Rio de Janeiro – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que a Série A do Campeonato Brasileiro de 2026 contará com o sistema de Impedimento Semiautomático (SAOT) operando por meio de uma rede de unidades do iPhone 17 Pro distribuídas ao redor do campo. A medida, já testada em partidas internacionais, estreia em estádios nacionais como o Maracanã e substitui câmeras industriais de grande porte por smartphones de alto desempenho, com o objetivo de reduzir interrupções de até cinco minutos para poucos segundos.
O que desencadeou a adoção do SAOT no Brasil
Até aqui, a checagem de impedimento no Campeonato Brasileiro dependia de operadores de vídeo que pausavam a transmissão, ampliavam a imagem e traçavam linhas manuais sobre a tela. Esse processo, suscetível a erros de paralaxe, exigia vários ângulos e análise frame a frame, estendendo o tempo de revisão e prejudicando o ritmo da partida. Para 2026, a CBF decidiu substituir o método tradicional pelo SAOT, modelo já reconhecido pela Federação Internacional de Futebol, que automatiza o rastreamento da posição dos jogadores e minimiza a intervenção humana na etapa matemática da decisão.
Como funciona o Impedimento Semiautomático
O SAOT opera de maneira contínua: dezenas de câmeras — neste caso, iPhones 17 Pro — capturam a movimentação de todos os atletas em elevada taxa de quadros. Softwares instalados nos aparelhos interpretam, em tempo real, a localização exata de cada parte do corpo que possa caracterizar impedimento. Quando o algoritmo identifica que um atacante está à frente do penúltimo defensor no instante do passe, a cabine de vídeo recebe um alerta. A ação humana permanece necessária: cabe ao árbitro de vídeo confirmar se o jogador interferiu na jogada ou se houve algum desvio no ponto de contato calculado pela máquina, mantendo a decisão final sob responsabilidade da equipe de arbitragem.
Estrutura de hardware baseada em iPhone 17 Pro
A implementação brasileira prevê a fixação de 28 a 30 iPhones 17 Pro em suportes distribuídos pelo perímetro do gramado. Em vez de transmitir sinal bruto para um servidor distante, cada unidade processa dados localmente graças ao chip A19 Pro e ao Neural Engine integrado. Esse conceito, conhecido como Edge Computing, permite que apenas os resultados refinados — e não todo o vídeo — sejam enviados à central do VAR. A redução de largura de banda diminui latência, acelera a validação do lance e torna o sistema viável em estádios que não dispõem de infraestrutura de datacenter robusto.
Rastreamento volumétrico em malha 3D
Desenvolvido pela Genius Sports e batizado de “Dragon”, o software emprega Mesh Tracking, tecnologia que identifica entre 7 000 e 10 000 pontos na superfície do corpo de cada atleta. Em sistemas anteriores, o mapeamento se restringia a 29 pontos-chave — ombro, joelho, cabeça, entre outros. A nova abordagem volumétrica gera um gêmeo digital completo, capaz de reconhecer a curvatura do uniforme e a ponta da chuteira, eliminando dúvidas sobre qual parte do corpo gerou a infração. Ao mesmo tempo, a detecção automática do kick point (momento exato do passe) utiliza inteligência artificial para registrar a deformação da bola e a vibração da perna do lançador, dispensando a análise manual de frame de saída.
Comparação com o VAR tradicional
No formato convencional, a transmissão televisiva opera em 50 ou 60 quadros por segundo. A cada intervalo, um jogador pode se deslocar até 16 centímetros sem registro, margem suficiente para gerar polêmica em lances milimétricos. Com sensores configurados para 100 ou até 200 quadros por segundo, o iPhone 17 Pro diminui esse “vão cego” e proporciona leituras de posição mais frequentes. Como resultado, o tempo médio de checagem de um impedimento, estimado em até cinco minutos nos casos mais complexos, deve cair para poucos segundos, segundo projeções da entidade.
Motivos da escolha do smartphone em vez de câmeras industriais
Duas razões principais sustentam a preferência pelo iPhone 17 Pro. A primeira é o poder de processamento embarcado, que retira a necessidade de servidores externos caros. Câmeras industriais entregam excelente qualidade de imagem, mas dependem de computadores dedicados para interpretar os frames. A segunda razão é financeira: graças à escala de produção de consumo, adquirir dezenas de smartphones representa custo inferior ao de equipamentos profissionais de visão computacional com especificações equivalentes. Além disso, o ecossistema de software da plataforma iOS facilita atualizações de firmware e a substituição rápida em caso de falha. Para suportar o clima quente dos estádios brasileiros, cada unidade é instalada em um case com ventilação ativa, mantendo o chip dentro da faixa térmica ideal durante toda a partida.
