6 celulares com telas de alto brilho para usar o smartphone sob sol forte

As férias de verão costumam levar milhões de brasileiros a destinos litorâneos, onde o sol incide com intensidade sobre a areia, o asfalto e, inevitavelmente, sobre as telas dos dispositivos móveis. Nessa situação, ter um celular com brilho elevado não é luxo: trata-se de um requisito para enxergar mapas, fotografar ou simplesmente navegar na internet sem recorrer a sombra constante. A seguir, são apresentados seis modelos comercializados no país que superam a marca de 2.000 nits de pico, valor considerado suficiente para garantir leitura confortável mesmo quando o aparelho é exposto diretamente à luz solar.

Por que o nível de brilho é decisivo sob luz intensa

O brilho de um display é medido em nits, unidade que representa a quantidade de luz emitida por metro quadrado de superfície. Quanto maior esse número, maior a capacidade de o painel vencer a luminosidade ambiente. Em praias e outras áreas abertas, a radiação solar chega a ultrapassar 100.000 lux, cenário que exige telas robustas para preservar contraste, cor e legibilidade. Além disso, a combinação de alto brilho com baixa refletância do vidro frontal reduz o ofuscamento, fator tão determinante quanto a luminância bruta.

Em ambientes internos, a maioria dos smartphones opera em torno de 400 a 600 nits, faixas adequadas para escritórios e residências. No entanto, ao ar livre e sob sol forte, painéis de 1.000 nits ainda podem parecer apagados. Por isso, a indústria passou a adotar requisitos superiores a 2.000 nits em aparelhos intermediários e premium, aproximando a experiência visual de monitores voltados a conteúdo HDR profissional.

Critérios utilizados para a seleção

Para compor esta lista, foram considerados dispositivos vendidos oficialmente no Brasil entre o último trimestre de 2024 e o primeiro de 2026, todos equipados com telas OLED ou AMOLED e capazes de atingir pelo menos 2.000 nits de pico. O recorte é importante porque painéis orgânicos oferecem pretos profundos, alta saturação e tempos de resposta reduzidos, características que se somam ao brilho elevado para formar uma experiência de visualização completa.

Também pesaram na escolha atributos complementares presentes nos dados originais, como resolução acima de Full HD, proteção contra riscos e certificações de resistência. Embora esses fatores não influenciem diretamente na intensidade luminosa, eles ampliam o conforto de uso em ambientes externos, onde quedas acidentais e partículas de areia podem comprometer a integridade do aparelho.

Redmi Note 14 Pro 5G — brilho de até 3.000 nits

Lançado em janeiro de 2025, o Redmi Note 14 Pro 5G incorporou um salto expressivo de luminosidade em relação ao antecessor, passando de 1.800 para 3.000 nits de pico. O painel mede 6,67 polegadas, adota resolução de 2.712 × 1.220 pixels e alcança taxa de atualização de 120 Hz, combinação que reforça nitidez e fluidez ao rolar páginas ou executar jogos.

Segundo medições divulgadas pelo portal especializado PhoneArena, o display mantém leitura confortável sem obrigar o usuário a procurar sombra. O conjunto se completa com vidro Corning Gorilla Glass Victus 2, que acrescenta resistência contra riscos, e certificação IP68, sinalizando proteção contra poeira e água. A autonomia fica a cargo de uma bateria de 5.110 mAh com carregamento de 45 W, enquanto a câmera principal de 200 megapixels com estabilização óptica garante versatilidade mesmo para quem pretende registrar o pôr do sol à beira-mar.

realme 15T — pico de 4.000 nits para uso prolongado

Anunciado oficialmente em novembro de 2025, o realme 15T chamou atenção pelo índice de 4.000 nits, valor obtido quando o modo Brilho Extra entra em ação. Testes do site 91mobiles apontam que, na prática, a tela chega a parecer mais luminosa que alguns concorrentes que divulgam 4.500 nits, fato atribuído ao balanceamento de contraste e à calibragem de cores.

O painel tem 6,57 polegadas, resolução Full HD+ de 2.372 × 1.080 pixels e frequência de 120 Hz. Para alimentar esse nível de luminosidade, o aparelho utiliza bateria de 6.550 mAh, aliada ao processador MediaTek produzido em litografia de 6 nanômetros, consumo energético relativamente contido para o segmento. O modelo sai de fábrica com Android 15 e integra um cronograma que garante atualizações até a versão 18, prolongando a vida útil do dispositivo.

Motorola Edge 60 Pro — 4.500 nits e resistência militar

Apresentado em maio de 2025, o Motorola Edge 60 Pro assumiu a dianteira entre os intermediários superiores ao declarar pico de 4.500 nits. Avaliações do GSMArena confirmaram a performance luminosa, destacando a visibilidade sob sol direto como um dos principais diferenciais. O display AMOLED de 6,7 polegadas exibe 2.712 × 1.220 pixels e 120 Hz de taxa de atualização, entregando imagens suaves mesmo em jogos com gráficos complexos.

Além da tela, o aparelho exibe robustez acima da média com certificação militar MIL-STD-810H e proteções IP68 e IP69. Na prática, isso significa resistência a poeira, jatos de água em alta pressão e imersão temporária. O carregamento rápido de 90 W assegura até 12 horas de uso com poucos minutos na tomada, recurso bem-vindo em deslocamentos longos em que o usuário nem sempre dispõe de tempo ou de energia elétrica disponível.

