Encontrar um celular barato com câmera boa costuma exigir pesquisa cuidadosa, pois o mercado apresenta grandes diferenças de desempenho fotográfico mesmo dentro da mesma faixa de preço. Em fevereiro de 2026, cinco modelos lançados entre 2024 e 2025 se destacam em testes independentes do DXOMARK e mantêm valores compreendidos entre R$ 800 e R$ 2.399 nos principais varejistas on-line. A relação custo-benefício dessas opções, aliada à promessa de atualizações de software por pelo menos três anos em todos os casos, atende usuários que priorizam registros fotográficos sem extrapolar o orçamento.
Como os modelos foram escolhidos
A seleção considerou exclusivamente aparelhos avaliados pelo DXOMARK entre 2024 e 2026. O ranking do laboratório francês compara qualidade de imagem, vídeo e recursos de zoom, resultando em uma pontuação global padronizada. Foram filtrados apenas smartphones dentro da faixa de R$ 800 a R$ 2.399, valores observados durante a apuração em fevereiro de 2026. Além das notas de laboratório, experiências de uso relatadas por equipes de teste complementaram a análise sempre que os dispositivos passaram por avaliações práticas.
Aspectos indispensáveis em uma boa câmera de celular econômico
Mesmo em segmentos de entrada e intermediário, alguns elementos técnicos favorecem resultados fotográficos superiores:
Conjunto de lentes variado: a presença de módulo ultra-angular é essencial para cenas amplas; sensores dedicados a zoom óptico agregam valor quando disponíveis.
Alta resolução: sensores com muitos megapixels permitem maior detalhamento e possibilitam recortes sem perda excessiva de qualidade.
Abertura ampla: números f menores indicam abertura maior, o que facilita a entrada de luz e melhora fotos em situações noturnas ou de interior.
1. Samsung Galaxy A16 – 128 GB
Com preço médio de R$ 800, o Galaxy A16 figura como opção mais acessível da lista. Lançado em 2024, traz processador MediaTek Helio G99, 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno, configuração suficiente para navegação, redes sociais e aplicativos de consumo de mídia. A tela AMOLED de 6,7 polegadas complementa a experiência de visualização.
No ranking do DXOMARK, o aparelho ocupa o 67.º lugar, com 77 pontos. A principal câmera traseira usa sensor de 50 MP e abertura f/1.8, atributo responsável por bons resultados em paisagens bem iluminadas. O módulo ultrawide de 5 MP (f/2.2) amplia o campo de visão, enquanto a lente macro de 2 MP (f/2.4) permite capturas a curta distância. A câmera frontal registra 13 MP (f/2.0). Relatos de usuários registram fluidez geral e qualidade adequada para o valor cobrado, embora fotos noturnas revelem limitação de ruído e o zoom digital careça de nitidez. O fabricante promete até seis anos de atualizações do sistema operacional.
2. Xiaomi Redmi Note 14 Pro – 256 GB
Cotado a R$ 1.959, o Redmi Note 14 Pro se posiciona no segmento intermediário, oferecendo 8 GB de RAM e chip MediaTek 7300 Ultra, combinação que suporta aplicações diárias e partidas ocasionais de jogos leves. No DXOMARK ele surge na 54.ª colocação, somando 106 pontos.
O sensor principal de 200 MP (f/1.65) atrai pelo volume de detalhes; há ainda lente ultrawide de 8 MP (f/2.2) e módulo macro de 2 MP (f/2.4). A câmera frontal entrega 20 MP (f/2.2). Testes práticos apontam equilíbrio de cores e contraste sob luz natural; entretanto, a lente ultrawide apresenta rendimento inferior e a performance geral diminui em cenários de baixa luminosidade. O dispositivo oferece certificação IP68 de resistência à água e poeira e receberá três grandes versões do Android, segundo a política da fabricante.
