Desde a chegada ao Brasil em 2013, a linha Moto G consolidou-se como o eixo central da estratégia de intermediários da Motorola. Em 2026, depois de sucessivas renovações entre o último trimestre de 2024 e todo o ano de 2025, a família oferece um portfólio extenso que começa em aparelhos de entrada e alcança opções quase premium. O dilema do consumidor tornou-se, portanto, identificar qual modelo entrega o equilíbrio adequado entre preço, desempenho, autonomia e recursos extras. Para responder a essa demanda, este guia apresenta seis smartphones Moto G que figuram entre as alternativas mais atraentes para compra em 2026.
Como os aparelhos foram escolhidos
A seleção considerou exclusivamente modelos lançados a partir de outubro de 2024, todos oficialmente comercializados no mercado brasileiro. A análise levou em conta características técnicas divulgadas pela própria fabricante, resultados de testes práticos mencionados em publicações especializadas e o posicionamento de cada celular dentro do catálogo. Para facilitar a consulta, cada dispositivo foi agrupado de acordo com o atributo que o diferencia dos demais — seja preço, resistência, tela, câmeras ou conectividade.
Moto G15: NFC aliado ao preço mais baixo
O Moto G15 chegou em dezembro de 2024 com a missão de oferecer recursos de conectividade atualizados em um corpo acessível. Apesar de não trazer suporte à Internet 5G, o aparelho destaca-se pela inclusão do NFC, essencial para pagamentos por aproximação em meios de transporte, lojas físicas e serviços bancários. Nas demais conexões, há Wi-Fi de banda dupla compatível com o padrão 802.11 a/b/g/n/ac e Bluetooth 5.4, combinação suficiente para rotinas que vão do streaming à reprodução de acessórios sem fio.
A tela de 6,7 polegadas adota resolução Full HD+ de 2.400 x 1.080 pixels, garante brilho máximo de até 1.000 nits e conta com proteção Corning Gorilla Glass 3. O painel, porém, permanece em 60 Hz e utiliza tecnologia IPS LCD. Na prática, isso significa frequência de atualização igual à de televisores convencionais, sem a fluidez adicional percebida em displays de 90 Hz ou 120 Hz. Por outro lado, a bateria de 5.200 mAh, combinada ao conjunto de baixo consumo, sustentou mais de um dia e meio de uso moderado em medições independentes.
Com 4 GB de RAM, o desempenho tende a ficar restrito a atividades leves, mas o preço inicial a partir de R$ 644 mantém o G15 como porta de entrada para quem prioriza economia e NFC. Pontos fortes: autonomia prolongada e suporte a pagamentos por aproximação. Limitações: tela de 60 Hz e memória curta para cenários multitarefa.
Moto G06: entrada com tela grande e 120 Hz
Apresentado em setembro de 2025, o Moto G06 posiciona-se logo acima do G15 no line-up da Motorola. O destaque imediato é o painel de 6,9 polegadas — o maior da linha — com taxa de atualização de 120 Hz. Mesmo mantendo resolução HD+ (1.640 x 720 pixels) e tecnologia IPS LCD, a frequência elevada duplica a quantidade de quadros exibidos por segundo, oferecendo sensação de maior rapidez em rolagem de redes sociais e jogos leves. A fabricante também preservou a proteção Gorilla Glass 3.
No quesito energia, a mesma célula de 5.200 mAh pode alcançar até 49 horas de uso misto, de acordo com estimativas oficiais. Testes realizados por veículos especializados registraram consumo de apenas 4% durante jogos casuais de uma hora e 7% após 60 minutos de reprodução na Netflix com brilho reduzido, reforçando o foco em autonomia. O aparelho, entretanto, carrega apenas 4 GB de RAM, o que pode resultar em lentidão a longo prazo, especialmente após atualizações do sistema operacional.
O preço inicial gira em torno de R$ 656, valor que mantém a proposta de entrada. Pontos fortes: tela ampla com 120 Hz e bateria de longa duração. Limitações: resolução inferior ao Full HD+ e câmeras básicas.
Moto G35: 5G acessível e gravação em 4K
Lançado em outubro de 2024, o Moto G35 foi pensado para democratizar a conectividade 5G dentro da família. Além da nova geração de redes móveis, o dispositivo oferece NFC para pagamentos, posicionando-se como solução equilibrada para quem busca recursos modernos sem extrapolar o orçamento. Visualmente, ele apresenta tela de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ (2.400 x 1.080 pixels), suporte a HDR10, brilho máximo de 1.000 nits e taxa de 120 Hz, combinação incomum na faixa de preço inicial de R$ 935.
O conjunto fotográfico traz sensor principal de 50 MP com gravação em 4K a 30 fps, acompanhado de lente ultrawide de 8 MP. Em medições de autonomia, o aparelho alcançou cerca de 10 horas e 30 minutos em cenários que simulam uso cotidiano, confirmando eficiência da bateria de 5.200 mAh. O sistema chega de fábrica com Android 14 e tem promessa de ao menos uma grande atualização, além de três anos de pacotes de segurança. Pontos fortes: suporte ao 5G, tela avançada e gravação em resolução 4K. Limitações: processador de entrada e política de software mais curta em comparação a modelos superiores.
