Celulares até R$ 2.000 em 2026: oito modelos que combinam tela de qualidade, câmeras avançadas e longa bateria

No mercado brasileiro de 2026, a faixa de até R$ 2.000 reúne smartphones de entrada reforçados e intermediários competitivos que priorizam custo-benefício. Entre fabricantes consolidadas, aparecem opções de Samsung, Motorola, Xiaomi, realme e Poco, todas voltadas a oferecer boa tela, bateria duradoura, câmeras competentes e atualizações de software que prolonguem a vida útil do aparelho.

Metodologia de seleção

Foram considerados somente aparelhos lançados em 2025, todos pertencentes a marcas com reputação consolidada e avaliações positivas de sites especializados. O limite máximo de preço foi fixado em R$ 2.000, valor que reflete o investimento médio do consumidor brasileiro nessa categoria em 2026. O objetivo foi contemplar tanto dispositivos 4G quanto 5G, desde que entregassem especificações equilibradas dentro do orçamento.

O que esperar de um smartphone até R$ 2.000

Mesmo sem atingir o desempenho de modelos topo de linha, aparelhos desse segmento já trazem recursos que eram premium poucos anos atrás. Em telas, o padrão mínimo passou a ser a resolução Full HD+ com, no mínimo, 90 Hz de taxa de atualização. No quesito bateria, capacidades em torno de 5.000 mAh são regra, garantindo autonomia para mais de um dia de uso moderado.

Processadores fabricados em processos de 6 nm ou 5 nm oferecem eficiência energética e desempenho satisfatório para navegação, streaming e jogos casuais. Sensores biométricos ágeis, NFC para pagamentos por aproximação e políticas de atualização de software que se estendam por ao menos três anos agregam valor ao investimento.

Em câmeras, a tendência é um sensor principal robusto — frequentemente com estabilização óptica — acompanhado de lentes secundárias mais simples. Por isso, quem exige versatilidade fotográfica deve analisar a ficha técnica com atenção.

Moto G56 – a partir de R$ 1.296

Lançado em maio de 2025, o Moto G56 introduziu na série G o recurso Circule para Pesquisar do Google, que identifica elementos na tela e fornece resultados visuais instantâneos. O aparelho destaca-se pela robustez: além das certificações IP68 e IP69, que asseguram resistência à água e poeira, ostenta padrão militar MIL-STD-810H, obtido após testes de choque térmico, vibração e exposição a ambientes extremos.

A bateria de 5.200 mAh demonstrou forte autonomia em testes especializados, superando um dia de uso intenso, e o carregador de 33 W incluso reduz o tempo de tomada. Na tela, o painel IPS LCD de 6,72 polegadas entrega resolução Full HD+ e taxa de 120 Hz, atingindo brilho máximo de 1.000 nits. O software parte do Android 15, com promessa de atualizações até o Android 17, mas o período oficial de suporte é mais curto em comparação a concorrentes.

Galaxy A17 4G – a partir de R$ 1.349

Apresentado em setembro de 2025, o Galaxy A17 possui versões com e sem 5G; ambas compartilham tela Super AMOLED de 6,7 polegadas, resolução Full HD+ e taxa de 90 Hz. O painel fabricado pela própria Samsung garante cores vivas e bons ângulos de visão, diferencial para quem consome conteúdo multimídia.

O conjunto fotográfico traz sensor principal de 50 MP com estabilização óptica, lente ultrawide de 5 MP, macro de 2 MP e câmera frontal de 13 MP. Análises independentes destacaram a qualidade da câmera principal e das selfies. No interior, a versão 4G utiliza o MediaTek Helio G99 (6 nm), enquanto o modelo 5G adota o Exynos 1330 (5 nm). Ambos recebem bateria de 5.000 mAh com recarga de 25 W. O compromisso da fabricante com seis atualizações de sistema e seis anos de patches de segurança é um dos mais longos da categoria.

Galaxy A26 – a partir de R$ 1.576

Chegando às lojas em março de 2025, o Galaxy A26 mescla características de intermediário e entrada. A certificação IP67 garante resistência à imersão de até um metro de água por 30 minutos, e a proteção Gorilla Glass Victus+ cobre frente e traseira, aumentando a durabilidade mesmo com moldura plástica.

Na fotografia, a câmera principal de 50 MP com abertura f/1.8 e OIS vem acompanhada de ultrawide de 8 MP e macro de 2 MP. Relatos de testes atribuíram destaque à câmera frontal de 13 MP, que manteve bons níveis de detalhe mesmo em iluminação desafiadora. O modelo também recebe seis anos de suporte de software, mantém bateria de 5.000 mAh e suporta recarga de 25 W, embora o carregador fornecido seja de 15 W.

Poco X7 – a partir de R$ 1.670

Lançado em janeiro de 2025, o Poco X7 concentra esforços em desempenho. O processador Dimensity 7300-Ultra, fabricado em 4 nm, atingiu 836.074 pontos na plataforma de benchmarks AnTuTu, resultado expressivo para a faixa de preço. As opções de memória incluem 8 GB ou 12 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento interno.

