Galaxy Fit 3 e Xiaomi Smart Band 9 são pulseiras inteligentes de marcas que lideram o mercado de wearables acessíveis. Lançadas no mesmo ano, fevereiro de 2024 no caso da Samsung e setembro de 2024 na linha da Xiaomi, ambas chegam com a proposta de monitorar atividades físicas, acompanhar métricas de saúde e exibir notificações sem exigir um grande investimento financeiro. Embora compartilhem tecnologia de tela AMOLED, construção leve e ausência de GPS integrado, as duas smartbands se distinguem em autonomia, compatibilidade de sistema e variedade de exercícios reconhecidos. A seguir, cada aspecto da ficha técnica é destrinchado para facilitar a comparação.
Ficha técnica sintetizada
Os principais parâmetros divulgados pelos fabricantes são os seguintes:
Galaxy Fit 3
– Tela AMOLED de 1,6 polegada, 256 x 402 píxeis, brilho de até 150 nits
– Bateria para até 13 dias, segundo a Samsung
– Bluetooth 5.3, sem GPS nem NFC
– Resistência 5 ATM (50 m) e IP68
– 100 modos de treino
– Sensores: acelerômetro, giroscópio, barômetro, sensor óptico de batimentos, sensor de luminosidade
– Dimensões de 42,9 x 28,8 x 9,9 mm, peso de 36,8 g
– Armazenamento de 256 MB e 16 MB de RAM
– Cores: grafite, prata e rosé
– Compatível apenas com Android
Xiaomi Smart Band 9
– Tela AMOLED de 1,62 polegada, 192 x 490 píxeis, brilho de até 1.200 nits
– Bateria para até 21 dias, segundo a Xiaomi
– Bluetooth 5.4, sem GPS nem NFC
– Resistência 5 ATM (50 m)
– 150 modos de treino
– Sensores: acelerômetro de 3 eixos, giroscópio de 3 eixos, sensor óptico PPG de frequência cardíaca, SpO2
– Dimensões de 11,6 x 46,3 x 21,6 mm, peso de 27,4 g
– Armazenamento não informado
– Cores de pulseira padrão: preto, cinza, rosa e azul claro; caixa em preto
– Compatível com Android e iOS
Tela: tamanho semelhante, brilho distinto
As duas pulseiras utilizam painéis AMOLED, tecnologia conhecida por contrastes intensos e consumo energético otimizado. A Samsung adota 1,6 polegada em formato mais largo, o que amplia a área horizontal e favorece a visualização de métricas em linhas únicas. A Xiaomi, por sua vez, mantém a tradição de corpo vertical, com 1,62 polegada que se estende sobretudo na altura.
A diferença marcante está no nível de luminosidade. A Smart Band 9 declara pico de 1.200 nits, valor semelhante ao de alguns smartphones de entrada da própria fabricante, auxiliando a leitura sob luz solar direta. O limite de 150 nits do modelo da Samsung, observado em testes de campo, pode dificultar a conferência dos dados em exteriores muito claros.
Quanto à resolução, a Galaxy Fit 3 alcança 256 x 402 píxeis e a Smart Band 9 chega a 192 x 490 píxeis. Na prática, ambas exibem ícones e textos nítidos, mas a proporção de pixels por polegada varia em razão do formato diferente.
Design, dimensões e conforto
Minimalismo e leveza orientam o desenho das duas smartbands, ambas com caixa de alumínio ou liga metálica envolvida por pulseiras de material flexível. No quesito peso, a balança favorece a Mi Band, com 27,4 gramas, contra 36,8 gramas do acessório da Samsung. Esse ganho de aproximadamente 9 gramas pode ser percebido em uso prolongado, sobretudo durante o sono.
Em opções de cor, a Galaxy Fit 3 está disponível em grafite, prata ou rosé, cada uma acompanhada de pulseira correspondente. A Xiaomi comercializa a caixa única preta e pulseiras nas tonalidades preto, cinza, rosa e azul claro. A empresa também oferece variedade maior de tiras vendidas separadamente, inclusive em formatos diferenciados, fator que amplia a personalização.
A ergonomia é reforçada por fecho ajustável nas duas fabricantes, permitindo adaptação a diferentes circunferências de pulso. Não há relatos de arestas ou protuberâncias que causem incômodo durante exercícios.
Bateria e método de carregamento
Autonomia prolongada é um dos pontos centrais em pulseiras esportivas, visto que o público costuma usá-las de forma contínua. Segundo números divulgados, a bateria da Smart Band 9 pode chegar a 21 dias longe da tomada, enquanto a Galaxy Fit 3 entrega até 13 dias. Em medições de uso real conduzidas em condições de testes com notificações ativas, monitoramento de sono e exercícios moderados, a Fit 3 registrou aproximadamente cinco dias até precisar de recarga. O dado empírico para a Mi Band 9 não foi informado, mas a diferença teórica de oito dias a favor da Xiaomi é expressiva.
Os dois produtos empregam cabos proprietários magnéticos inclusos na embalagem. Nenhum deles acompanha adaptador de parede, exigindo fonte USB à parte. O tempo total de recarga completo não foi detalhado nos materiais consultados.
