As versões beta dos sistemas operacionais da Apple continuam revelando funcionalidades que deverão chegar aos usuários finais nos próximos meses. O pacote de mudanças atualmente em avaliação para o iOS 26.4, o tvOS 26.4 e o macOS 28 indica refinamentos em áreas como gestão de dados móveis, monitoramento de saúde, experiência de entretenimento doméstico e compatibilidade de aplicativos. A seguir, cada novidade é investigada em detalhes, com base nas informações fornecidas por testadores que exploram os sistemas preliminares.
Atalho direto para uso de dados no Acesso Pessoal
O Acesso Pessoal permite que um iPhone compartilhe a sua conexão celular com outros dispositivos por Wi-Fi, Bluetooth ou cabo USB. Até o momento, a quantificação do tráfego consumido por aparelhos conectados ficava restrita à seção Uso de Dados Celulares nos Ajustes. No iOS 26.4, essa métrica passará a aparecer dentro da própria tela do Acesso Pessoal, posicionada logo abaixo da opção Maximizar compatibilidade.
O ajuste simplifica o acompanhamento individual de cada dispositivo que utiliza o hotspot, eliminando a necessidade de navegar por menus adicionais. A alteração também sinaliza atenção às franquias de dados dos usuários, pois a verificação do consumo torna-se mais rápida e intuitiva. Visualmente, a área recém-incluída lista o nome de cada equipamento conectado e o volume de megabytes ou gigabytes transferidos.
Na prática, quem administra linhas móveis em planos compartilhados ou possui limites mensais restritos poderá adotar decisões mais imediatas, como encerrar a sessão de um notebook ou tablet que esteja consumindo largura de banda de forma inesperada. Ainda segundo os relatos de testes, a mudança não interfere no funcionamento prévio do recurso; ela apenas reposiciona e destaca informações que já estavam disponíveis em outro ponto do sistema.
Média da Hora de Dormir no app Saúde
O app Saúde, integrado nativamente ao iOS, recebeu no iOS 26.3 a exibição da média de horas dormidas. No iOS 26.4, os destaques do monitoramento de sono ganham a coluna Hora de Dormir, que calcula o horário médio em que o usuário costuma adormecer. A novidade complementa a gestão de hábitos noturnos, permitindo correlação entre tempo total de repouso e consistência na hora de ir para a cama.
Com a dupla de indicadores — duração média do sono e horário médio de início —, pessoas que seguem rotinas irregulares poderão observar se a oscilação no momento de deitar impacta a qualidade global do descanso. Para quem utiliza alarmes programados ou regras de Foco específicas para a noite, o detalhamento adicional supre uma lacuna que antes obrigava a checar manualmente os registros diário a diário.
Entre os testadores, a exibição ocorre nos Destaques da seção Sono, posicionada logo abaixo do gráfico de fases de repouso. Não há, contudo, qualquer menção a ajustes na metodologia de detecção: o cálculo segue baseado em movimentação do dispositivo, uso de sensores do Apple Watch ou inserções manuais, como já acontece em versões estáveis do sistema.
Gráfico de oxigênio no sangue no app Sinais Vitais
No aplicativo Sinais Vitais (Vitals), usuários localizados nos Estados Unidos relataram acesso a um gráfico dedicado ao nível de oxigênio no sangue, desde que possuam Apple Watch compatível com essa medição. O gráfico aparece ao lado de outras leituras corporais, reunindo tendências diárias, semanais e mensais.
A adição tem potencial de facilitar a identificação de variações na saturação de oxigênio, métrica relevante para prática esportiva, acompanhamento médico ou simples vigilância de bem-estar. O suporte permanece condicionado à capacidade de hardware de modelos específicos do relógio; não há indícios de que iPhones sem o wearable possam registrar a informação de forma independente.
Embora a funcionalidade esteja circunscrita ao mercado norte-americano na fase de teste, a presença do gráfico sugere que os dados coletados pelo Apple Watch serão integrados de forma mais abrangente ao repositório central de métricas corporais — tendência que começou com o ritmo cardíaco, avançou para temperatura e, agora, alcança a oximetria.
tvOS 26.4 remove aplicações iTunes Movies e iTunes TV Shows
Usuários de Apple TV que participam do programa beta se depararam com a ausência dos aplicativos iTunes Movies e iTunes TV Shows no tvOS 26.4. A retirada surge poucos dias após o fim do recurso Lista de desejos na iTunes Store, sinalizando um movimento contínuo de consolidar a oferta de vídeos no app TV principal.
Apesar de os aplicativos estarem fora da grade, aquisições anteriores não são perdidas: o conteúdo comprado segue acessível pela biblioteca do app TV, que centraliza filmes, séries, canais por assinatura e o serviço Apple TV +. A mudança afeta principalmente quem ainda recorria aos atalhos legados para navegar por coleções compradas antes da unificação promovida em versões recentes do sistema.
