Os dois smartphones mais avançados da Xiaomi na atualidade, o 17 Pro Max e o 15 Ultra, chegaram ao mercado com a mesma promessa: oferecer ao usuário uma experiência fotográfica de alto nível, capaz de substituir câmeras dedicadas em diversas situações. Embora pertençam à mesma fabricante e compartilhem o selo de lentes produzidas pela Leica, cada modelo traz decisões de engenharia distintas que impactam o resultado final. A seguir, um exame pormenorizado de cada elemento do sistema de câmeras mostra onde cada aparelho se destaca.
Ficha técnica geral dos conjuntos fotográficos
Antes de destrinchar ponto a ponto, é útil verificar o panorama geral. O Xiaomi 17 Pro Max conta com três câmeras traseiras de 50 MP: principal, ultrawide e telefoto. Já o Xiaomi 15 Ultra adota configuração de quatro sensores, sendo o principal e dois auxiliares de 50 MP, além de uma periscópica de 200 MP. No módulo frontal, a diferença salta aos olhos: 50 MP para o 17 Pro Max versus 32 MP para o 15 Ultra.
Sensor principal: resolução idêntica, abordagem diferente
Ambos os dispositivos utilizam sensores de 50 MP na câmera principal, porém a filosofia por trás das peças não poderia ser mais diversa. O 17 Pro Max emprega o sensor Light Fusion 950L, com tamanho de 1/1.28 polegada. A prioridade aquí recai sobre um processamento computacional intenso que, segundo a ficha técnica, equilibra nitidez e cor sem exigir ajustes manuais do usuário.
No 15 Ultra, a estratégia é oposta. O modelo incorpora o sensor Sony LYT-900, aproximadamente de 1 polegada. O elemento físico maior capta mais luz e, por consequência, retém detalhes em ambientes complexos com menos necessidade de correções de software. Na prática, isso significa que a captura tende a preservar mais informações nos extremos de sombra e luz.
Resultado comparado: com base no tamanho superior do sensor do 15 Ultra, a vantagem recai sobre o aparelho mais antigo quando a cena apresenta baixa luminosidade ou contrastes acentuados. O 17 Pro Max, por sua vez, deve responder de forma mais rápida em situações cotidianas que dependem de pós-processamento.
Lentes adicionais: quantidade versus alcance
No módulo secundário, as diferenças refletem duas prioridades distintas. O 17 Pro Max mantém simetria: ultrawide de 50 MP com abertura f/2.6 e telefoto de 50 MP com abertura f/2.4, ambas estabilizadas. A telefoto oferece zoom óptico de 5 x, acompanhado de estabilização via sensor ISOCELL GN8.
O 15 Ultra aposta na versatilidade. Ele inclui ultrawide de 50 MP (14 mm) com foco macro a 5 cm, telefoto de 50 MP f/1.8 para retratos e uma periscópica de 200 MP, capaz de zoom óptico 4,3 x. Ainda que o alcance óptico direto fique ligeiramente atrás da proporção 5 x do concorrente, o salto de resolução no sensor periscópico amplia a margem para cortes sem perda expressiva.
Resultado comparado: levando em conta somente o fator alcance óptico declarado, o 17 Pro Max assume vantagem. Contudo, em termos de variedade de distâncias focais e resolução para recorte, o 15 Ultra sustenta um leque mais amplo de possibilidades.
Abertura das lentes: influência direta na entrada de luz
A abertura determina quanta luz chega ao sensor. No 17 Pro Max, a lente principal trabalha em f/1.7; as auxiliares operam em f/2.6 (ultrawide) e f/2.4 (telefoto). Tais valores oferecem desfoque natural satisfatório na câmera principal, mas exigem maior apoio de software nas lentes secundárias sob iluminação reduzida.
O 15 Ultra recorre a f/1.63 na principal e a f/1.8 na telefoto macro, além de f/2.6 na periscópica. A abertura mais ampla nos dois primeiros sensores favorece profundidade de campo suave e retenção de luz sem recorrer tanto a algoritmos de clareamento.