Desempenho interno e armazenamento
Pulseiras inteligentes privilegiam eficiência em vez de processamento robusto. A Galaxy Fit 3 revela memória de 16 MB e armazenamento de 256 MB, suficientes para execução do sistema enxuto, controle de sensores e armazenamento temporário de dados de atividades. A Xiaomi não divulga capacidades internas da Band 9, mas a experiência de navegação em menus, abertura de funções básicas e sincronização via Bluetooth tende a permanecer fluida nos dois dispositivos, dado o mesmo perfil de uso.
Como não há suporte a aplicativos de terceiros nem reprodução de música interna, a limitação de memória não representa gargalo perceptível na operação cotidiana.
Monitoramento de saúde e modalidades esportivas
Em métricas de bem-estar, ambas as smartbands oferecem:
• Leitura contínua de frequência cardíaca por sensor óptico
• Análise de sono dividida em fases
• Alerta de sedentarismo e cálculo de calorias queimadas
• Estimativa de nível de estresse com base em variação de batimentos

Imagem: Internet
A Galaxy Fit 3 acrescenta barômetro, utilizado para aferir variação de pressão atmosférica e indicar ganho de altitude, funcionalidade útil em caminhadas ou corridas em declive e aclive. Já a Mi Band 9 apresenta medição de saturação de oxigênio no sangue (SpO2), ausente na ficha da concorrente.
Quanto ao número de exercícios reconhecidos, a lista da Xiaomi atinge 150 modalidades, trinta por cento a mais que os 100 programas oferecidos pela Samsung. O catálogo ampliado tende a contemplar variações específicas de esportes coletivos, atividades aquáticas e práticas indoor que usuários buscam registrar com precisão.
Sistema, aplicativos e compatibilidade
A Galaxy Fit 3 opera sistema proprietário da Samsung, sincronizado pelo aplicativo Samsung Health. A instalação é permitida em smartphones Android, contudo determinados recursos – como controle remoto de câmera – só funcionam em aparelhos Galaxy. Já a Smart Band 9 utiliza interface própria da Xiaomi, conectada ao app da fabricante compatível tanto com Android quanto com iOS, ampliando o público-alvo a usuários de iPhone.
Nos dois ecossistemas é possível:
• Visualizar histórico detalhado de atividades, calorias, sono e frequência cardíaca
• Configurar metas diárias e lembretes de hidratação ou movimento
• Personalizar mostradores de relógio e ordem dos menus
• Definir alarmes vibratórios e notificações de aplicativos do telefone
A proteção física também se diferencia: a Galaxy Fit 3 reúne certificações 5 ATM para submersão até 50 metros e IP68, que adiciona resistência à poeira. A Mi Band 9 declara apenas 5 ATM, suficiente para natação recreativa, mas sem garantia formal contra partículas sólidas.
Conectividade e sensores adicionais
Ambas dispensam GPS e NFC, recurso que limita o rastreio de rotas a depender do smartphone para obter localização. Em Bluetooth, a Samsung adota a versão 5.3, enquanto a Xiaomi atualiza para 5.4. A revisão mais recente tende a entregar estabilidade energética ligeiramente maior, porém ambas oferecem alcance e velocidade adequados a notificações e sincronização de dados.
Entre os sensores, o Galaxy Fit 3 inclui sensor de luminosidade, recurso útil para ajustar automaticamente o brilho do display dentro do limite de 150 nits. A Xiaomi não lista componente equivalente, mas compensa com monitoramento de oxigenação sanguínea.
Preços no lançamento e valores encontrados no varejo
Quando chegaram às prateleiras, os preços oficiais eram próximos: R$ 549 para a pulseira da Samsung e R$ 499 para o modelo da Xiaomi. Com o passar dos meses, descontos alteraram o cenário. Registros de fevereiro de 2026 indicam a Galaxy Fit 3 partindo de aproximadamente R$ 242 em promoções online, quase 56 % abaixo da cifra original. Já a Smart Band 9 aparece perto de R$ 429, redução inferior, porém ainda distante do valor de estreia.
Os números mostram que a variação de preço não segue a mesma proporção entre as marcas, algo que o consumidor deve considerar junto às diferenças de ficha técnica.
Conteúdo da embalagem
Os dois dispositivos são entregues com a cápsula principal, pulseira padrão já acoplada, manual de início rápido e cabo magnético de carregamento. A ausência de adaptador de tomada segue tendência de mercado para reduzir custo e descarte ambiental.
Pontos de destaque em cada modelo
Galaxy Fit 3
– Tela mais larga que facilita leitura horizontal
– Barômetro integrado e dupla certificação de resistência (5 ATM + IP68)
– Integração dedicada ao ecossistema Samsung Health
– Faixa de preço promocional inferior à vista no concorrente
Xiaomi Smart Band 9
– Autonomia declarada de até 21 dias
– Brilho de tela de até 1.200 nits para visibilidade externa
– Catálogo de 150 modalidades esportivas
– Compatibilidade estendida a telefones Android e iOS
– Estrutura leve de 27,4 gramas e variedade maior de pulseiras
Os dados apresentados auxiliam na avaliação das prioridades individuais, seja tempo longe da tomada, robustez contra entrada de poeira, amplitude de modalidades esportivas ou compatibilidade com diferentes sistemas operacionais. Dessa maneira, a compreensão detalhada de cada item técnico permite que o usuário alinhe expectativas sobre uso diário, treinos pretendidos e orçamento disponível antes de optar por uma das smartbands lançadas em 2024.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

