AirTag de 2ª geração chega ao Brasil com rastreamento 50% mais amplo e reforços de segurança

Lead ampliado

A Apple liberou a comercialização do AirTag de 2ª geração em território brasileiro poucas semanas depois de o rastreador ter recebido homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A nova versão, apresentada globalmente no fim de janeiro, introduz um chip de banda ultralarga de segunda geração – o mesmo integrado aos iPhones 17 – e promete um alcance 50% superior no recurso de localização precisa. A empresa também revisou o alto-falante, aumentou a potência em 50% e implementou mecanismos adicionais para coibir uso indevido, entre eles alertas compatíveis com sistemas de terceiros, como o Android, e identificadores Bluetooth que se renovam com frequência. No mercado nacional, o dispositivo custa R$ 370 na versão individual e R$ 1.250 no pacote com quatro unidades.

Quem lança e quem regulamenta

O quem central dessa notícia envolve duas instâncias. De um lado está a Apple, fabricante responsável pelo design, pela produção e pela distribuição do rastreador. Do outro, a Anatel, órgão regulador que analisa a conformidade técnica de equipamentos que emitem radiofrequência antes de sua entrada no mercado brasileiro. Somente após o documento de homologação ser emitido, a empresa pôde iniciar as vendas oficiais no país. Esse rito regulatório, comum a qualquer dispositivo sem fio, garante que o produto atenda a parâmetros locais de segurança e de desempenho.

O que muda na 2ª geração

O o quê da atualização se concentra em três pilares: um novo conjunto de chips, melhorias auditivas e reforços de proteção. No coração do acessório encontra-se o chip de banda ultralarga de segunda geração. Presente na família iPhone 17, esse componente atua em frequências que permitem medições de distância mais precisas, resultando em um alcance 50% maior quando o usuário aciona a função de busca detalhada. Paralelamente, a Apple instalou um circuito Bluetooth atualizado, responsável por agilizar o pareamento e otimizar a comunicação com aparelhos compatíveis.

No quesito áudio, a empresa substituiu o transdutor sonoro anterior por um alto-falante 50% mais potente. Segundo os dados fornecidos, o tom de alerta agora pode ser percebido em distâncias até duas vezes maiores, característica que facilita a localização do acessório em ambientes amplos ou barulhentos. Fechando o pacote de mudanças, a fabricante embutiu salvaguardas adicionais contra rastreamento indesejado, tema que recebeu atenção crescente desde o lançamento da primeira geração. Entre essas medidas estão notificações direcionadas também a plataformas que não pertencem ao ecossistema Apple, como o Android, e rotatividade automática de identificadores Bluetooth, prática que torna mais difícil associar o dispositivo a uma pessoa sem consentimento.

Quando e onde a novidade chega

O quando se divide em dois marcos. Internacionalmente, o produto foi apresentado no fim de janeiro. No Brasil, a cronologia avançou em etapas: primeiro, a Anatel emitiu a homologação; em seguida, as unidades foram disponibilizadas à compra. Esse intervalo de “algumas semanas” entre aprovação e disponibilidade reflete o período necessário para logística, distribuição e atualização de catálogos em canais oficiais. O onde da comercialização, restrito ao contexto brasileiro, engloba lojas próprias da Apple e revendedores autorizados. O anúncio da liberação de vendas indica que o consumidor já encontra o acessório em pontos físicos e on-line pertencentes a essa rede, respeitando o canal oficial estabelecido pela marca.

Como as melhorias impactam o uso cotidiano

O como vinculado às inovações técnicas se traduz em ganhos práticos. O aumento de 50% no alcance da busca detalhada significa que usuários podem detectar o AirTag a uma distância consideravelmente maior, reduzindo o tempo dedicado à procura de objetos extraviados. Esse salto na performance torna-se especialmente significativo em locais extensos, como estacionamentos ou áreas externas. Por sua vez, o alto-falante revisado aperfeiçoa o estímulo auditivo: o som mais potente atravessa barreiras físicas com maior eficácia, permitindo que o sinal seja ouvido mesmo quando o rastreador está oculto em mochilas, malas ou compartimentos fechados.

