Lead — A próxima geração de smartphones da Apple, identificada como linha iPhone 18, tende a chegar ao mercado marcada por dois movimentos simultâneos: avanços de engenharia, como um possível Face ID sob a tela e a estreia de um aparelho dobrável, e a perspectiva de preços maiores para as versões com mais espaço interno. A alta, prevista por analistas de instituições financeiras globais, relaciona-se diretamente à crise de abastecimento de chips de DRAM e NAND, componentes cuja demanda disparou devido à expansão de servidores voltados à inteligência artificial.
Quem aponta a possibilidade de reajuste
A sinalização partiu do leaker yeux1122, que compilou opiniões de especialistas do Citi, do Bank of America e do JPMorgan. Esses profissionais, dedicados a acompanhar a cadeia de suprimentos de semicondutores, avaliam que a Apple não escapará totalmente da pressão de custos provocada pela escassez de memória. Embora relatórios anteriores sugerissem confortável posição de negociação da companhia, o cenário mais recente indica a adoção de reajustes focados nos modelos de 512GB, 1TB e 2TB.
Contexto da escassez de DRAM e NAND
O gargalo de oferta teve origem no aumento acelerado da procura por chips de alta velocidade utilizados em centros de dados que processam algoritmos de inteligência artificial. À medida que servidores exigem volumes mais robustos de DRAM e unidades NAND para armazenamento de dados, fabricantes de smartphones competem pelas mesmas linhas de produção. Esse choque de demanda afetou custos e disponibilidade, chegando a triplicar o preço de alguns componentes em um intervalo relativamente curto.
Escalonamento de custos na cadeia de fornecimento
De acordo com dados reunidos pelo mesmo leaker, a Apple estaria pagando aproximadamente US$ 70 por cada módulo de RAM LPDDR5X de 12GB instalado nos iPhones mais recentes. Pouco tempo antes, números de mercado giravam entre US$ 25 e US$ 29 para o mesmo tipo de peça. O salto evidencia o nível de pressão que fornecedores de semicondutores vêm enfrentando e reforça a dificuldade das fabricantes de dispositivos em absorver integralmente esse acréscimo sem repasse ao consumidor final.
Estrategia de repasse seletivo de preços
Os analistas citados convergem na avaliação de que o aumento de preços não será uniforme em toda a linha iPhone 18. Versões de entrada, com capacidades inferiores a 512GB, tendem a manter patamares próximos aos praticados pela geração anterior. Já as variações de 512GB, 1TB e 2TB aparecem como principais candidatas a sofrer ajustes. Esse desenho permitiria à empresa preservar a atratividade dos modelos básicos e, simultaneamente, compensar parte dos custos adicionais cobrados pelos fornecedores de memória.
Impacto projetado para o comportamento de compra
Ao privilegiar reajustes nas unidades com maior armazenamento, a Apple poderia estimular migração de parte dos consumidores para versões de entrada, potencialmente elevando o volume de vendas desses modelos. Projeções citadas pelos analistas sugerem que a estratégia pode fazer dos aparelhos mais simples, tradicionalmente menos lucrativos em termos unitários, os líderes de vendas da marca no último trimestre do ano. A consequência seria um mix de receita diferente, com maior participação de unidades vendidas, porém margens preservadas pelas edições de grande capacidade.
Estimativas de valor adicional
A publicação especializada Wccftech calculou que o reajuste nos modelos de capacidade superior pode variar entre US$ 50 e US$ 100, intervalo considerado suficiente para refletir o encarecimento dos componentes sem provocar uma ruptura completa na disposição de compra do público-alvo. O número exato, contudo, permanece indefinido, pois a empresa não confirmou alterações oficiais de tabela. Ainda assim, a referência reforça a percepção de que o repasse tende a ser moderado, porém concreto.
Recursos previstos na linha iPhone 18
A expectativa de preço mais elevado ocorre no mesmo momento em que rumores apontam para mudanças de design e tecnologia no novo portfólio. Entre as novidades atribuídas à família iPhone 18 está um sistema de reconhecimento facial embutido na tela, eliminando o recorte atual, além da inclusão do primeiro smartphone dobrável da companhia. Essas inovações costumam exigir investimentos adicionais em pesquisa, desenvolvimento e novos processos fabris, fatores que, combinados à escassez de memória, reforçam o ambiente de custos ascendentes.

Imagem: Internet
Contraste com gerações anteriores
Modelos disponíveis hoje, como o iPhone 17 Pro Max, variam entre 256GB e 2TB de armazenamento, com preços que já ultrapassam cinco dígitos no mercado doméstico. Caso o intervalo de US$ 50 a US$ 100 se confirme para a edição seguinte, as versões de alta capacidade da linha iPhone 18 poderão superar faixas de preço historicamente aplicadas em topos de linha da empresa. Apesar disso, o foco no reajuste seletivo sugere manutenção da política de entrada em patamar semelhante ao atual para dispositivos com memória interna menor.
Perfil das instituições envolvidas
Os bancos de investimento consultados — Citi, Bank of America e JPMorgan — mantêm equipes dedicadas à análise de semicondutores e tecnologia de consumo. Relatórios elaborados por essas divisões costumam balizar expectativas de investidores e orientar projeções de receita de fabricantes. O consenso firmado entre elas de que a Apple repassará ao menos parte dos custos adiciona peso institucional às informações divulgadas pelo leaker coreano, frequentemente atento a movimentações na cadeia asiática de suprimentos.
Possíveis repercussões para o mercado de smartphones
Embora o ajuste de US$ 50 a US$ 100 pareça restrito, sua adoção pela Apple tem potencial de influenciar políticas de preço de concorrentes que compartilham a mesma rede de fornecimento. Em um ambiente de produção limitado, cada fabricante avalia se absorve o impacto ou transfere o encargo ao consumidor. Dessa forma, o comportamento da Apple pode servir de sinalização para o restante do setor sobre como equilibrar margens e competitividade em meio a uma crise de componentes ainda sem data clara de normalização.
Próximos passos até o lançamento
Até o anúncio oficial da linha iPhone 18, é improvável que a empresa confirme ou detalhe qualquer alteração de preços. Historicamente, a definição de valores é divulgada somente no evento de lançamento, o que confere margem para ajustes de última hora conforme as condições do mercado de semicondutores evoluam. Analistas, por sua vez, continuarão monitorando a relação entre oferta e demanda de DRAM e NAND, pois oscilações inesperadas até o cronograma de produção podem atenuar — ou intensificar — a necessidade de repasse.
Com a combinação de inovação esperada para o hardware, aumento substancial no custo dos chips de memória e pressão competitiva oriunda do setor de inteligência artificial, a linha iPhone 18 inaugura um ciclo à parte dentro da estratégia da Apple. A definição exata dos preços, sobretudo para as variantes de 512GB, 1TB e 2TB, permanece como uma das principais incógnitas do mercado de tecnologia para o próximo ano fiscal.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