O display AMOLED de 6,67 polegadas traz resolução 1,5K, taxa de 120 Hz e compatibilidade com Dolby Vision. No módulo fotográfico, o sensor principal de 50 MP com OIS é auxiliado por ultrawide de 12 MP e macro de 2 MP, composição que se mostrou eficiente em cenários diurnos e noturnos. A carcaça possui certificação IP68 e a bateria de 5.110 mAh aceita carregamento de 45 W, com adaptador incluso. O ponto menos favorável é o software baseado em Android 14 com atualização inicial datada de 2023.

Motorola Edge 60 Fusion – a partir de R$ 1.799

Anunciado em abril de 2025, o Edge 60 Fusion aposta em câmeras de alto nível com sistema enxuto. O sensor principal de 50 MP, abertura f/1.68 e estabilização óptica conta com tecnologia Sony LYTIA 700C, enquanto a ultrawide de 13 MP agrega função macro. Testes práticos registraram fotos com boa nitidez e equilíbrio de cores, inclusive em ambientes de baixa luz.

A autonomia fica por conta de bateria de 5.200 mAh, que chegou a mais de 19 horas de reprodução de vídeo contínuo. O chassi, de 178 gramas, reúne certificações IP68, IP69 e MIL-STD-810H, assegurando proteção contra poeira, água e choques mecânicos. O suporte de software cobre três anos de sistema operacional e atualizações de segurança, prazo mais curto que o oferecido por rivais da mesma faixa.

Moto G86 – a partir de R$ 1.799

Disponível desde junho de 2025, o Moto G86 diferencia-se pela tela pOLED de 6,7 polegadas com resolução Super HD (2.712 × 1.220 pixels) e brilho que alcança 4.500 nits, valor raramente visto em intermediários. Avaliações destacaram a visibilidade sob sol forte e a fluidez da taxa de 120 Hz.

O corpo adota acabamento em couro vegano e conta com as certificações IP68, IP69 e MIL-STD-810H, tornando-o resistente a poeira, água e quedas moderadas. O sensor principal Sony LYTIA 600 de 50 MP, acompanhado de ultrawide de 8 MP com função macro, garante versatilidade fotográfica. A bateria de 5.200 mAh registrou 17 horas e 18 minutos de navegação via Wi-Fi em medições independentes, mas o ciclo completo de recarga leva pouco mais de duas horas.

Redmi Note 14 Pro – a partir de R$ 1.830

Apresentado ao mercado em janeiro de 2025, o Redmi Note 14 Pro posiciona-se como intermediário premium, graças ao sensor principal de 200 MP com abertura f/1.65 e OIS. Os testes evidenciaram fotos detalhadas em ambientes bem iluminados e desempenho noturno acima da média da categoria. A ultrawide de 8 MP e a macro de 2 MP completam o conjunto.

A exibição de conteúdo é feita em tela AMOLED de 6,67 polegadas, resolução 1,5K, taxa de 120 Hz e brilho máximo de 3.000 nits, classificação considerada excelente por análises técnicas. Com bateria de 5.110 mAh, o aparelho sustentou 11 horas e 47 minutos de uso ativo. O software chega com Android 14 e três anos de futuras atualizações. O modelo não oferece slot para cartão de memória.

Realme 15T – a partir de R$ 1.889

Anunciado globalmente em setembro e lançado no Brasil em novembro de 2025, o Realme 15T foca em autonomia e resistência. Sua bateria de 6.550 mAh alcançou 24 horas e 41 minutos em uso intenso, podendo chegar a dois dias com atividades moderadas. O display AMOLED de 6,57 polegadas apresenta resolução Full HD+, taxa de 120 Hz e brilho máximo de 4.000 nits.

O dispositivo reúne certificações IP66, IP68 e IP69, oferecendo proteção contra jatos de água de alta pressão e submersão de até 2,5 metros por meia hora. O conjunto fotográfico é mais simples: sensor principal de 50 MP sem estabilização óptica, auxiliar de 2 MP e câmera frontal de 50 MP. O sistema parte do Android 15 com promessa de três anos de upgrades de versão e quatro anos de pacotes de segurança.

Comparativo rápido de características-chave

Entre os oito modelos, todos trazem bateria igual ou superior a 5.000 mAh, mas apenas o Realme 15T ultrapassa 6.000 mAh. Em tela, Galaxy A17, Galaxy A26, Poco X7, Redmi Note 14 Pro e Realme 15T utilizam tecnologia AMOLED ou Super AMOLED, enquanto Moto G56 recorre ao IPS LCD e Moto G86 adota pOLED com brilho recorde. Na proteção contra água e poeira, Moto G56, Moto G86 e Edge 60 Fusion reúnem IP68 e IP69, superando a IP67 do Galaxy A26. No compromisso de software, Samsung destaca-se com seis anos de atualizações para A17 e A26.

Em 2026, consumidores com orçamento de até R$ 2.000 encontram dispositivos capazes de navegar com fluidez, registrar fotos nítidas e suportar um dia inteiro de uso sem recarga. A decisão final depende da prioridade individual: robustez militar, tela de alto brilho, câmera de 200 MP ou bateria superior a 6.000 mAh. Todos os modelos listados, contudo, oferecem configurações equilibradas dentro de uma faixa de preço cada vez mais competitiva no Brasil.

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