O aumento constante dos preços dos lançamentos da Apple mudou o comportamento de parte do público brasileiro. Muitos consumidores, diante de valores cada vez mais altos, passaram a analisar com mais cuidado a compra de iPhones de gerações anteriores. Essa movimentação tem sustentação prática: os aparelhos mais antigos continuam entregando desempenho sólido, plena integração ao ecossistema da marca e a reconhecida durabilidade do hardware, mas levantam dúvidas sobre tempo de atualizações, condição da bateria e ausência de funcionalidades recentes. Com base nessas informações, o presente artigo aprofunda os prós e contras de optar por um modelo lançado há alguns anos e oferece parâmetros objetivos para a decisão de compra.
Contexto que impulsiona a procura por modelos antigos
O “quando” da discussão está diretamente ligado à escalada de preços dos lançamentos. A cada nova geração, o valor oficial sobe e distancia parte do público. O “onde” é o varejo on-line, ambiente em que a diferença de preço entre um iPhone recém-lançado e um de anos anteriores pode se aproximar de R$ 2.000, considerando aparelhos em condições equivalentes. O “quem” envolve usuários que desejam permanecer ou ingressar no ecossistema Apple sem adquirir o modelo do ano.
Um exemplo emblemático da disparidade de valores pode ser observado no iPhone 13. Lançado em outubro de 2021 por R$ 7.599, o aparelho pode ser encontrado atualmente em grandes marketplaces a partir de R$ 2.990. Essa variação o posiciona na mesma faixa de preço de muitos celulares Android intermediário-premium, reforçando a percepção de economia ao optar por um dispositivo da Apple não pertencente à geração mais recente.
Principais vantagens de escolher um iPhone antigo
Preço mais baixo em relação aos modelos atuais
O fator financeiro é o motor primário dessa escolha. Ao renunciar ao status de ter o lançamento, o consumidor obtém acesso ao iOS e ao design característico da Apple por um valor consideravelmente menor. A economia, que pode ultrapassar a casa dos milhares de reais, é determinante para quem busca um smartphone confiável e não faz questão das mais novas tecnologias.
Bom desempenho no dia a dia
A sinergia entre hardware e software, tradicional na linha iPhone, sustenta a fluidez do sistema mesmo em aparelhos lançados há três ou quatro anos. Processadores fabricados pela própria Apple mantêm performance relevante em navegação, redes sociais, streaming e fotografia básica. Modelos como o iPhone 12 Pro, apresentado em 2020, continuam executando tais tarefas sem engasgos perceptíveis à maioria dos usuários.
Integração com o ecossistema Apple
Ao adquirir um dispositivo de geração passada, o usuário permanece apto a utilizar recursos como iMessage, FaceTime, AirDrop e iCloud, além da pareabilidade simplificada com Apple Watch, AirPods e MacBook. A continuidade dessa integração é decisiva para quem já possui outros produtos da marca ou pretende investir em acessórios em curto prazo.
Fatores que exigem atenção antes da compra
Atualizações do iOS próximas do fim
A Apple costuma oferecer até sete anos de suporte de software a um iPhone, intervalo extenso no setor. No entanto, quando o aparelho atinge o limite, deixa de receber versões novas do iOS e pacotes críticos de segurança. Em 2025, por exemplo, iPhone XR, iPhone XS e iPhone XS Max ficaram fora do iOS 26. A consequência prática é a gradual perda de compatibilidade com aplicativos e a exposição a vulnerabilidades, pois correções não chegam mais via atualização oficial.
Bateria com degradação natural

Imagem: Internet
Químicos de íon-lítio sofrem desgaste conforme ciclos de carga se acumulam. Nos iPhones antigos, isso se traduz em autonomia reduzida e quedas bruscas de porcentagem. No cenário de uso diário, o usuário pode precisar de múltiplas recargas ou de trocar a bateria para restabelecer a experiência plena. Tal despesa extra deve ser inserida no cálculo de custo-benefício, principalmente quando o objetivo inicial é economizar.
Ausência de recursos mais recentes
A adoção de um modelo anterior implica renunciar a novidades de hardware e software. Itens como botões dedicados de câmera, funções de inteligência artificial recente e exclusividades de versões novas do iOS não chegam aos dispositivos mais velhos. Esse hiato pode ser imperceptível em tarefas básicas, mas torna-se evidente para usuários entusiastas que acompanham cada evolução tecnológica.
Avaliação do tempo de suporte restante
O ponto de partida para estimar suporte é o ano de lançamento. Um iPhone lançado em 2019 continua recebendo atualizações, pois encontra-se dentro da janela de sete anos. Já um modelo anterior, embora ainda funcione, tem horizonte menor de suporte. Assim, quem planeja ficar quatro ou cinco anos com o mesmo aparelho deve considerar um produto mais recente; por outro lado, quem troca de smartphone a cada dois anos pode conviver bem com um dispositivo já na metade do ciclo.
Impacto da degradação da bateria no uso diário
A bateria degradada afeta principalmente mobilidade. Se o aparelho exige recarga ao meio-dia, o usuário passa a depender de cabos ou power banks. A substituição do componente é possível, mas implica custo adicional e interrupção temporária de uso, pois o conserto demanda visita a assistência técnica. No cálculo final, o valor da troca, somado ao preço do aparelho, não deve se aproximar demais do custo de um modelo mais novo ainda com selo de fábrica.
Limitação de funcionalidades e sensação de defasagem
A ausência de recursos pode ir além de meras inovações cosméticas. Novas gerações tendem a introduzir melhorias em fotografia computacional, eficiência energética e integração de funcionalidades de inteligência artificial. Enquanto o dia a dia básico permanece intacto num iPhone antigo, características avançadas, como comandos baseados em aprendizado de máquina ou controles físicos adicionais, não são retrocompatíveis e podem influenciar a satisfação do usuário a médio prazo.
Quando a compra faz sentido
Escolher um iPhone antigo é vantajoso para quem busca estabilidade de sistema, integração plena ao ecossistema e redução de custo imediato. Perfis que trocam de aparelho com frequência, pretendem testar o iOS por primeira vez ou necessitam de um segundo telefone confiável tendem a extrair mais valor dessa estratégia. Nesses cenários, a economia inicial compensa o suporte ligeiramente reduzido.
Perfis que podem não se beneficiar
Usuários que preferem permanecer vários anos com o mesmo dispositivo, desejam experimentar cada novidade de hardware ou dependem de recursos de inteligência artificial de última geração se adequam melhor a modelos mais recentes. Para esse grupo, o risco de desvalorização e perda de funcionalidades a longo prazo pode superar o abatimento inicial no preço.
Análise prática da diferença de preço
Retomando o exemplo do iPhone 13, a queda de valor do lançamento de R$ 7.599 para um patamar na casa dos R$ 2.990 revela economia considerável. Entretanto, se um modelo posterior apresentar diferença muito pequena, especialmente em períodos promocionais, o custo-benefício migra rapidamente para a geração mais nova. A avaliação final deve confrontar quanto se economiza versus quanto tempo de suporte e quais funções se perdem.
Ao ponderar desempenho, bateria, atualizações e preço, o consumidor consegue posicionar o iPhone antigo em relação às próprias prioridades. Essa reflexão objetiva evita surpresas e maximiza a satisfação ao ingressar ou permanecer no ecossistema Apple sem recorrer, necessariamente, ao dispositivo de última geração.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