No campo da segurança, os alertas compatíveis com sistemas de terceiros ampliam a proteção para além do universo iOS. Caso alguém seja acompanhado inadvertidamente por um AirTag, o respectivo dispositivo Android poderá exibir um aviso, conferindo transparência à presença do acessório. A alternância regular dos identificadores Bluetooth, por outro lado, reduz a possibilidade de um mesmo código ser monitorado por longos períodos, mitigando tentativas de associação de movimento.

Por que a Apple reforçou alcance e segurança

O porquê das alterações deriva de dois vetores: usabilidade e responsabilidade. Do ponto de vista funcional, ampliar o raio de detecção e tornar o alerta sonoro mais audível eleva o índice de sucesso na recuperação de itens perdidos, característica que agrega valor ao produto. Já os incrementos em privacidade respondem a discussões sobre potenciais abusos de dispositivos de rastreamento. Ao estender notificações a plataformas como o Android e ao embaralhar identificadores Bluetooth, a empresa busca minimizar fragilidades relatadas desde a estreia da primeira geração, alinhando o dispositivo a padrões de conduta mais rígidos.

Detalhamento de preços e opções de compra

No mercado brasileiro, o AirTag de 2ª geração chega em dois formatos comerciais. O pacote individual foi tabelado em R$ 370, enquanto o conjunto contendo quatro unidades custa R$ 1.250. A diferença proporcional indica economia para quem necessita de múltiplos rastreadores, visto que o preço por peça no kit coletivo cai em relação à compra isolada. Para referência, a geração anterior permanecia listada por valores ligeiramente inferiores, em torno de R$ 365 na peça única e R$ 1.243 no pacote com quatro unidades, segundo valores mais recentes encontrados em varejistas. A proximidade entre os preços sinaliza que a Apple optou por não aplicar acréscimos significativos apesar das atualizações internas.

Processo de homologação: etapa obrigatória antes da venda

A homologação realizada pela Anatel é um pré-requisito para todo dispositivo que opera em frequências de rádio no Brasil. O procedimento envolve testes de compatibilidade eletromagnética e de segurança, certificando que o produto não cause interferência nos serviços de telecomunicações e que respeite limites de emissão. Somente após a emissão do certificado, a Apple pôde iniciar a distribuição em território nacional. Esse fluxo garante que as melhorias de hardware, como o novo chip de banda ultralarga e o alto-falante de maior potência, atendam às normas locais antes de chegarem ao consumidor final.

Funcionalidades secundárias ganham maior relevância

Além das manchetes de alcance e som, o AirTag de 2ª geração destaca detalhes que, embora secundários no anúncio, merecem atenção. O novo chip Bluetooth, por exemplo, não apenas gerencia pareamento, mas também sustentação de conexão contínua entre o acessório e o dispositivo controlador. A qualidade desse enlace influencia a estabilidade das atualizações de localização enviadas à rede. Já a rotação periódica de identificadores constitui camada essencial de anonimização, pois evita que terceiros acompanhem rotinas de forma persistente. Ao colocar essas funções em perspectiva, percebe-se que o conjunto trabalha de maneira integrada: alcance maior precisa de sinal robusto, e o reforço de privacidade depende de identificadores dinâmicos.

Cenário pós-lançamento e expectativa de adoção

Com a liberação oficial do produto, a infraestrutura de suporte no Brasil passa a acomodar as especificações de 2ª geração. Aplicativos de localização da Apple já contemplam o novo chip de banda ultralarga, e notificações expandidas a sistemas de terceiros entram em vigor de imediato. O mercado deve reagir alinhando estoques e ajustando campanhas de divulgação para evidenciar os 50% adicionais de alcance e o som duas vezes mais abrangente. Embora a Apple não divulgue metas regionais, a tendência é que consumidores que ainda não aderiram ao ecossistema de rastreadores enxerguem no modelo atualizado um incentivo maior devido à combinação de potência e salvaguardas.

Encerramento factual

O AirTag de 2ª geração, já disponível para compra no Brasil, consolida a segunda etapa da estratégia da Apple nesse segmento ao elevar o alcance de rastreamento, permitir alertas audíveis em maior distância e incorporar proteções contra uso inadequado. A homologação pela Anatel, as duas opções de preço e a compatibilidade expandida com plataformas de terceiros completam o quadro de informações essenciais para o consumidor interessado no novo acessório.

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