Honor Magic 7 Lite — 4.000 nits e eficiência energética

O Honor Magic 7 Lite chegou ao mercado brasileiro em junho de 2025 como opção equilibrada na faixa de preço intermediária. O display atinge 4.000 nits de pico, garantindo leitura adequada mesmo sob ângulos inclinados, ponto ressaltado por medições do portal Notebookcheck. A tela mede 6,78 polegadas, trabalha em resolução 1,5K de 2.700 × 1.224 pixels e adota taxa adaptativa de até 120 Hz, que ajusta o refresco conforme o conteúdo exibido para economizar energia.

Esse esforço para preservar bateria reflete-se na autonomia, sustentada por acumulador de 6.600 mAh. O componente rendeu ao modelo avaliação de destaque no ranking de energia do DXOMARK, equiparando-se a aparelhos com células de capacidade semelhante. Para quem enfrenta a maresia litorânea, a certificação IP65 adiciona proteção contra poeira e respingos d’água em 360 graus.

JOVI V50 — confirmados 4.500 nits com parceria fotográfica

Estreante da fabricante JOVI no Brasil, o V50 foi apresentado em maio de 2025 e trouxe tela que llega a 4.500 nits, valor confirmado por testes independentes do GSMArena. Durante avaliação prática, a equipe técnica observou que o painel permanece legível sob sol a pino, vantagem que se torna evidente ao fotografar ou filmar em praias, onde o reflexo da água costuma dificultar a composição de imagem.

O aparelho integra três câmeras de 50 MP, desenvolvidas em colaboração com a empresa alemã ZEISS, e grava em 4K a 30 quadros por segundo em qualquer lente. O conjunto é alimentado por bateria de 6.000 mAh, compatível com carregamento de 90 W, apto a recuperar grande parte da carga em menos de meia hora. Esses atributos tornam o modelo atrativo para usuários que unem produção de conteúdo e uso intenso em ambientes externos.

Galaxy S25 Ultra — 2.600 nits e vidro antirreflexo

Anunciado em janeiro de 2025, o Galaxy S25 Ultra manteve 2.600 nits de pico, índice inferior aos rivais mais recentes, mas ainda suficiente para uso sob sol direto graças ao vidro cerâmico antirreflexo. De acordo com o DXOMARK, a combinação entre alto brilho e baixa refletância posiciona o dispositivo entre os melhores do mundo em legibilidade outdoor. O painel Dynamic AMOLED 2X mede 6,9 polegadas, exibe 3.120 × 1.440 pixels e alcança 120 Hz.

O smartphone dispõe de conjunto fotográfico versátil, liderado por sensor principal de 200 MP e complementado por lente ultrawide de 50 MP e duas teleobjetivas. A bateria de 5.000 mAh pode parecer modesta frente aos 6.000 mAh de concorrentes, mas a eficiência do processador Snapdragon 8 Elite, fabricado em 3 nm, garante autonomia competitiva. Para usuários que priorizam acabamento premium, suporte prolongado de software e produtividade — auxiliada pela caneta S Pen —, o modelo segue como referência na categoria.

Comparativo rápido entre os modelos selecionados

Brilho máximo: o JOVI V50 e o Motorola Edge 60 Pro alcançam os mesmos 4.500 nits, enquanto o realme 15T e o Honor Magic 7 Lite chegam a 4.000 nits. O Redmi Note 14 Pro 5G atinge 3.000 nits, e o Galaxy S25 Ultra fica em 2.600 nits, compensando com baixa refletância.

Tamanho de bateria: realme 15T (6.550 mAh) e Honor Magic 7 Lite (6.600 mAh) lideram a lista. Motorola Edge 60 Pro e JOVI V50 trazem 6.000 mAh, o Redmi Note 14 Pro 5G oferece 5.110 mAh, e o Galaxy S25 Ultra traz 5.000 mAh.

Proteção contra água e poeira: Edge 60 Pro apresenta certificações IP68 e IP69, enquanto Redmi Note 14 Pro 5G exibe IP68. Honor Magic 7 Lite conta com IP65, o Galaxy S25 Ultra mantém IP68, e os demais seguem sem classificação adicional nos dados analisados.

Faixa de preço em janeiro de 2026: Redmi Note 14 Pro 5G parte de R$ 1.799, realme 15T inicia em R$ 2.429, Edge 60 Pro começa em R$ 2.526, Honor Magic 7 Lite em R$ 3.008, JOVI V50 em R$ 3.719 e Galaxy S25 Ultra em R$ 5.993.

Como aproveitar o brilho elevado com segurança térmica

A exposição prolongada ao sol não afeta apenas a legibilidade da tela. O calor excessivo pode reduzir o desempenho do processador, acelerar o desgaste da bateria e até interromper o funcionamento do aparelho em casos extremos. Modelos com brilho alto tendem a utilizar picos de potência do painel, aumentando a temperatura interna. Para minimizar riscos, recomenda-se:

• Evitar deixar o dispositivo sobre superfícies metálicas expostas ao sol.
• Utilizar capinhas claras que reflitam parte da radiação.
• Reduzir temporariamente o brilho manualmente quando não for necessário mantê-lo no máximo.
• Manter o software atualizado, pois fabricantes costumam otimizar o gerenciamento térmico por meio de patches.

Panorama geral do mercado de telas ultrabright

A adoção de painéis que ultrapassam 2.000 nits demonstra a evolução do setor de smartphones em direção a experiências visuais mais consistentes fora de ambientes controlados. O fenômeno ocorre em paralelo ao avanço de tecnologias como vidro antirreflexo e adaptadores de taxa de atualização, que ajustam o consumo energético para equilibrar brilho e autonomia. Com fabricantes intermediários já oferecendo valores acima de 4.000 nits, a expectativa é que a faixa de luminosidade elevada deixe de ser exclusiva de aparelhos premium e se torne padrão em modelos de entrada nos próximos ciclos de lançamento.

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