Apple avança em processo sobre vazamentos do iOS 26 e agenda depoimento de Jon Prosser

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A Apple subiu mais um degrau no processo que move contra o YouTuber e leaker Jon Prosser e contra Michael Ramacciotti. Um relatório conjunto entregue ao tribunal confirma que Prosser recebeu intimações para fornecer documentos e prestar depoimento, etapa que deve ajudar a empresa a dimensionar o alcance dos vazamentos ligados ao iOS 26, sistema operacional mostrado antes da hora a partir de um iPhone de desenvolvimento.

Fato principal: a intimação de Jon Prosser

De acordo com o documento protocolado, a Apple enviou a Prosser intimações formais solicitando tanto a entrega de materiais quanto o comparecimento a um depoimento. O próprio criador de conteúdo confirmou o recebimento desses chamados, e as duas partes trabalham agora na definição da data em que ele falará perante a Justiça. A oitiva será crucial para esclarecer que tipo de informação confidencial ele viu, bem como a forma pela qual esses dados foram posteriormente divulgados ao público.

O contexto do processo

O litígio teve início em julho do ano anterior, quando a Apple acionou judicialmente Prosser e Ramacciotti sob a acusação de terem contribuído para a exposição indevida de elementos do iOS 26 — nomenclatura que, na época, ainda circulava extraoficialmente como iOS 19. Segundo a petição inicial, Ramacciotti obteve acesso não autorizado a um iPhone de desenvolvimento pertencente ao engenheiro Ethan Lipnik e, em seguida, compartilhou a interface e os recursos do sistema com Prosser por meio de uma chamada FaceTime. As informações, posteriormente reproduzidas em simulações publicadas por Prosser, incluíam referências a um recurso identificado como Liquid Glass.

Os papéis de cada envolvido

Quatro personagens centrais aparecem na disputa. A Apple figura como parte autora em busca de reparações e de proteção a sua propriedade intelectual. Jon Prosser surge como divulgador das novidades que ainda não haviam sido anunciadas. Michael Ramacciotti é apontado como a pessoa que conectou diretamente o dispositivo de testes ao YouTuber. Já Ethan Lipnik, dono original do aparelho de desenvolvimento, perdeu o emprego na companhia depois que a situação veio à tona, conforme registra o relatório.

Linha do tempo dos eventos judiciais

• Julho do ano passado: a ação é protocolada, citando Prosser e Ramacciotti.
• Outubro do mesmo ano: Prosser não apresenta resposta formal dentro do prazo, enquanto Ramacciotti protocola defesa e admite ter mostrado o sistema ao criador de conteúdo.
• Período subsequente: as partes trocam um conjunto restrito de provas, buscando delimitar o escopo do acesso ao iPhone de desenvolvimento.
• Momento atual: o relatório conjunto torna pública a chegada das intimações a Prosser e o planejamento do seu depoimento.

Troca de evidências até o momento

Nos autos, Apple, Prosser e Ramacciotti descrevem a fase em curso como uma troca “limitada” de evidências. A limitação ocorre, afirma o relatório, porque o objetivo imediato é circunscrever quais arquivos, imagens ou detalhes técnicos saíram do aparelho de Ethan Lipnik e chegaram às mãos de Prosser. Esse mapeamento é considerado pré-requisito para que a empresa avalie os danos reais e escolha as medidas jurídicas cabíveis na sequência da demanda.

A situação processual de Michael Ramacciotti

Diferente de Prosser, Ramacciotti respondeu à Justiça dentro do período previsto. No documento de contestação, ele reconheceu ter mostrado os recursos do iOS 26 via FaceTime, ponto que, na prática, corrobora parte da narrativa apresentada pela Apple. Ainda não há, porém, informações adicionais no relatório sobre novas exigências de prova direcionadas especificamente a ele após essa admissão.

Ethan Lipnik e o iPhone de desenvolvimento

O processo indica que o dispositivo usado por Ramacciotti pertencia a Ethan Lipnik, à época engenheiro da Apple. O iPhone em questão era destinado ao desenvolvimento interno do iOS 26 e, portanto, continha dados sigilosos sobre futuras funcionalidades do sistema. A demissão de Lipnik se seguiu à divulgação pública dos recursos não anunciados, evidenciando a gravidade atribuída pela companhia ao manuseio inadequado de aparelhos de testes.

Importância do depoimento para a Apple

A condução de um depoimento formal de Prosser pode revelar pormenores cruciais, como:

1) Quais telas ou funcionalidades ele visualizou durante a chamada com Ramacciotti.
2) Que registros, imagens ou arquivos eventualmente foram salvos ou compartilhados.
3) Em que medida as simulações divulgadas sobre o chamado Liquid Glass se basearam em observações diretas do sistema ou em inferências.

Essas respostas permitirão à Apple aferir a profundidade dos vazamentos e, por extensão, estimar o impacto comercial e estratégico da divulgação antecipada.

Proximidade de novas deliberações judiciais

O relatório conjunto não define uma data exata para a audiência de Prosser, mas confirma que a sua realização é iminente. Além disso, o texto deixa claro que outras determinações legais podem ser acionadas conforme a extensão das informações confidenciais fique mais evidente. Desse modo, a oitiva do YouTuber funciona como um ponto de inflexão no cronograma da causa, uma vez que condiciona os passos subsequentes de ambas as partes.

Possíveis impactos sobre a estratégia de proteção do iOS 26

Embora o documento não detalhe medidas internas, ele sustenta que a Apple pretende alinhar suas futuras iniciativas legais ao conjunto de dados que foi efetivamente exposto. Quanto maior for o universo de informações vazadas, mais robusta tende a ser a argumentação da empresa sobre perdas de segredo comercial e comprometimento de competitividade. Assim, delimitar o dano não é apenas uma etapa burocrática, mas um insumo essencial para calibrar o escopo do processo.

Repercussão das respostas (ou da ausência delas)

O histórico do processo registra que Prosser não respondeu dentro do prazo legal em outubro, movimento que o coloca, agora, diante de intimações diretas. Esse contraste com a postura de Ramacciotti, que formalizou defesa, ilustra a diferença de situação processual entre os réus. Ainda que o relatório não aponte sanções imediatas, o passo recém-anunciado sinaliza que o tribunal busca avançar mesmo diante de eventuais ausências de manifestação prévia.

Foco na identificação das informações confidenciais

Todos os trechos do relatório convergem para o mesmo ponto: descobrir com exatidão “quais informações confidenciais foram acessadas”. Foi essa a expressão usada no documento que acompanha a troca de evidências. A Apple condiciona o restante das medidas judiciais a essa identificação, reforçando a prioridade dada à proteção de propriedade intelectual em fases embrionárias de desenvolvimento.

Cenário atual e próximos marcos processuais

Nesta fase, a ação se concentra em:

• Concluir a coleta inicial de documentos e materiais relativos ao acesso ao iPhone de Lipnik.
• Realizar o depoimento de Jon Prosser, conforme a data a ser combinada.
• Avaliar os resultados da oitiva para decidir novos requerimentos, que podem incluir pedidos adicionais de prova ou ajustes na própria petição inicial.

A sequência exata dessas etapas dependerá do conteúdo revelado no depoimento e dos documentos que acompanham as intimações já protocoladas.

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