3. Samsung Galaxy A56 – 128 GB
Lançado em 2025, o Galaxy A56 combina processador Exynos 1580, 8 GB de RAM e preço médio de R$ 1.998. Com 114 pontos no DXOMARK, o modelo ocupa a 52.ª posição geral. Suas três câmeras traseiras têm 50 MP, 12 MP e 5 MP, enquanto a câmera dedicada a selfies registra 12 MP. Especialistas destacam a qualidade do sensor frontal, que gera imagens nítidas, bem expostas e adequadas para gravações de vídeo.

Imagem: Internet
Também foram registradas boas cores e nitidez no resultado final do pós-processamento, inclusive em ambientes com iluminação reduzida. Críticas recorrentes abrangem toque fantasma ocasional na tela e a inclusão de carregador menos potente que o ideal para a bateria do aparelho. Como nos demais modelos da marca lançados em 2025, há previsão de seis anos de atualizações principais do Android.
4. Motorola Edge 50 Neo – 256 GB
O Edge 50 Neo chegou ao mercado em 2024 e custa, em média, R$ 2.220. Internamente, utiliza processador MediaTek Dimensity 7300 aliado a 8 GB de RAM. No ranking do DXOMARK, aparece em 51.º lugar com 115 pontos. O conjunto traseiro oferece câmera principal de 50 MP (f/1.88), sensor híbrido de 13 MP (f/2.2) e teleobjetiva de 10 MP (f/2.0). A câmera frontal eleva a resolução para 32 MP (f/2.45).
Relatórios especializados relatam fotos vívidas durante o dia e bom alcance dinâmico na lente de selfie. A aplicação de câmera, porém, pode apresentar engasgos, e os sensores secundários não mantêm o mesmo padrão do sensor principal. O aparelho exibe certificação IP68 e tem promessa de cinco grandes atualizações do Android, garantindo longevidade relevante dentro da categoria.
5. Xiaomi Redmi Note 14 Pro+ – 256 GB
No topo da faixa de preço analisada, o Redmi Note 14 Pro+ custa R$ 2.399. Ele traz processador Qualcomm Snapdragon 7s Gen 3 e 8 GB de RAM, combinação que atende inclusive jogos mais exigentes. O modelo figura em 56.º lugar no DXOMARK com 103 pontos.
A câmera principal repete a resolução de 200 MP (f/1.65) presente no Note 14 Pro, porém se diferencia pelo desempenho superior em condições de pouca luz, atributo associado à ampla abertura do sensor. As demais câmeras incluem ultrawide de 8 MP (f/2.2), macro de 2 MP (f/2.4) e frontal de 20 MP (f/2.2). Os testes laboratoriais indicam boa fidelidade de cores e nitidez geral, embora selfies decepcionem e a ultrawide possa gerar bordas borradas. A fabricante confirma três atualizações principais do Android para o aparelho.
Comparativo rápido das pontuações no DXOMARK
• Motorola Edge 50 Neo – 115 pontos (51.º lugar)
• Samsung Galaxy A56 – 114 pontos (52.º lugar)
• Xiaomi Redmi Note 14 Pro – 106 pontos (54.º lugar)
• Xiaomi Redmi Note 14 Pro+ – 103 pontos (56.º lugar)
• Samsung Galaxy A16 – 77 pontos (67.º lugar)
Considerações finais para a escolha
A diferença de preço entre o Galaxy A16 e o Redmi Note 14 Pro+ ultrapassa R$ 1.500, mas a disparidade de recursos acompanha esse intervalo. Usuários que priorizam economia imediata podem optar pelo modelo da Samsung de entrada e ainda contar com seis anos de software. Já quem precisa de desempenho amplo de câmera, especialmente em baixas condições de luz, encontra no Redmi Note 14 Pro+ a melhor execução dentro do recorte analisado, pagando o valor mais elevado da lista.
Para usos equilibrados entre fotografia, fluidez de sistema e longevidade, Galaxy A56 e Edge 50 Neo aparecem como alternativas intermediárias em custo e pontuação. O Redmi Note 14 Pro, por sua vez, entrega o sensor de maior resolução sem chegar ao valor máximo, situando-se como opção de meio-termo para quem dispensa zoom avançado ou desempenho noturno de referência.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