Processo de instalação nos estádios
Os suportes dos smartphones são distribuídos de modo a cobrir todo o ângulo do gramado, criando zonas de sobreposição de imagem. A rede local de alta velocidade conecta os iPhones a um servidor de consolidação instalado na própria arena. Esse servidor recebe as malhas 3D geradas localmente e compõe uma visão unificada do lance antes de enviar o alerta à cabine do VAR. Por trabalhar em circuito fechado, o esquema reduz vulnerabilidades de transmissão e assegura que oscilações de internet não comprometam a análise.
Impacto no espetáculo para o torcedor
A alteração mais visível para quem acompanha o jogo, seja no estádio ou pela televisão, é a diminuição das pausas. A expectativa oficial aponta economia de 30 a 40 segundos por checagem de impedimento. Além da agilidade, a transmissão deixará de exibir as linhas bidimensionais sobre a imagem real e passará a apresentar animações 3D que giram o lance em qualquer ângulo. A clareza visual promete reduzir questionamentos sobre “linha torta” ou “erro de câmera”, transferindo a discussão para aspectos de interpretação que permanecem humanos, como interferência na jogada.

Imagem: Internet
Benefícios colaterais: estatísticas e interatividade
A densidade de dados criada pela leitura volumétrica abre caminho para recursos adicionais. Embora o foco da CBF seja a arbitragem, a mesma base pode alimentar gráficos de velocidade, mapa de calor e trajetórias da bola. Esses elementos incrementam a experiência do público e podem ser integrados a plataformas de apostas em tempo real, que dependem de informações precisas e instantâneas para calcular probabilidades. A entidade, no entanto, ressalta que qualquer uso comercial depende de regulamentação futura e não altera o propósito principal do projeto, voltado à redução de erros de arbitragem.
Permanência do julgamento humano
O caráter “semiautomático” permanece essencial. Mesmo com evidências matemáticas geradas pela câmera, a regra do impedimento ainda envolve avaliação sobre participação no lance, linha de visão do goleiro e desvios de trajetória. Assim, a decisão final continua nas mãos dos árbitros de vídeo e de campo, garantindo que a tecnologia funcione como suporte e não como substituta da autoridade esportiva.
Escalabilidade para toda a Série A
Equipar 20 estádios com cerca de 30 dispositivos cada exige aproximadamente 600 iPhones 17 Pro. A padronização facilita logística de manutenção: em caso de falha, basta trocar a unidade danificada por outra configurada de fábrica. A atualização de software ocorre simultaneamente para todos os aparelhos, reduzindo discrepância de desempenho entre arenas. A CBF considera que a uniformidade do hardware acelera futuros aprimoramentos, como ajustes de taxa de quadros ou calibração automática, sem alterar a infraestrutura física.
Redução de erros de paralaxe
A eliminação de câmeras fixas em posições elevadas reduz situações em que o eixo da lente distorce a percepção de profundidade. Ao empregar múltiplos pontos de captura ao nível do gramado, o sistema calcula a distância real em três dimensões, corrigindo diferenças de perspectiva que, em transmissões convencionais, geravam dúvidas sobre o alinhamento entre atacantes e defensores.
Expectativas para a temporada de 2026
Com a implementação marcada para o pontapé inicial do campeonato, a CBF pretende iniciar a pré-temporada com testes fechados, permitindo que equipes de arbitragem se familiarizem com o fluxo de trabalho. O resultado esperado é uma competição com menos paralisações longas, decisões mais consistentes e maior confiança do público nas marcações de impedimento. A estreia oficial do recurso no Maracanã servirá como vitrine para avaliar a reação de torcedores e atletas ao novo modelo de revisão.
Ao centralizar processamento local, elevar a taxa de quadros e oferecer representação volumétrica dos jogadores, o projeto brasileiro busca alinhar o futebol nacional ao que há de mais recente na arbitragem mundial, mitigando atrasos e controvérsias históricas relacionadas ao impedimento sem depender de infraestrutura externa complexa.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

