Os avanços recentes em fotografia móvel aproximaram os smartphones de equipamentos profissionais. Em 2026, o segmento premium — e parte do intermediário — reúne sensores maiores, inteligência artificial embarcada e parcerias com marcas tradicionais de imagem para entregar fotos nítidas, alcance dinâmico amplo e desempenho sólido em situações noturnas. Este guia detalha sete modelos que se destacam nesse contexto, apresentando o quem fabrica, o quê oferecem, quando chegaram ao mercado, onde podem ser encontrados, como alcançam resultados de alto nível e por que podem substituir câmeras dedicadas em muitos cenários.
Panorama tecnológico: sensores grandes, IA e parcerias de peso
A busca por fotos de qualidade profissional passou a depender menos do mero aumento de megapixels. As fabricantes optaram por sensores fisicamente maiores, capazes de captar mais luz, e combinaram esses componentes a processos computacionais que exploram redes neurais para reduzir ruído, equilibrar exposição e simular efeitos de lente. Nesse ambiente, alianças com marcas históricas da fotografia — como Leica e Sony — contribuem com engenharia óptica e perfis de cor refinados. O resultado são dispositivos que entregam arquivos de alta resolução prontos para edição ou compartilhamento imediato.
Motorola Edge 60 Pro: equilíbrio entre custo e trio de 50 MP
Lançado para competir no segmento intermediário avançado, o Edge 60 Pro adota uma tela pOLED de 6,7 polegadas com frequência de 120 Hz e traz o processador Dimensity 8350 Extreme. São 12 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e uma bateria de 6.000 mAh com recarga de 90 W — valores que sustentam longas sessões de captura. O destaque fotográfico fica por conta de duas lentes traseiras de 50 MP e uma câmera frontal também de 50 MP, solução rara nessa faixa de preço.
Durante dezembro de 2025, o modelo era oferecido a partir de R$ 2.659 em redes de varejo nacionais, recebendo avaliações consagradas pelo conjunto equilibrado. Pontos positivos recorrentes foram a navegação fluida, o design sóbrio e a autonomia generosa. Entre as ressalvas surgem relatos de aquecimento sob uso intenso e a presença de aplicativos pré-instalados em excesso, que podem ocupar espaço e demandar organização manual.
Realme 14 Pro+: sensor Sony e zoom híbrido de até 120 x
O 14 Pro+ evidencia a estratégia da Realme de competir pelo acabamento sofisticado e pela versatilidade de zoom. A tela AMOLED curva mede 6,83 polegadas, atinge brilho de 1.500 nits e opera em resolução 1,5 K, garantindo visualização confortável mesmo sob luz direta. No interior, o Snapdragon 7s Gen 3 trabalha com 12 GB de RAM e 512 GB de espaço interno, combinação que favorece a pós-edição de imagens pesadas.
Para fotografia, o sensor principal de 50 MP fabricado pela Sony alia-se a uma lente periscópica de 50 MP. O conjunto oferece zoom óptico de 3 x e digital de até 120 x, expandindo possibilidades de enquadramento sem degradação imediata. A bateria de 6.000 mAh confere autonomia robusta. Em marketplaces, o aparelho aparecia por valores a partir de R$ 3.599. Entre elogios, consumidores registraram a estética premium, o display de alto contraste e o rendimento energético. Já as críticas focaram na vulnerabilidade das laterais metálicas a riscos, mesmo com proteção externa.
Samsung Galaxy S25 Ultra: 200 MP e recursos de Nightography
No portfólio da Samsung, o S25 Ultra assume a posição de dispositivo mais completo para produtividade e imagem. O corpo em titânio abriga uma tela AMOLED Dinâmica 2X, compatível com a S Pen, e abriga um módulo principal de 200 MP acompanhado por uma ultrawide de 50 MP. A inteligência artificial do fabricante ajusta nitidez durante o zoom de longo alcance e aplica aprimoramentos automáticos em cenas noturnas, conceito que a marca denomina Nightography.
No ato do lançamento, preço inicial de R$ 5.994 colocava o aparelho no segmento premium, mas ainda abaixo de competidores ultra-high-end. Avaliações destacaram a substituição eventual de tablets em tarefas profissionais graças à tela expansiva e à caneta integrada. Em contrapartida, dimensões e peso foram citados como desconfortáveis para uso prolongado ou bolsos menores, lembrando que o conjunto interno robusto demanda espaço físico maior.
Xiaomi 15T: parceria Leica e gravação frontal em 4 K
A Xiaomi apostou na continuidade da colaboração com a Leica para o 15T, modelo que combina perfil fotográfico refinado e hardware veloz. Na parte frontal, o sensor de 32 MP grava vídeo em 4 K, desempenho incomum em câmeras de selfie. Atrás, o trio reúne um sensor principal de 50 MP com zoom óptico de 2 x, ultrawide de 12 MP e teleobjetiva de 50 MP com estabilização óptica.
Equipado com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, o smartphone centraliza o pós-processamento em inteligência artificial dedicada, garantindo equilíbrio de cor e estabilização adicional. Preços verificados partiram de R$ 6.750. Entre opiniões disponíveis, sobressaem comentários positivos sobre design, processador ágil e bateria de longa duração. O ponto menos favorável apontou que as cores capturadas podem apresentar saturação discreta, exigindo correções em apps de edição.
