Compartilhamento de localização de AirTags com o WorldTracer diminui perdas definitivas de bagagens em 90%

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Dados divulgados pela SITA, empresa que fornece soluções tecnológicas para companhias aéreas e aeroportos em todo o mundo, revelam que o envio temporário da localização de AirTags ao sistema global de rastreamento WorldTracer provocou uma queda de 90% no número de malas efetivamente perdidas e encurtou em 26% o tempo médio gasto para devolver bagagens atrasadas aos passageiros.

Quem está envolvido

A iniciativa reúne três protagonistas centrais: a SITA, 29 companhias aéreas já engajadas no novo fluxo de informações e os passageiros que utilizam AirTags ou outros acessórios compatíveis com a rede Buscar (Find My). A SITA figura como facilitadora tecnológica, as empresas aéreas atuam na etapa operacional de recuperação dos volumes e os viajantes, por fim, são a fonte dos dados de localização ao optarem pela função de compartilhamento.

O que mudou no processo de rastreamento de bagagens

Tradicionalmente, o WorldTracer conseguia cruzar etiquetas de despacho, registros de voos e relatórios de esteira para localizar malas extraviadas. A partir do iOS 18, tornou-se possível anexar um segundo fluxo de informações: a posição exata do AirTag instalada na bagagem, repassada pelo passageiro à companhia aérea por tempo limitado. Estes dados, provenientes da rede Buscar, são classificados pela SITA como informações de “altíssima qualidade”, pois dependem de sinais criptografados coletados por milhões de dispositivos Apple espalhados pelo mundo.

Quando a integração foi disponibilizada

O recurso de compartilhamento temporário de localização entrou em vigor com o lançamento do iOS 18. Poucos meses depois, no fim do ano passado, a SITA consolidou estatísticas que medem o impacto prático da funcionalidade na operação das empresas que aderiram à novidade. Esses números, agora tornados públicos, sustentam as porcentagens de redução de perdas definitivas e de encurtamento do tempo de entrega.

Onde a solução é aplicada

Por ser global, o WorldTracer recebe dados de aeroportos espalhados por todos os continentes. A integração com AirTags não ficou restrita a um determinado país ou região; estende-se a qualquer terminal que utilize o sistema da SITA e que atenda uma das 29 companhias que já ativaram o novo protocolo de troca de informações.

Como funciona o compartilhamento de localização

O passageiro, ao perceber que sua mala não chegou à esteira, registra a ocorrência junto à companhia aérea. A partir de então, o aplicativo Buscar permite conceder acesso temporário ao sinal do AirTag instalado no interior da bagagem. Esse acesso é repassado à central da empresa, que, por sua vez, envia as coordenadas ao WorldTracer. O sistema cruza o ponto geográfico informado pela rede Buscar com as últimas leituras de código de barras obtidas pelos escâneres de bagagem, tornando o processo mais preciso do que aquele baseado apenas em dados logísticos convencionais.

Por que a taxa de perda caiu 90%

Antes da integração, a maior parte das malas era localizada, mas persistia uma parcela que não retornava ao dono por falta de pistas confiáveis. O sinal transmitido pela rede Buscar reduz a zona de incerteza: em vez de depender exclusivamente de registros de movimentação interna do aeroporto, a companhia passa a acessar o ponto exato onde o AirTag emite sua última localização. Esse ganho de clareza minimiza a probabilidade de uma mala desaparecer definitivamente, resultado mensurado pela SITA como queda de 90% nas perdas totais em volumes monitorados por AirTags cujo sinal foi compartilhado.

Impacto de 26% no tempo de recuperação

Além da redução de perdas, o estudo indicou uma aceleração significativa no ciclo de recuperação de bagagens atrasadas. As companhias conseguiram devolver as malas em um tempo 26% menor em comparação aos casos tratados sem o suporte do sinal do AirTag. O algoritmo de busca do WorldTracer passa a receber coordenadas em tempo quase real, dispensando etapas de verificação manual e de checagem em depósitos, o que contribui para a economia de horas ou até dias na localização do item extraviado.

Escala de adoção pelas companhias aéreas

Até o momento da divulgação dos resultados, 29 empresas aéreas haviam habilitado o recebimento dos dados de AirTags no WorldTracer. O número representa apenas uma fração do total de companhias que utilizam a plataforma, mas já foi suficiente para produzir amostras estatísticas consistentes. A SITA não detalhou quais transportadoras integram a lista, porém indicou que a participação de cada nova empresa eleva a abrangência do serviço em aeroportos internacionais e regionais.

Relevância da rede Buscar na visão da SITA

Segundo a SITA, os dados coletados pela rede Buscar oferecem nível de precisão que não se obtém com métodos de rastreamento baseados exclusivamente em etiquetas de bagagem. A empresa ressalta que, embora o sistema tradicional seja considerado eficiente, a adição de informações de alta densidade reduz a margem de erro e esclarece rapidamente situações em que uma mala saiu de rota ou foi embarcada em voo equivocado.

Efeito sobre a experiência do passageiro

Do ponto de vista do viajante, as estatísticas divulgadas significam menor tempo de espera e redução da ansiedade gerada pela incerteza sobre o paradeiro dos pertences. Ao receber atualizações precisas, a companhia aérea consegue informar o cliente com maior rapidez, diminuindo a necessidade de contatos repetidos com os balcões de atendimento. Embora o estudo não mensure indicadores de satisfação, a queda no número de perdas definitivas e o tempo mais curto para devolução sugerem um processo menos desgastante para o usuário final.

Perspectiva operacional para as companhias aéreas

No lado operacional, a substituição de procedimentos manuais por dados automatizados implica ganho de produtividade. Ao acessar direto no WorldTracer o sinal do AirTag, a equipe de localização pode despender menos recursos humanos em buscas físicas. A estimativa de economia de 26% no tempo de recuperação evidencia que a integração amortece custos de armazenagem, transporte interno de bagagens e reexpedição.

Planejamento futuro da integração

Embora os dados públicos não especifiquem etapas seguintes do projeto, a SITA aponta que o modelo de compartilhamento se mostra escalável. À medida que mais passageiros utilizam AirTags e mais companhias habilitam o recebimento de sinais, a tendência observada nas estatísticas iniciais tende a ampliar cobertura, beneficiando uma camada cada vez maior de viajantes.

Conclusão factual

O levantamento consolidado pela SITA demonstra que o simples ato de compartilhar temporariamente o sinal de um AirTag pelo aplicativo Buscar, funcionalidade disponível desde o iOS 18, tornou-se instrumento relevante para evitar perdas definitivas de bagagens e para encurtar o tempo de devolução de volumes atrasados. Com 29 companhias já integradas ao WorldTracer, a novidade apresenta impacto mensurável: queda de 90% nas malas não recuperadas e diminuição de 26% no período gasto para entregá-las de volta ao passageiro.

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