Apple TV+ iguala Netflix em número de séries no top 10 das produções mais pirateadas de 2025

O serviço de streaming Apple TV+ conquistou três posições no ranking anual das séries mais pirateadas, referente ao ano de 2025, elaborado pelo site especializado TorrentFreak. A presença simultânea de “Ruptura”, “Silo” e “Pluribus” colocou a plataforma da Apple em pé de igualdade com a Netflix quanto ao número de produções listadas, ainda que o serviço concorrente tenha ocupado as duas primeiras colocações gerais. Os dados foram obtidos a partir do volume de tráfego verificado no cliente BitTorrent, tradicional ferramenta de compartilhamento de arquivos e responsável por uma parte relevante – embora limitada – do fluxo de conteúdo pirateado em todo o mundo.

Metodologia utilizada pelo levantamento

O TorrentFreak compila, tradicionalmente, uma lista anual das séries de televisão mais compartilhadas de forma ilegal. Para o relatório de 2025, o site analisou especificamente o tráfego registrado no software BitTorrent. A opção por essa fonte de dados limita a abrangência do universo considerado – já que nem toda prática de pirataria ocorre via torrents –, mas fornece um panorama mensurável e historicamente consistente sobre o interesse dos usuários em conteúdos protegidos por direitos autorais. A lista resultante reflete, portanto, apenas uma fração do total de compartilhamentos, mas indica tendências de demanda e de popularidade entre produções seriadas.

Posicionamento das séries do Apple TV+ no ranking

Entre as dez séries elencadas, a Apple emplacou três títulos. A série “Ruptura” apareceu em quarto lugar, sendo o conteúdo do Apple TV+ mais buscado pelos usuários de BitTorrent em 2025. Em seguida, “Silo” ocupou a sétima posição; no levantamento do ano anterior, esse havia sido o único representante da plataforma. Fechando o grupo, o recém-lançado “Pluribus” figurou em oitavo lugar, consolidando-se como o terceiro título da Apple no top 10.

Comparação com outros serviços de streaming

Embora o Apple TV+ tenha igualado a Netflix em quantidade de produções presentes na lista, a concorrente manteve o domínio absoluto das primeiras colocações. Segundo o TorrentFreak, “Stranger Things” e “Round Six (Squid Game)” ficaram, respectivamente, em primeiro e segundo lugares no ranking anual. Além das duas plataformas que lideraram em números de ocorrências, HBO Max, Disney+, Amazon Prime Video e FX/Hulu marcaram presença com uma série cada, demonstrando a fragmentação da oferta de conteúdos e a multiplicidade de interesses do público.

O top 10 completo divulgado pelo TorrentFreak ficou assim distribuído: primeiro, “Stranger Things” (Netflix); segundo, “Round Six” (Netflix); terceiro, “The Last of Us” (HBO Max); quarto, “Ruptura” (Apple TV+); quinto, “Andor” (Disney+); sexto, “Reacher” (Amazon Prime Video); sétimo, “Silo” (Apple TV+); oitavo, “Pluribus” (Apple TV+); nono, “Wednesday” (Netflix); e décimo, “Alien: Earth” (FX/Hulu).

Histórico recente da Apple no levantamento

Em 2024, apenas “Silo” figurara entre as produções mais pirateadas, representando isoladamente o catálogo do Apple TV+. O resultado obtido em 2025, com a inclusão de “Ruptura” e “Pluribus”, indica um salto quantitativo na presença da plataforma dentro do universo analisado pelo TorrentFreak. Ainda que o ranking não forneça métricas absolutas de audiência ou de assinaturas, ele sinaliza um aumento do interesse dos usuários por títulos originais da empresa.

Situação individual das produções do Apple TV+

A Apple confirmou a renovação de “Ruptura”, “Silo” e “Pluribus” para novas temporadas. No caso de “Pluribus”, o último episódio da temporada inicial foi disponibilizado recentemente e, segundo a empresa, a série já alcançou o status de produção mais assistida da história do serviço. As renovações asseguram a continuidade dos títulos e sugerem que o desempenho – legal ou não – reforçou o planejamento de longo prazo da companhia para suas propriedades intelectuais.

Disponibilidade global do Apple TV+

O Apple TV+ pode ser acessado em mais de 100 países e regiões por meio do aplicativo Apple TV, presente em iPhones, iPads, Apple TVs e Macs. Fora do ecossistema da marca, o serviço também se encontra em dispositivos Android, smart TVs, set-top boxes Roku, Amazon Fire TV, Chromecast com Google TV, além dos consoles PlayStation e Xbox. Para quem prefere acesso via navegador, há a alternativa de login direto na versão online da plataforma.

No Brasil, a assinatura mensal custa R$ 29,90. O serviço oferece 7 dias de teste gratuito para novos usuários. De forma promocional, clientes que adquirirem e ativarem um novo iPhone, iPad, Apple TV ou Mac recebem 3 meses de acesso sem custo. O Apple TV+ também integra o Apple One, pacote que reúne diversos serviços digitais da empresa em um único plano.

A multiplicidade de dispositivos e o combate à pirataria

Ao disponibilizar sua plataforma em uma lista extensa de aparelhos, a Apple busca facilitar o acesso legítimo ao conteúdo. Tornar as séries originais facilmente encontráveis e reproduzíveis em televisores, computadores, celulares e consoles pode funcionar como incentivo ao consumo legal. Ainda assim, o volume de compartilhamentos detectado pelo TorrentFreak revela que a prática da pirataria permanece significativa, mesmo diante da crescente oferta de meios oficiais.

A relevância do BitTorrent como indicador de popularidade

O BitTorrent, apesar de representar somente uma parcela do total de ações ilícitas de distribuição, continua sendo um termômetro de demanda. Como o protocolo exige que os usuários compartilhem simultaneamente o arquivo que estão baixando, o tráfego pode alcançar altos índices em pouco tempo, refletindo rapidamente o interesse por lançamentos ou por títulos que ganham notoriedade. O fato de três séries do Apple TV+ aparecerem no ranking sinaliza que a base de usuários do BitTorrent mantém atenção constante à produção original da companhia.

Serviços de streaming e o cenário competitivo

O relatório do TorrentFreak aponta uma disputa equilibrada pelo espaço no imaginário do público. A Netflix lidera em visibilidade, mas Apple TV+ conseguiu igualar o mesmo número de séries listadas, mesmo tendo menos anos de mercado. HBO Max, Disney+, Amazon Prime Video e FX/Hulu complementam o top 10, cada qual com um representante. Essa distribuição evidencia a coabitação de diversos catálogos na preferência dos espectadores, refletida tanto em assinaturas formais quanto nos índices de pirataria.

Embora o levantamento não traga estimativas financeiras, o posicionamento no ranking pode repercutir em estratégias de marketing, negociações de licenciamento e decisões sobre renovações de temporadas. No caso específico do Apple TV+, a confirmação de novas temporadas para suas três produções listadas aponta para uma continuidade de investimentos, possivelmente reforçada pelos dados de popularidade aferidos.

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