Celular roubado: 10 erros que saem mais caros que o aparelho

Celular roubado é sinônimo de dor de cabeça financeira e emocional, mas os prejuízos podem ultrapassar, e muito, o valor do dispositivo quando o usuário comete falhas simples de segurança.

Especialistas alertam que contas bancárias, redes sociais e dados sensíveis ficam à mercê dos criminosos em poucos minutos se não houver prevenção e reação imediata. Da autenticação em dois fatores ao bloqueio do IMEI, cada etapa faz diferença no bolso e na proteção da identidade digital.

Celular roubado: 10 erros que saem mais caros que o aparelho

A seguir, veja os equívocos mais comuns antes e depois do roubo, de acordo com o consultor de tecnologia e inovação Arthur Igreja, e entenda por que evitá-los pode livrar o usuário de prejuízos maiores.

Antes do crime: medidas preventivas negligenciadas

1. Ignorar a autenticação em dois fatores (2FA)
Sem 2FA, basta uma senha vazada para que golpistas acessem bancos, e-mails e redes sociais. Ativar o recurso adiciona uma camada de verificação via SMS, aplicativo autenticador ou token físico.

2. Não usar gerenciadores de senha
Memorizar combinações fracas ou repetir senhas em vários serviços facilita invasões. Ferramentas como Kaspersky Password Manager geram códigos longos e únicos, guardados em cofre criptografado.

3. Deixar alertas de login desativados
Apps de banco e redes sociais enviam notificações sempre que alguém entra em um dispositivo desconhecido. Sem o alerta, o usuário só descobre o ataque quando já sofreu danos.

4. Esquecer de fazer backups regulares
Fotos, documentos e conversas podem desaparecer para sempre se não houver cópia na nuvem ou em mídia externa. O backup protege arquivos de valor pessoal e profissional.

5. Não instalar o aplicativo Celular Seguro
Lançado pelo Governo Federal, o app permite bloquear linhas telefônicas e serviços bancários logo após o roubo, centralizando a comunicação com operadoras e instituições financeiras.

Depois do assalto: velocidade é fundamental

6. Deixar de bloquear o IMEI junto à operadora
O número identifica cada aparelho de forma única. Ao registrar o bloqueio, o celular é listado em banco de dados nacional, inibindo a revenda e alertando possíveis compradores.

7. Não rastrear o dispositivo nem revogar acessos
Ferramentas nativas de Android e iOS permitem localizar, apagar dados e sair de todas as sessões abertas. Quanto mais rápido o usuário agir, menor a chance de fraudes.

8. Manter senhas antigas
Trocar combinações de e-mail, bancos e redes sociais imediatamente reduz o risco de transferências não autorizadas ou golpes em contatos.

9. Esquecer de acionar o seguro do celular
Planos que cobrem roubo reembolsam ou substituem o aparelho. Informar o sinistro nas primeiras horas agiliza o processo e cria registro formal do caso.

10. Não registrar Boletim de Ocorrência (B.O.)
O documento protege a vítima de implicações legais se o aparelho for usado em crimes e ajuda a polícia a mapear áreas de maior incidência. Hoje, o B.O. pode ser feito on-line em muitos estados.

Por que esses cuidados valem a pena?

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram quase 420 mil roubos de celulares em 2024, mesmo com queda de 18% ante 2023. O volume destaca a importância de combinar prevenção e resposta rápida para preservar finanças, privacidade e identidade digital.

Seguir as recomendações acima reduz drasticamente o tempo de exposição a golpistas, permitindo que o usuário recupere o controle de contas e minimize perdas materiais.

Para mais orientações práticas sobre proteção de dados móveis, confira outras dicas na seção de Tecnologia do Celular na Mão.

Reforçar rotinas de segurança antes do imprevisto e agir sem demora após um roubo é a melhor estratégia para impedir que um celular roubado gere despesas muito maiores que o preço do aparelho.

Com informações de TechTudo

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