Nova opção “Conexão de áudio contínua” no tvOS
Outra modificação detectada no tvOS 26.4 é a presença do ajuste Conexão de áudio contínua. Embora detalhes técnicos de implementação não tenham sido revelados, o recurso surge como resposta a relatos de usuários que enfrentavam ruídos ou variações inesperadas de volume ao emparelhar alto-falantes Sonos com receptores AV.

Imagem: MacRumors
Internamente, a Apple TV mantém a transmissão sonora por meio do protocolo Dolby MAT, escolhido para garantir reprodução sem interrupções em diferentes formatos multicanal. Entretanto, receptores de gerações anteriores podem identificar a entrada como Atmos, o que levava a divergências entre a mixagem original e a decodificação no equipamento. O novo controle sugere ajuste dinâmico ou reconciliação dessas discrepâncias para preservar a fidelidade do áudio.
Com a concentração cada vez maior do entretenimento doméstico na Apple TV — seja por streaming, compartilhamento de áudio via AirPlay ou sincronização com soundbars —, a estabilidade sonora figura como elemento crítico da experiência do usuário. A presença do botão dedicado cria uma via rápida para solucionar falhas sem recorrer a reconfigurações complexas de home theater.
macOS 28 e o início do desligamento do Rosetta 2
No universo dos computadores Mac, o número de versão 28 foi confirmado como o próximo passo do sistema operacional. A informação mais marcante diz respeito ao começo do fim do suporte ao Rosetta 2, camada de tradução responsável por executar aplicativos originalmente escritos para processadores Intel nos Macs com chips Apple Silicon.
Conforme documentado pelos testes, o Rosetta 2 permanecerá ativo apenas em “alguns jogos antigos e desatualizados” que dependem de frameworks Intel. Para outros softwares, a compatibilidade gradualmente deixará de existir, incentivando desenvolvedores a recompilar projetos para a arquitetura ARM nativa. A ação avança o cronograma de transição iniciado quando os primeiros Macs M1 chegaram ao mercado.
A manutenção parcial do Rosetta 2 para títulos legados demonstra preocupação com bibliotecas que podem não receber atualizações, preservando o acesso a obras que, de outra forma, ficariam indisponíveis. Ao mesmo tempo, a sinalização clara de obsolescência estimula a comunidade a adotar rotas universais ou totalmente nativas, encerrando um período de coexistência dupla que se estendeu por várias gerações de hardware.
Expansão de idioma: Chinês (Taiwan) em Acessibilidade
Usuários que exploram a seção de Acessibilidade no app Ajustes identificaram a entrada “Chinês (Taiwan)” como nova opção de idioma em determinados recursos de acessibilidade. A inclusão amplia a personalização de leitura de tela, legendas e elementos de interface, proporcionando navegação mais confortável para falantes desse dialeto.
A medida integra o esforço recorrente de internacionalização do sistema, que historicamente adiciona localizações em ciclos graduais. Cada idioma extra reduz barreiras de entrada e reforça o compromisso da plataforma com a diversidade de usuários, especialmente em contextos educacionais ou corporativos em que acessibilidade e idioma nativo caminham juntos.
Consolidação das observações de teste
As descobertas presentes no iOS 26.4, tvOS 26.4 e macOS 28 mostram um padrão de ajustes incrementais focados em usabilidade. Na esfera móvel, o destaque recai sobre transparência de consumo de dados e profundidade no monitoramento de sono; no ambiente de televisão, a atenção recobre estabilidade de áudio e simplificação da biblioteca de conteúdo; no desktop, o movimento estratégico gira em torno da consolidação total da arquitetura Apple Silicon.
Para participantes do programa de testes, essas mudanças já podem ser experimentadas em builds preliminares, sujeitas a revisões até a liberação pública. Por enquanto, nenhum dos recursos listados depende de hardware novo, mantendo a base de instalação atual como elegível. Como de costume, a liberação global ocorrerá quando as versões saírem do canal beta após ciclos adicionais de validação.
Impacto prático para diferentes perfis de usuário
• Clientes com planos de dados limitados terão monitoramento mais prático para o Acesso Pessoal, o que reduz gastos indesejados.
• Pessoas atentas à saúde do sono obterão contexto sobre regularidade na hora de deitar, além do tempo dormido.
• Portadores de Apple Watch compatível ganham panorama visual da oxigenação sanguínea, útil para fitness ou acompanhamento clínico.
• Fãs de home theater devem perceber menor risco de ruídos quando alto-falantes Sonos estiverem combinados com receptores mais antigos.
• Usuários de Mac precisam avaliar dependências de software Intel, antecipando eventuais migrações antes do desligamento completo do Rosetta 2.
No conjunto, as novidades reforçam o ciclo anual de polimento que a Apple adota para preservar consistência entre dispositivos, reduzir fricções de uso cotidiano e preparar o caminho para mudanças arquiteturais maiores, como a transição plena para aplicativos nativos em Macs Apple Silicon.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