Motorola Razr 60 Ultra: formato dobrável amplia ângulos de captura
Na categoria de dobráveis, o Razr 60 Ultra alia experiência multimídia e versatilidade fotográfica. A tela pOLED interna de 7 polegadas atinge 165 Hz, enquanto o painel externo serve como visor auxiliar durante selfies ou gravações. O processador Snapdragon 8 Elite, reforçado por 16 GB de RAM e 1 TB de espaço, sustenta multitarefa intensa.
Os sensores duplos de 50 MP — frontal e traseiros — gravam até 8 K. O formato concha permite apoiar o aparelho sem tripé, dobrando a tela em 90 graus para capturas estáveis, ou fechar parcialmente o corpo para ângulos criativos. Listado por valores a partir de R$ 7.000, o modelo recebeu notas altas por fluidez, estética contemporânea e praticidade da tela externa. Entre as críticas surgem relatos de aquecimento durante recarga rápida e questionamentos sobre a aderência das películas originais, aspecto comum a dispositivos dobráveis.

Imagem: Internet
Huawei Pura 80 Ultra: sensor de 1 polegada e brilho de 3.000 nits
Reconhecido por portais de benchmark de imagem, o Pura 80 Ultra emprega um sensor principal de 1 polegada com tecnologia Ultra-Iluminação HDR, capaz de capturar ampla faixa dinâmica. A teleobjetiva exibe sistema de zoom óptico duplo, contribuindo para retratos sem distorção. O processador Kirin 9020 acompanha 16 GB de RAM, enquanto a bateria de 5.700 mAh recarrega a 100 W.
O display OLED de 6,8 polegadas alcança 3.000 nits, útil para pré-visualizar fotos sob sol forte. Preço inicial de R$ 9.999 posiciona o aparelho no topo da escala. Comentários iniciais enfatizaram qualidade de imagem comparável a câmeras DSLR e alto contraste do painel. Entretanto, o valor é considerado impeditivo para parte do público, e o processo de habilitar aplicativos do ecossistema Google exige ajustes prévios, fator que demanda conhecimento adicional do usuário.
iPhone 17 Pro Max: chip A19 Pro otimiza vídeo em 4 K a 120 fps
Na linha Apple, o 17 Pro Max mantém tradição de foco em vídeo. O trio de 48 MP trabalha com o Neural Engine para entregar gravações em 4 K a 120 quadros por segundo, recurso indicado para criadores de conteúdo que necessitam de ralenti suave. A tela de 6,9 polegadas exibe cores fidedignas, enquanto o chip A19 Pro gerencia operações de aprendizado de máquina para reconhecimento de cena em tempo real.
Com preços partindo de R$ 11.248 na data de pesquisa, o dispositivo foi elogiado por performance, resistência estrutural e autonomia suficiente para uso intenso ao longo do dia. Critérios negativos envolveram peso acima da média e percepção de evolução incremental em relação a gerações anteriores, além de custo elevado.
Comparativo de especificações e posicionamento de mercado
Ao analisar o conjunto, percebe-se uma correlação direta entre características avançadas e preço. O Motorola Edge 60 Pro oferece bom ponto de entrada para quem busca fotos nítidas sem investir alto, enquanto o Realme 14 Pro+ adiciona zoom de longo alcance e mais armazenamento, representando uma subida de degrau em versatilidade.
A partir do Galaxy S25 Ultra, as configurações se aproximam do profissional, com sensores de alta resolução, materiais premium e recursos de IA mais sofisticados. O Xiaomi 15T se destaca pela assinatura de cor da Leica e gravação selfie em 4 K, opção para influenciadores. Para entusiastas de design, o Razr 60 Ultra entrega formato inovador que expande a criatividade na hora de fotografar.
No segmento ultra-premium, o Huawei Pura 80 Ultra chama atenção pelo sensor de 1 polegada, tecnologia que historicamente ficou restrita a câmeras compactas avançadas. Já o iPhone 17 Pro Max consolida o ecossistema Apple, permitindo integração fluida com acessórios e softwares da marca, benefício valorizado por profissionais de vídeo.
Considerações sobre escolha e disponibilidade
Todos os preços citados foram coletados em dezembro de 2025 e podem oscilar conforme promoções e variações de estoque ao longo de 2026. Antes de decidir, o usuário deve ponderar fatores como ergonomia, compatibilidade de software, necessidade de zoom extensivo ou preferência por vídeo de alta taxa de quadros. Para utilização casual, modelos intermediários entregam qualidade suficiente para redes sociais. Já fotógrafos amadores avançados ou produtores de conteúdo podem justificar o investimento nos aparelhos mais caros pela coleta de luz superior, modos manuais detalhados e maior flexibilidade de edição.
Cada opção listada representa uma abordagem distinta para alcançar a “câmera perfeita” no bolso, evidenciando que a definição de perfeição depende do equilíbrio entre orçamento, preferência de marca e perfil de uso.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