Moto G56: equilíbrio entre desempenho e resistência
Disponível desde maio de 2025, o Moto G56 amplia o foco no custo-benefício ao combinar especificações sólidas e construção reforçada. O painel IPS LCD de 6,72 polegadas entrega resolução Full HD+ e frequências de 120 Hz, enquanto o brilho máximo atinge 1.000 nits. A proteção Gorilla Glass 7i confere resistência extra a riscos em relação aos modelos de entrada.
No interior, o processador MediaTek Dimensity 7060 trabalha até 2,6 GHz e é produzido em litografia de 6 nm, acompanhado por 8 GB de RAM. Esse conjunto permite fluidez em multitarefa básica e jogos intermediários, ainda que aplicações muito exigentes possam revelar limitações. A bateria repete 5.200 mAh e, em testes intensivos, encerrou jornadas com cerca de 40% de carga, sugerindo até dois dias de uso em perfis moderados.

Imagem: Internet
Além disso, o G56 incorpora certificações IP68 e IP69, que garantem resistência avançada contra água, poeira e até jatos de alta pressão. O preço inicial parte de R$ 1.455. Pontos fortes: durabilidade elevada, bom desempenho para a proposta e tela de 120 Hz. Limitações: ausência de gravação 4K e eventuais engasgos em tarefas muito pesadas.
Moto G75: primeiro Moto G com certificação militar
Apresentado junto ao G35, o Moto G75 diferencia-se por submeter-se a 16 testes extremos que simulam choques térmicos, salinidade, radiação solar direta e vibração. O resultado é a certificação militar que se soma às proteções IP68 contra água e poeira. Para usuários que trabalham em ambientes hostis ou praticam atividades ao ar livre, essa robustez coloca o G75 como opção de maior resistência do line-up.
O celular traz tela IPS LCD de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ e taxa de 120 Hz, característica que assegura movimentação suave de conteúdo. O sensor principal Sony LYTIA 600 de 50 MP conta com estabilização óptica de imagem (OIS) e abertura f/1.79, recursos que reduzem tremores e melhoram desempenho em baixa luz. Também há uma lente de 8 MP que atua como ultrawide e macro, ampliando possibilidades de enquadramento sem recorrer a acessórios.
Em avaliações publicadas por veículos de tecnologia, o conjunto de câmeras recebeu menções positivas para a faixa de preço de R$ 1.419. A fabricante ainda promete cinco anos de atualizações de sistema e seis anos de pacotes de segurança, período que pode levar o aparelho até o Android 19. Pontos fortes: resistência militar, OIS na câmera principal e política de software estendida. Limitações: uso de processador Qualcomm de menor potência e painel IPS em vez de pOLED.
Moto G86: pOLED, brilho elevado e posicionamento quase premium
O Moto G86, lançado em junho de 2025, representa o topo da linha ao adotar tela pOLED de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ (2.400 x 1.080 pixels), taxa de 120 Hz e brilho máximo de 4.500 nits. O pOLED oferece pretos mais profundos e contraste superior em comparação ao IPS LCD, enquanto o nível de luminosidade garante visualização sob luz solar intensa. Há também proteção Gorilla Glass 7i sobre o painel.
O design utiliza acabamento em couro vegano e incorpora certificações IP68 e IP69, recursos que conferem ao dispositivo aparência premium e resistência avançada contra água e poeira. No conjunto fotográfico, o sensor principal de 50 MP opera com abertura f/1,88 e estabilização óptica, enquanto a câmera ultrawide de 8 MP agora possui foco automático — característica que amplia a nitidez em fotos de objetos próximos.
O processamento fica a cargo do Dimensity 7300, chip de 4 nm que chega a 2,5 GHz e trabalha em conjunto com 8 GB de RAM. A bateria de 5.200 mAh suporta carregamento de 33 W. Em avaliações independentes, a performance foi descrita como fluida em uso diário, e as câmeras apresentaram bom nível de detalhes e cores equilibradas. O valor inicial situa-se em R$ 1.677. Pontos fortes: tela pOLED com brilho recorde, OIS, construção reforçada e desempenho consistente. Limitações: ausência de entrada para fone de ouvido e indefinição sobre o número de futuras atualizações de sistema.
Comparativo final e direcionamento de compra
Ao observar os seis dispositivos, nota-se uma gradação clara entre custo, especificações e robustez. O Moto G15 é o caminho mais econômico para quem precisa de NFC e autonomia, enquanto o Moto G06 adiciona fluidez de 120 Hz em um painel gigante dentro de um orçamento ainda baixo. O Moto G35 eleva o patamar ao trazer conectividade 5G, gravação em 4K e tela avançada, recursos que ampliam a longevidade do aparelho sem sacrificar tanto o preço.
Na faixa intermediária, o Moto G56 alia desempenho competitivo ao pacote de proteções IP68/IP69. Já o Moto G75 aprofunda o compromisso com durabilidade com certificação militar e cronograma extenso de atualizações, tornando-se a escolha mais indicada para cenários de uso intenso e ambientes adversos. Por fim, o Moto G86 entrega a experiência mais próxima de um topo de linha, com pOLED, brilho elevado e câmeras estabilizadas, sem ultrapassar a barreira dos dois mil reais em janeiro de 2026.
A decisão de compra, portanto, deve partir de três perguntas objetivas: qual é o orçamento disponível, qual característica é indispensável — seja NFC, 5G, resistência ou tela de maior qualidade — e por quanto tempo o usuário pretende manter o smartphone. Uma vez respondidas essas questões, a hierarquia de atributos apresentada acima facilita a escolha do Moto G mais alinhado às necessidades individuais em 2026.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

