Carteira de Identidade Nacional no app Gov.br: requisitos, passo a passo e orientações completas

Introdução: documento oficial a um toque de distância

O acesso à Carteira de Identidade Nacional (CIN), emitida com o Número de Identificação Nacional (NIN), ganhou uma versão digital dentro do aplicativo Gov.br. Para milhões de brasileiros que já possuem o novo modelo de RG, o procedimento elimina a necessidade de portar o plástico físico em diversas situações do dia a dia. Entender os requisitos, o procedimento de visualização e as limitações de uso é fundamental para aproveitar a funcionalidade de forma segura e plenamente válida.

O que é a Carteira de Identidade Nacional

A CIN, popularmente chamada de “novo RG”, padroniza nacionalmente a identificação civil. O documento unifica informações em um único número, o NIN, facilitando a conferência de dados em todo o território. A emissão começou em 26 de julho de 2022 no Rio Grande do Sul, expandiu-se progressivamente e, a partir de 6 de novembro de 2023, passou a ser obrigatória em todos os estados, conforme determina o Decreto nº 11.769/2023. Mais de 20 milhões de unidades já foram emitidas e a meta oficial é alcançar 130 milhões até 2026. O RG antigo continua válido até 2032, mas não aparece na área digital do aplicativo.

Pré-requisitos indispensáveis

Três condições precisam ser atendidas antes da consulta ao documento no celular:

1. Possuir a CIN impressa
Somente quem concluiu a emissão do novo modelo consegue encontrar o registro no aplicativo. O formato estadual antigo não é integrado ao sistema.

2. Instalar o app Gov.br
O software oficial do governo federal está disponível gratuitamente para Android e iOS. Ele concentra serviços públicos digitais, incluindo identidades, carteiras profissionais e títulos eleitorais.

3. Contar com uma conta Gov.br em nível Prata ou Ouro
Os níveis refletem a robustez da verificação cadastral. Bronze, o estágio inicial, não libera documentos sensíveis. Para alcançar Prata ou Ouro é preciso validar informações em agência dos Correios, em postos de atendimento autorizados ou por internet banking, conforme opções oferecidas na própria plataforma.

Como elevar o nível da conta Gov.br

Usuários que ainda estão no nível Bronze podem seguir dois caminhos principais descritos no aplicativo para subir de categoria:

Validação presencial
A ida a uma agência dos Correios habilitada permite a conferência de dados pessoais e biometria. Concluída a etapa, o status costuma ser atualizado imediatamente para Prata.

Validação por internet banking
Instituições financeiras conveniadas oferecem integração que cruza dados bancários com informações governamentais, garantindo segurança adicional e elevando a conta ao nível Prata de forma remota.

O nível Ouro normalmente requer biometria facial comparada a bases oficiais, processo também apresentado pelo aplicativo. Qualquer um dos dois níveis – Prata ou Ouro – já libera a Carteira de Identidade Nacional digital.

Passo a passo para visualizar a Carteira de Identidade Nacional

Com os pré-requisitos atendidos, o processo completo leva cerca de cinco minutos:

1. Abrir o aplicativo
Toque no ícone do Gov.br no smartphone, insira CPF e senha e conclua o login. Quem ativou biometria pode usar impressão digital ou reconhecimento facial.

2. Localizar a área “Carteira de documentos”
Após a autenticação, a tela inicial exibe diversos atalhos. Navegue até “Carteira de documentos” e selecione a opção.

3. Selecionar “Carteira de Identidade (RN)”
A lista apresenta serviços como Carteira de Trabalho Digital, Título de Eleitor e outros. Procure “Carteira de Identidade (RN)” – as iniciais indicam Registro Nacional – e toque para prosseguir.

4. Visualizar o documento
O sistema exibe a frente da identidade com foto, nome completo, data de nascimento, filiação, naturalidade e o NIN. Algumas versões trazem também um código QR para checagem de autenticidade.

Erros mais comuns e como resolver

Nem sempre a identidade aparece de imediato. Três causas concentram a maioria dos relatos:

Nível Bronze
A limitação impede o acesso. A solução é elevar a conta a Prata ou Ouro, conforme processos citados anteriormente.

Documento estadual antigo
A indisponibilidade ocorre quando o cidadão ainda não solicitou a CIN. Nessa situação, é necessário agendar a emissão do novo modelo em órgão de identificação estadual.

Sincronização de dados
Em casos pontuais, o registro demora a ser atualizado nos servidores. Recomenda-se sair do app, aguardar alguns minutos e efetuar novo login. Persistindo a falha, a orientação é repetir a tentativa em intervalos ou procurar o órgão emissor para confirmar a situação do documento.

Benefícios da versão digital

Praticidade
Esquecer a carteira física deixa de ser problema quando o cidadão mantém o smartphone por perto. A identidade pode ser exibida em fiscalizações, cadastros ou atendimentos que aceitem o formato eletrônico.

Segurança
O aplicativo exige autenticação de acesso e, opcionalmente, biometria do aparelho. Caso o dispositivo seja perdido ou roubado, a identidade permanece protegida por múltiplas barreiras de senha.

Validade jurídica
A Lei nº 14.063/2020 reconhece a equivalência da assinatura eletrônica e dos documentos digitais para a maioria dos serviços públicos. Portanto, a CIN eletrônica tem valor legal comparável ao cartão de plástico em grande parte dos cenários.

Impacto ambiental
Reduzir a necessidade de reimpressões e duplicatas físicas diminui o consumo de plástico e papel, alinhando a iniciativa a práticas sustentáveis.

Limitações de uso e recomendações

Ainda que legalmente válida, a aceitação da identidade digital não é universal. Para viagens ao exterior dentro do Mercosul – funcionalidade também prevista para o novo formato físico –, companhias aéreas ou órgãos de fronteira podem exigir o documento material. Estabelecimentos privados, a depender de políticas internas, podem optar pelo cartão tradicional. Por isso, é prudente manter o documento original acessível, sobretudo em deslocamentos ou procedimentos que especifiquem a forma de apresentação.

Crescimento projetado e cronograma oficial

O cronograma de adoção estipula metas ambiciosas. Desde o início da emissão, mais de 20 milhões de identidades foram produzidas. O Governo Federal pretende chegar a 130 milhões até 2026, abrangendo praticamente toda a população adulta. Paralelamente, o RG estadual antigo continua sendo aceito até 2032, prazo que funciona como transição. A coexistência temporária evita prejuízos a quem ainda não fez a substituição, mas a tendência é que a CIN e sua versão digital se consolidem como padrão único de identificação civil.

Conclusão: integração entre documento físico e digital

A possibilidade de carregar a Carteira de Identidade Nacional no aplicativo Gov.br representa um avanço na oferta de serviços públicos digitais. A funcionalidade depende da emissão prévia do novo RG, da instalação do aplicativo e de uma conta com nível de segurança adequado. Seguindo o tutorial apresentado, o cidadão acessa o documento em poucos passos, ganha conveniência e reduz exposição a riscos de extravio do cartão físico. O uso consciente inclui verificar, antes de cada situação, se o formato eletrônico será aceito, preservando uma via impressa quando necessário.

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