Apple corta produção do iPhone Air para patamar típico de fim de ciclo, apontam fontes da cadeia de suprimentos

Redução drástica na fabricação do modelo ultrafino

Dados repassados por empresas parceiras da Apple indicam que a produção do iPhone Air será fortemente enxugada a partir de novembro. Segundo uma fornecedora ouvida pela imprensa asiática, a quantidade programada para os meses subsequentes representará apenas 10 % dos volumes expedidos em setembro, proporção usualmente observada quando um dispositivo se aproxima do fim de seu ciclo no mercado.

Quem, o que, quando, onde e por quê

Quem toma a decisão é a Apple, principal nome do segmento de smartphones premium. O que está em jogo é o iPhone Air, aparelho ultrafino lançado para integrar o portfólio de 2024. O quando se localiza no período de produção que começa em novembro. O onde envolve toda a cadeia industrial, concentrada em fábricas asiáticas. O motivo primordial reside na demanda aquém das expectativas em grande parte do mundo, ainda que o desempenho inicial na China tenha sido considerado satisfatório.

Expectativa original de participação na linha 2024

Nos planejamentos formulados antes do lançamento, o iPhone Air era cotado para responder por algo entre 10 % e 15 % de toda a produção anual de smartphones da marca. A meta sinalizava a intenção de posicionar o novo design como peça relevante do portfólio, distribuindo a procura entre diferentes perfis de consumidores. A perspectiva, porém, não se concretizou, e a iniciativa de corte demonstra que a empresa revisou a contribuição que o modelo poderá oferecer ao volume total de aparelhos produzidos até o início de 2025.

Contraste entre China e demais mercados

Embora a entrada oficial do iPhone Air no território chinês tenha ocorrido apenas na semana passada, as remessas destinadas àquele mercado obtiveram boa aceitação, segundo as mesmas fontes. Fora da China, porém, o ritmo de vendas ficou distante do planejado. Em várias regiões, o dispositivo disputa espaço com concorrentes diretos, entre eles o Galaxy S25 Edge da Samsung, que enfrenta desafios parecidos. O cenário global sugere que o segmento de aparelhos ultrafinos ainda busca consolidar público fiel fora do país asiático.

Nível de produção típico de encerramento de ciclo

Fontes ligadas ao tema descrevem a redução como “quase um nível de fim de produção”. Essa expressão é aplicada internamente quando a empresa mantém apenas uma fração mínima de montagem, destinada a repor eventuais estoques residuais ou atender mercados onde o giro do produto segue ativo. Mesmo que o iPhone Air não tenha completado um ano de disponibilidade, ele passa a ocupar espaço logístico semelhante ao de um dispositivo prestes a ser aposentado.

Demanda elevada pelos iPhones 17

Em paralelo ao enxugamento do iPhone Air, a Apple preservou — e até ampliou — suas projeções para a família formada pelos iPhone 17, iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max. O conjunto deve alcançar entre 85 e 90 milhões de unidades produzidas dentro do período fiscal. Relatos da cadeia de componentes apontam, ainda, que o modelo de entrada teve acréscimo de aproximadamente 5 milhões de unidades em sua programação, refletindo procura superior à prevista.

Reação dos fornecedores a decisões de volume

Executivos de empresas que atendem as cinco maiores marcas globais de smartphones afirmam que, até o momento, a Apple é a única que manteve suas metas originais para a geração mais recente. Segundo esses interlocutores, outros clientes já revisaram para baixo o número de componentes encomendados para 2025. A postura da companhia de Cupertino, mesmo com ajustes pontuais no iPhone Air, é percebida como sinal de estabilidade, elemento valorizado por quem depende de contratos de longo prazo com grandes fabricantes.

Rumor sobre possível descontinuação

Circularam, nas últimas semanas, comentários de que o iPhone Air poderia ser definitivamente retirado de linha. A informação partiu de um usuário identificado como The Undead na rede social Weibo. Ele citou supostos dados da firma japonesa Mizuho Securities indicando redução adicional de 1 milhão de unidades no cronograma do aparelho. O emissor do rumor, entretanto, não possui histórico robusto de vazamentos ligados à Apple e não apresentou calendário específico para um eventual encerramento da produção.

Diferença entre ajuste confirmado e especulação externa

Enquanto o corte de 90 % no volume após setembro foi corroborado por múltiplas fontes industriais, a hipótese de descontinuação ainda carece de comprovação independente. A Apple, como de costume, não comenta alterações em sua capacidade fabril antes de comunicados oficiais ou divulgações de resultado. Diante desse padrão, analistas e parceiros monitoram a evolução dos pedidos de componentes para estimar o rumo do modelo.

Impacto no portfólio e no posicionamento de preço

Com o novo patamar de fabricação, o iPhone Air tende a ter disponibilidade reduzida em várias regiões. Atualmente, ele aparece nas prateleiras com memória interna que varia de 256 GB a 1 TB e cores como azul-céu, dourado-claro, branco-nuvem e preto-espacial. Os valores partem de cerca de R$ 9,4 mil à vista em território brasileiro. A limitação de estoques pode influenciar promoções ou reajustes, a depender da estratégia de canais de varejo para escoar as unidades já distribuídas.

Possíveis ajustes futuros na estratégia

Fontes ligadas à cadeia de suprimentos admitem que a Apple poderá rever novamente seus volumes nos meses seguintes, após acompanhar a receptividade do iPhone Air no fim do quarto trimestre e na entrada de 2025. Esse acompanhamento é descrito como “determinante” para o futuro do aparelho. Historicamente, a companhia calibra fabricações de forma dinâmica, incrementando ou desacelerando linhas conforme relatórios semanais de vendas e indicadores de estoque.

Cenário concorrencial no segmento ultrafino

A retração do iPhone Air ocorre em um contexto em que rivais diretos também tentam reafirmar a viabilidade comercial de dispositivos superfinos. O Galaxy S25 Edge, citando novamente a concorrente Samsung, enfrenta barreiras semelhantes para conquistar massa crítica fora da Ásia. Esse paralelismo sugere que fatores como preferência por baterias maiores, robustez estrutural ou preços mais acessíveis em outras categorias têm pesado na decisão do consumidor global.

Monitoramento constante da cadeia produtiva

Por ora, fornecedores de componentes afirmam manter níveis de operação adequados à demanda dos iPhones 17 e à parcela residual do iPhone Air. Com a confirmação do corte, os parceiros ajustam linhas, turnos e pedidos de matéria-prima. Essa mobilidade é considerada comum no último trimestre de cada ano, época em que grandes fabricantes definem as alocações que vigorarão no ciclo seguinte.

O calendário interno da Apple prevê outra rodada de revisões antes do fechamento do ano fiscal, podendo resultar em novas adequações na produção do iPhone Air. Até lá, o modelo permanece ativo nos canais de venda, porém com participação reduzida dentro da linha de smartphones da empresa.

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