CES 2026 marcou a apresentação de duas iniciativas centrais da Amazon para a sala de estar: um Fire TV OS completamente redesenhado e a Ember Artline, primeira televisão da empresa concebida para funcionar também como peça de decoração. O anúncio combina software remodelado, foco em rapidez de navegação e um televisor que se integra ao ambiente quando não está em uso.
Motivação e contexto da atualização do Fire TV OS
A própria Amazon identificou que a versão anterior do sistema tornava a descoberta de conteúdo complexa, devido ao aumento constante de filmes, séries, esportes e transmissões ao vivo. O novo design busca reduzir o tempo de procura e conduzir o usuário diretamente ao que deseja assistir. Ao mesmo tempo, a companhia pretende disputar o segmento de televisores “quadro”, hoje ocupado por modelos como The Frame, da Samsung, consolidando sua presença em hardware doméstico com a Ember Artline.
Transformações visuais: interface clean e moderna
O Fire TV OS repaginado adota cantos arredondados, gradientes suaves, tipografia uniforme e espaçamento ampliado entre elementos. A mudança visual acompanha uma reescrita completa do código-fonte, resultando, segundo a Amazon, em ganhos de desempenho de 20% a 30% nos dispositivos compatíveis. A combinação de estética mais leve e otimização do código pretende agilizar cada interação, do acionamento inicial ao acesso aos aplicativos.
Nova lógica de navegação e categorização de conteúdo
Antes do redesenho, recomendações e aplicativos eram exibidos de forma misturada. Na versão 2026, o sistema passa a organizar tudo em abas fixadas no topo da tela. Categorias como Filmes, Séries, Esportes, Notícias e Conteúdo ao vivo reúnem títulos de diferentes serviços em um mesmo espaço, facilitando comparação e descoberta. Já os aplicativos recebem área exclusiva e podem ser fixados: agora se permite destacar até 20 apps na página inicial, em contraste com o limite anterior de seis.
Além das abas, dois atalhos prometem agilizar tarefas frequentes. Um toque prolongado no botão Home exibe um painel com configurações de áudio, imagem, dispositivos conectados e recursos de casa inteligente. Já o botão de menu leva diretamente a jogos, fotos, arte e à experiência ambiente, sem exigência de múltiplos passos.
Aplicativo móvel: controle remoto e curadoria fora de casa
O aplicativo do Fire TV para smartphones foi redesenhado para acompanhar a nova identidade visual. Além de funcionar como controle remoto reserva, ele permite navegar por catálogos de filmes e séries, gerenciar a lista “assistir depois” e iniciar a reprodução na televisão. A atualização permite que o usuário faça curadoria de conteúdo mesmo longe de casa, registrando sugestões que surgem em conversas ou pesquisas online. O objetivo é integrar o momento de descoberta no celular à experiência de assistir na TV, dispensando o uso imediato do controle físico.
Ember Artline: televisão 4K pensada para sumir no ambiente
Estreando junto ao sistema operacional remodelado, a Ember Artline representa a entrada da Amazon no segmento de lifestyle TVs. O projeto foi desenvolvido para que o aparelho se confunda com quadros quando desligado. Com apenas 38 milímetros de espessura, tela 4K QLED de acabamento fosco e dez opções de molduras magnéticas — incluindo walnut, ash, teak, branco fosco, azul escuro, dourado e prata — a proposta é reduzir reflexos e exibir obras de arte ou fotografias pessoais de forma natural.

Imagem: Divulgação
Recursos de imagem, som e conectividade
O televisor oferece suporte a Dolby Vision e HDR10+, garantindo compatibilidade com padrões avançados de alto alcance dinâmico. A conectividade inclui Wi-Fi 6 para streaming de alta velocidade e microfones de longo alcance destinados a comandos de voz. Todos os recursos são controlados pelo novo Fire TV OS, proporcionando acesso às mesmas abas de conteúdo, atalhos e configurações presentes nos dispositivos da linha Fire.
Omnisense: presença detectada, arte ativada
Entre as funções exclusivas, a tecnologia Omnisense utiliza sensores para detectar a presença de pessoas no ambiente. Quando alguém ingressa no cômodo, o modo arte é ativado automaticamente; caso o espaço permaneça vazio, a tela se desliga para economia de energia. Esse recurso reforça a ideia de que a Ember Artline deve exibir imagens apenas quando houver espectadores, mantendo aparência de quadro desligado em outras situações.
Biblioteca de obras e integração com Amazon Photos
O modo arte oferece acesso a mais de duas mil obras gratuitas. O usuário também pode recorrer ao Amazon Photos para exibir fotografias pessoais ou montar slideshows por comando de voz. Um recurso adicional de inteligência artificial analisa até quatro fotos do ambiente e sugere pinturas ou fotos que combinem com a decoração existente, mantendo harmonia visual entre a tela e o restante do cômodo.
Modelos, preço e disponibilidade
A Ember Artline chegará ao mercado em versões de 55 e 65 polegadas. O preço parte de US$ 899, valor que corresponde a cerca de R$ 4,8 mil na conversão direta. O lançamento ocorrerá na primavera do hemisfério norte, período entre março e junho, nos seguintes países: Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Reino Unido. Ambas as variações serão comercializadas já com o Fire TV OS renovado instalado de fábrica.
Integração entre hardware e software na estratégia da Amazon
Ao reformular simultaneamente o sistema operacional e introduzir um televisor desenhado para servir de objeto decorativo, a Amazon procura unificar experiência de uso, design e ambientação. A possibilidade de alternar entre entretenimento convencional e exibição de arte, somada à navegação reorganizada do Fire TV OS, compõe o cerne da nova etapa da empresa para a sala de estar.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

