A quarta versão de testes do iOS 26.1 entrega um pacote de pequenas mudanças que afetam diretamente a experiência cotidiana do usuário. O destaque fica por conta da possibilidade de desativar o gesto de deslizar para a esquerda na Tela Bloqueada, função que abre a câmera de forma instantânea desde versões anteriores do sistema. A compilação, identificada como beta 4, começou a circular em 20 de outubro de 2025 entre participantes do programa de testes e trouxe ainda duas alterações pontuais: a remoção do rótulo “beta” do ícone da Apple Intelligence e um novo controle que silencia a vibração quando uma chamada é iniciada ou encerrada. A seguir, cada faceta dessas novidades é destrinchada em detalhes.
O que muda no gesto de câmera da Tela Bloqueada
O comando de deslizar o dedo para a esquerda na Tela Bloqueada sempre foi descrito como um meio ágil — e, para alguns, controverso — de acessar o aplicativo de câmera. Na beta 4, esse mecanismo passa a ser opcional. Usuários que consideram o atalho suscetível a toques involuntários agora encontram, nos ajustes do sistema, um interruptor que o desativa completamente.
Segundo o que se observa na nova compilação, o ajuste foi incluído para reduzir ativações acidentais e também porque o recurso Camera Control, presente nos modelos mais recentes de iPhone, já cumpre a tarefa de acesso rápido às lentes de forma igualmente eficiente. A alteração não remove a câmera do sistema, apenas bloqueia o gesto específico de deslize; o aplicativo continua disponível pela Central de Controle, pelo ícone convencional na tela inicial e pelo mencionado Camera Control.
No histórico do iOS, tal gesto é descrito como um dos mais antigos atalhos de uso imediato. Sua popularidade se consolidou justamente pela rapidez, embora a mesma velocidade ocasione capturas não intencionais. Ao oferecer a desativação facultativa, a Apple permite que cada usuário avalie o custo-benefício de manter ou não essa conveniência.
Motivações e contexto para a mudança
A própria Apple não publicou justificativas formais dentro do sistema; porém, a interface da beta sinaliza duas causas já citadas dentro do pacote de ajustes: evitar erros de toque e reconhecer a redundância em relação ao Camera Control. Dessa forma, a empresa coloca à disposição uma escolha individual sem remover totalmente o atalho, prática que acompanha a filosofia de ajustes graduais em versões intermediárias do iOS.
É importante notar que o recurso permanece ativado por padrão; somente quem preferir desabilitá-lo deverá localizar a opção apropriada no painel de configuração. Isso indica que a funcionalidade ainda é considerada relevante, mas não mais obrigatória.
Apple Intelligence sem o selo “beta”
Outra mudança visual observada na compilação diz respeito ao ícone da Apple Intelligence. Até a beta 3, esse elemento exibia a etiqueta “beta”, sinalizando caráter experimental. Na beta 4, o rótulo desapareceu e o conteúdo exibido passa a estar alinhado à esquerda nos ajustes.
Testadores apontam que a remoção do selo pode ter sido um lapso de design, já que não há referência oficial à conclusão do estágio de testes desse módulo. Mesmo assim, o detalhe chama atenção porque altera a percepção do usuário sobre a maturidade do recurso — ainda que todos os seus componentes continuem presentes sem mudanças de comportamento visíveis.
Além da etiqueta ausente, não se detectaram novas funcionalidades ou modificações internas na Apple Intelligence durante a análise da beta 4. O ponto central, portanto, limita-se ao aspecto visual do ícone e ao reposicionamento do texto dentro da área de ajustes.
Novo controle para feedback háptico em chamadas
O terceiro acréscimo relevante na beta 4 está ligado à vibração que ocorre quando uma ligação telefônica é conectada ou derrubada. Agora, existe um seletor específico que permite desabilitar o feedback háptico nesses dois momentos. A função é direcionada a quem prefere chamadas silenciosas ou já percebe o status da conexão por outros meios, como avisos visuais na tela.
Ao implementar o desligamento opcional da vibração, a Apple amplia o nível de personalização sobre a sinalização tátil do aparelho. O ajuste complementa o conjunto de opções ligadas à acessibilidade e ao controle de notificações, mas, assim como nas demais novidades, chega sem alterar diretamente o fluxo principal de uso: o padrão permanece ativado e cabe ao usuário decidir pela troca.

Imagem: MacRumors
Revisão estética do efeito Liquid Glass
A versão de testes mencionada anteriormente, focada em mudanças menores, também inclui o ajuste da aparência do Liquid Glass. O efeito, que faz parte dos elementos visuais do sistema, pode ser personalizado pelos usuários a partir de novos parâmetros inseridos nesta fase do desenvolvimento.
Embora a beta 4 concentre a maior atenção nos controles de câmera e vibração, a possibilidade de modificar o Liquid Glass reforça o movimento da Apple em oferecer refinos incrementais à interface. Por serem ajustes estéticos, esses aperfeiçoamentos não alteram o funcionamento geral do sistema, mas contribuem para um ambiente visual alinhado às preferências individuais.
Cronologia da distribuição da beta 4
O ciclo de lançamento de versões de teste do iOS 26.1 segue a prática de liberar compilações progressivas para desenvolvedores e integrantes do programa público. A beta 4 foi disponibilizada em 20 de outubro de 2025. Usuários inscritos recebem a atualização pelo mesmo caminho das demais versões de testes, isto é, por download OTA (over-the-air) dentro do menu de Atualização de Software.
Como em releases anteriores, a Apple não costuma divulgar changelogs completos. Dessa forma, muitos detalhes são descobertos pela comunidade, que compartilha capturas de tela e vídeos demonstrativos para evidenciar cada ajuste. Foi justamente esse processo colaborativo que revelou a presença do interruptor para o gesto de câmera, a supressão da palavra “beta” no ícone da Apple Intelligence e o novo controle de háptico para ligações.
Impacto prático para diferentes perfis de usuário
A introdução de opções de ativar ou desativar recursos que antes vinham impostos de fábrica sinaliza uma abordagem centrada na flexibilidade. Para quem se ressentia da câmera abrindo fora de hora dentro do bolso ou da bolsa, o sistema oferece agora um caminho nativo para impedir a ação. Já os usuários satisfeitos com o atalho continuam podendo utilizá-lo sem qualquer intervenção.
O mesmo raciocínio vale para o feedback háptico em chamadas. Pessoas que dependem da vibração para confirmar a conexão podem mantê-la, enquanto quem prefere um ambiente completamente silencioso ou utiliza acessórios como fones de ouvido dispõe de um meio de eliminar o sinal tátil.
Sintonia entre ajustes menores e estabilidade geral
Embora o iOS 26.1 beta 4 não traga grandes funcionalidades inéditas, o conjunto de pequenas correções e personalizações revela um processo de polimento contínuo. Desativar gestos, reorganizar ícones e controlar vibrações são mudanças que, somadas, influenciam no conforto e na percepção de estabilidade. No panorama de um sistema operacional móvel, detalhes como esses contribuem para minimizar frustrações cotidianas e alinhar o software às expectativas dos diferentes públicos.
Por fim, a inclusão de ajustes de baixo risco funcional — como o da câmera e do feedback háptico — tende a facilitar a utilização em aparelhos de teste e em condições reais, sem comprometer recursos essenciais. A Apple, ao permitir que desenvolvedores e usuários avancem com ou sem essas novidades ativadas, garante espaço para coletar dados de uso e refinar ainda mais a experiência antes do lançamento final do iOS 26.1.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