Resultado comparado: a balança pende para o 15 Ultra, cujas aberturas amplas em duas lentes críticas garantem desempenho mais consistente em ambientes com iluminação irregular.
Câmera frontal: avanço notável na nova geração
Para autorretratos, videochamadas ou gravações em vlogging, o 17 Pro Max oferece sensor de 50 MP com abertura f/2.2 e foco automático. A configuração possibilita maior detalhamento e ajustes de foco mais precisos quando o enquadramento muda entre rostos ou distâncias.
O 15 Ultra, por sua vez, apresenta uma câmera frontal de 32 MP com abertura f/2.0, sem suporte a autofoco. Isso permite boa entrada de luz, mas limita a nitidez quando há variação de distância ou movimento.

Imagem: Internet
Resultado comparado: o 17 Pro Max leva vantagem nítida pela combinação de resolução superior e autofoco, entregando retratos com mais definição e estabilidade.
Gravação de vídeo: resolução contra taxa de quadros
No campo de vídeo, o 17 Pro Max registra em 8K a 30 fps e 4K a 60 fps, com suporte a HDR10+ e estabilização óptica nas câmeras principal e telefoto. Esse conjunto atende quem busca editar ou recortar trechos sem perder qualidade, já que a resolução de 8K fornece margem extra.
O 15 Ultra grava em 4K até 120 fps, também com estabilização óptica e captura de áudio espacial. O nível elevado de quadros por segundo beneficia cenas em câmera lenta, privilegiando fluidez.
Resultado comparado: para quem prioriza resolução máxima, o 17 Pro Max desponta. Já para produção de vídeos fluidos em maior número de quadros, o 15 Ultra mantém apelo, embora limitado a 4K.
Recursos de software: automação ou controle manual
O 17 Pro Max aposta em HDR10+ no modo wide e no modo macro via ultrawide, acrescentando inteligência artificial para ajustar cor, contraste e nitidez sem intervenção do usuário. A intenção é simplificar o processo de captura.
No 15 Ultra, os destaques recaem sobre modo Pro, captura em RAW e opções macro com foco dedicado. A existência de estabilização óptica em mais lentes amplia a flexibilidade de tomada, enquanto o formato ProRAW permite ajustes avançados na pós-edição.
Resultado comparado: em termos de sofisticação de controle, o 15 Ultra oferece mais ferramentas para o fotógrafo que prefere configurar cada parâmetro. O 17 Pro Max, no entanto, atende quem deseja bons resultados sem ajustes manuais.
Quem entrega o conjunto fotográfico mais completo?
A análise detalhada evidencia que a superioridade depende do quesito considerado. O 15 Ultra prevalece em sensor principal, abertura ampla e variedade de lentes, características que favorecem cenários de baixa luminosidade e fotografia técnica. O 17 Pro Max assume a dianteira no zoom óptico de 5 x, na câmera frontal de 50 MP e na gravação de vídeo em 8K.
Em síntese factual, o 15 Ultra continua a ser a proposta da marca para usuários que priorizam componentes de captura profissional, enquanto o 17 Pro Max surge como opção equilibrada, com ênfase em conveniência, selfies de alta resolução e recursos de vídeo mais modernos.
Considerações finais de acordo com os dados
Os números deixam claro que a fabricante distribuiu características de forma estratégica entre os dois aparelhos. Quem valoriza um grande sensor principal e ferramentas de fotografia manual encontra no 15 Ultra especificações mais alinhadas a esse perfil. Já quem prefere facilidade na captura automática, selfies mais nítidas e flexibilidade em edição de vídeo encontrará no 17 Pro Max um pacote atraente. Em qualquer cenário, ambos os modelos permanecem entre as soluções móveis mais robustas da atualidade no segmento fotográfico, cada um atendendo a necessidades específicas a partir das decisões de hardware e software destacadas.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

