MP já na geração de 2025, tradicionalmente apresentada pela Apple no segundo semestre. Para 2026, a instituição financeira acrescenta um dado inédito: a empresa passaria a lançar, primeiro, os modelos Air, Pro, Pro Max e possivelmente o Fold, deixando as variantes padrão (iPhone 18 e 18e) para o outono de 2027. Se confirmada, a decisão alteraria o calendário que, há anos, concentra toda a família de iPhones em um único evento anual.
Onde se dará o impacto
A adoção do mesmo sensor em toda a linha cria um cenário em que o salto de qualidade na câmera frontal alcança usuários de diferentes faixas de preço. Em mercados em que a Apple atua oficialmente, como Estados Unidos, Europa, América Latina e partes da Ásia, a unificação de especificações tende a padronizar a experiência de imagem tanto em modelos de entrada quanto nos topos de linha.
Como a mudança será implementada
Segundo o relatório, a Apple recorrerá a um sensor de 24 MP integrado a uma lente de seis elementos. O conjunto, ainda não detalhado publicamente, promete ganhos de nitidez, reprodução de cores mais fiel e desempenho aprimorado em cenários de baixa iluminação. Nos modelos Pro e Pro Max, o hardware viria acompanhado de um recorte menor na tela graças ao processo de microperfuração a laser conhecido como HIAA (hole-in-active-area). Essa técnica, empregada por fabricantes de telas como a Samsung, perfura a área ativa do display de maneira mais precisa e discreta, reduzindo o espaço visível dedicado à câmera.
Por que essa atualização é relevante
A câmera frontal desempenha papel crucial em chamadas de vídeo, redes sociais e autenticação biométrica via Face ID. Ao saltar de 18 MP para 24 MP, a Apple aumentaria em um terço a resolução efetiva, elevando o limite teórico de detalhes capturados. A lente de seis elementos, ao mesmo tempo, contribui para melhorar o fluxo de luz que chega ao sensor, fator essencial para fotos noturnas ou ambientes internos menos iluminados.
Evolução da câmera frontal: de 18 MP para 24 MP
Na linha atual de iPhones, a resolução de 18 MP já representa avanço sobre gerações anteriores. O caminho até 24 MP, entretanto, não se concretizou no ciclo dos iPhones 17, apesar das apostas de analistas como Jeff Pu e Ming-Chi Kuo. O relatório do JP Morgan retoma a previsão adicionando detalhes técnicos — como a lente de seis elementos — e ampliando o escopo para todos os modelos, não somente os Pro.
Técnica HIAA e Face ID sob o display
Nos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max, o recorte frontal menor seria fruto da aplicação da HIAA, processo que cria um furo preciso diretamente na área funcional da tela. A redução do diâmetro visível facilita a integração do Face ID sob o display, como já sugerido por leakers chineses. A combinação de microperfuração e módulos biométricos ocultos indica uma estratégia gradativa rumo a um painel frontal livre de interrupções.
Possível eliminação da Dynamic Island
Com um recorte cada vez menor para a câmera e a migração do Face ID para baixo do vidro, o relatório sugere que a Apple se encaminha para a remoção completa da Dynamic Island. Introduzida para acomodar sensores frontais sem recorrer a um notch convencional, a solução dinâmica pode perder relevância à medida que o hardware necessário se retrai ou fica escondido sob a tela.

Imagem: Divulgação/Apple
Divisão de lançamento a partir de 2026
Outra informação destacada pelo JP Morgan é a intenção de escalonar as estreias dos iPhones. A partir de 2026, os modelos Air, Pro, Pro Max e possivelmente o Fold sairiam no segundo semestre. Já o iPhone 18 — nomenclatura mantida pelo banco mesmo dois anos depois — e o iPhone 18e ficariam para o outono de 2027. Essa divisão não tem precedentes recentes no portfólio da Apple e poderia responder a necessidades de cadeia de suprimentos, segmentação de mercado ou reposicionamento de preços, embora o relatório não especifique as razões.
Rumores anteriores e convergência de previsões
Antes mesmo do anúncio da linha iPhone 17, a expectativa por uma câmera de 24 MP ganhou força com relatórios de Jeff Pu e Ming-Chi Kuo. Ambos previam a adoção do salto de resolução, mas acabaram vendo a Apple manter 18 MP. O novo documento do JP Morgan reaviva a tese, desta vez com menção explícita à lente de seis elementos e ao uso do sensor em toda a linha, criando uma convergência de rumores a respeito da mudança.
Impacto para produtos fora da linha principal
Além dos iPhones de nomenclatura numérica, o relatório menciona o iPhone Air 2 e um eventual iPhone dobrável. Ambos receberiam a câmera de 24 MP, reforçando a intenção de padronizar especificações em diferentes formatos. Para o Air 2, previsto para 2026, a mudança significaria alinhamento técnico com aparelhos mais caros. No caso do possível Fold, a inclusão sugere que a Apple projeta manter consistência fotográfica mesmo ao inaugurar um novo fator de forma.
Comparativo com a geração atual
Na prática, o salto de 18 MP para 24 MP representa:
• 33 % mais pixels, permitindo recortes e ampliações com menor perda de qualidade.
• Lente de seis elementos, projetada para reduzir aberrações e melhorar a clareza de ponta a ponta.
• Desempenho otimizado em baixa luz, resultado da maior captação de detalhes e da eficiente transmissão de luz.
Esses fatores, combinados, tendem a aprimorar selfies, videoconferências e o reconhecimento facial, já que o Face ID depende da captura de dados frontais para autenticação.
Conclusões baseadas no documento
O relatório do JP Morgan fornece um panorama claro: a Apple prepara uma atualização abrangente na câmera frontal, planeja ajustes de design nos modelos Pro e estuda um novo ritmo de lançamentos. Caso as informações se confirmem, a linha iPhone 18 marcará um ponto de inflexão tanto em especificações fotográficas quanto na forma como os aparelhos chegam ao mercado.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

