Os painéis OLED (organic light-emitting diode) estão presentes nos iPhones há várias gerações, mas outros dispositivos da Apple continuam apoiados em telas LCD (liquid crystal display). Apesar de a empresa empregar LCDs de alta qualidade, a mudança para a tecnologia orgânica vem sendo apontada por diferentes fontes como inevitável. Um novo levantamento do DigiTimes reforça esse cenário ao apresentar um cronograma que lista cinco produtos prestes a migrar para o OLED entre 2024 e 2028.
O que muda com o OLED
A principal característica do OLED é a emissão de luz por cada pixel individual, eliminando a retroiluminação exigida pelos LCDs. A consequência mais imediata é o contraste praticamente infinito, pois pixels que exibem preto permanecem desligados. Além disso, a espessura geral do painel pode ser reduzida, e a eficiência energética varia conforme o conteúdo exibido. Enquanto os LCDs usados pela Apple são reconhecidos pelo brilho forte e pela precisão de cores, eles dependem de módulos de backlight — um componente que, segundo o DigiTimes, continuará sendo fonte de receita para a fornecedora Radiant até 2026.
Panorama atual dos dispositivos da Apple
No portfólio da Apple, apenas o iPhone utiliza OLED de forma ampla. MacBooks, iPads — exceto a linha Pro mais recente, que recorre a mini-LED, ainda classificada como LCD — e iMacs permanecem baseados em painéis de cristal líquido. Mesmo os LCDs mais avançados têm limitações em contraste e controle de luz por zona. A adoção gradual de OLED nos próximos anos, portanto, marca uma virada tecnológica que poderá alinhar todas as categorias de produtos a uma mesma filosofia de exibição.
Cronograma proposto pelo DigiTimes
Segundo o veículo asiático, a sequência prevista de lançamentos é organizada por tipo de dispositivo e intervalo de tempo. Cada etapa traz consigo mudanças específicas que podem influenciar design, interação e cadeia de suprimentos.
iPad mini — final de 2024
A primeira novidade apontada envolve o iPad mini. O modelo de menor tamanho da linha de tablets teria atualização programada para o fim de 2024, já equipada com painel OLED. Caso se confirme, esta seria a estreia da tecnologia em um tablet Apple fora da linha Pro, preparando terreno para formats menores com contraste elevado e possível redução de espessura.
MacBook Pro — final de 2026 a início de 2027
Na segunda fase, entre o final de 2026 e o começo de 2027, o MacBook Pro deverá adotar OLED. O cronograma inclui uma observação adicional: essa geração pode ser a primeira a incorporar suporte a tela sensível ao toque, característica ainda ausente nos notebooks da empresa. A junção de OLED e sensibilidade tátil representaria uma mudança substancial no diálogo entre macOS e hardware.
iPad Air — 2027
Sucedendo o iPad mini, o iPad Air figura para receber OLED durante 2027. A introdução da tecnologia em um tablet de porte médio solidificaria a expansão para diferentes segmentos de preço dentro da categoria iPad, oferecendo contraste aprimorado sem recorrer ao mini-LED.
iMac — entre 2027 e 2028
O cronograma posiciona o iMac na mesma janela do iPad Air, estendendo a adoção para 2028 se necessário. O desktop all-in-one ainda utiliza LCD e, com a migração para OLED, poderia atingir pretos mais profundos e bordas mais finas sem iluminação traseira.
MacBook Air — 2028
A etapa final da transição seria o MacBook Air, previsto para 2028. Por focar em portabilidade e autonomia, o notebook de entrada pode se beneficiar do consumo de energia potencialmente menor do OLED em cenários de interface escura, mantendo o perfil delgado que caracteriza a linha.
Detalhamento de cada etapa
Por que começar com o iPad mini
De acordo com a projeção, o iPad mini é o primeiro beneficiário. O modelo possui menor área de tela, fator que reduz os custos iniciais de adoção do OLED. A estratégia permitiria à Apple testar escalabilidade de fornecimento antes de enfrentar painéis maiores, como os de MacBooks e iMacs. Além disso, a renovação anual do iPad mini segue ritmo menos previsível, oferecendo margem para uma mudança de tecnologia sem comprometer ciclos de produção consolidados.
MacBook Pro e a possível tela sensível ao toque
A janela que vai do fim de 2026 ao início de 2027 traz dois pontos: OLED e sensibilidade ao toque. Embora o rumor se concentre na troca de painel, a menção ao toque sugere que a Apple planeja remodelar a experiência de uso em laptops profissionais. A decisão de reservar a estreia ao MacBook Pro, e não ao Air, indica que a empresa prefere validar uma inovação estrutural num produto de preço mais elevado, onde margens possibilitam absorver o custo adicional de componentes.

Imagem: Internet
Chegada do OLED ao iPad Air
O passo seguinte, em 2027, amplia a oferta para consumidores que buscam equilíbrio entre desempenho e preço. Ao colocar OLED no iPad Air, a Apple consolida a tecnologia em formatos de 10 polegadas e cria expectativa para que versões futuras do iPad Pro evoluam para outras abordagens, como micro-LED, embora o cronograma não mencione esse ponto.
A transição do iMac
Entre 2027 e 2028, o iMac pode finalmente abandonar o LCD. A mudança envolve desafios de escala, pois o desktop usa painéis consideravelmente maiores que os de tablets e notebooks. O calendário flexível reflete a dependência de fornecimento e preço. Mesmo assim, levar OLED ao iMac permitiria uniformizar a qualidade de imagem em toda a linha de computadores, beneficiando profissionais de criação que necessitam de contraste fidedigno.
OLED no MacBook Air
Em 2028, a adoção no MacBook Air encerraria o processo previsto. A linha Air costuma ser atualizada com espaçamento maior e carrega como principal atributo a portabilidade. Caso mantenha peso e espessura, a inclusão de OLED poderia combinar autonomia prolongada, pretos mais intensos e design ainda mais fino, alinhando o notebook de entrada aos avanços inaugurados logo antes nos modelos Pro.
Efeito sobre a cadeia de suprimentos
A Radiant, responsável por módulos de retroiluminação para LCD, aparece no relatório como beneficiária temporária da permanência dos painéis atuais. A empresa deve continuar fornecendo backlights para dispositivos que não migrem imediatamente, mantendo receitas até 2026. Paralelamente, o fabricante explora novas linhas de negócios, cenário compatível com o horizonte de adoção apontado. O DigiTimes destaca que a concretização do cronograma está condicionada à disponibilidade da cadeia de suprimentos, aos preços de mercado e à evolução da demanda por produtos OLED.
Fatores que podem influenciar o cronograma
O documento ressalta três variáveis: capacidade de fabricação, custos e interesse do consumidor. A produção de painéis OLED em formatos maiores e volumes que atendam a Apple depende de fornecedores capazes de entregar índices de rendimento elevados. Em segundo lugar, o preço do OLED precisa alcançar patamares compatíveis com as margens dos diferentes dispositivos. Por fim, a demanda do mercado por telas de contraste superior pode acelerar ou retardar a adoção.
Impacto nos dispositivos legados com LCD
Enquanto a transição não se completa, os produtos baseados em LCD permanecem no catálogo. A radiância desses modelos continua sendo sustentada pela retroiluminação da Radiant e de outras fornecedoras. A perspectiva de receita até 2026 indica que a Apple, embora avançando rumo ao OLED, manterá em linha variantes com LCD para atender a faixas de preço específicas ou mercados nos quais o ciclo de atualização de hardware é mais lento.
Possíveis desdobramentos após 2028
O cronograma do DigiTimes focaliza o período até 2028, encerrando com o MacBook Air. Não há referência a etapas posteriores, mas o padrão de adoção sugere que, uma vez concluída a migração para o OLED nas cinco categorias, a Apple poderá perseguir refinamentos adicionais na própria tecnologia ou explorar alternativas emergentes. Essa próxima fase dependerá dos mesmos fatores citados: cadeia de suprimentos, custos e demanda.
Com as datas projetadas para iPad mini, MacBook Pro, iPad Air, iMac e MacBook Air, o relatório oferece a visão mais detalhada até o momento sobre a estratégia da Apple para telas OLED além do iPhone. Cada movimentação descrita carrega implicações para design, experiência de usuário e parceiros industriais, compondo um panorama de transição tecnológica gradual até o final da década.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

