Apple planeja lançar uma versão completamente reformulada da Siri, concebida como um chatbot de inteligência artificial, que substituirá a interface atual nos principais dispositivos da marca.
Panorama da reformulação
A empresa trabalha em uma alteração considerada a maior já feita na assistente desde o seu lançamento. De acordo com informações veiculadas pela Bloomberg, a reorganização transformará a Siri em um sistema de bate-papo capaz de conduzir diálogos contínuos, tanto por comandos de voz quanto por mensagens de texto. Essa nova abordagem aproxima a assistente das soluções de IA que ganharam popularidade, como ChatGPT e Gemini, mas sem abandonar os princípios de integração profunda ao ecossistema Apple.
Quem lidera o movimento
A iniciativa parte de equipes de software e de aprendizado de máquina da Apple, que atuam sob o codinome interno Campos. O projeto representa um marco estratégico para a companhia, posicionando a assistente como peça central nos futuros sistemas operacionais. As informações sobre a empreitada foram reveladas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, fonte conhecida por antecipar planos da fabricante.
O que muda na experiência do usuário
A alteração mais evidente será a forma de interação. Em vez de uma ativação pontual por comando (“E aí Siri”) seguida de resposta única, a assistente passará a gerenciar conversas fluidas. A mesma interface permitirá alternar livremente entre texto e voz, eliminando a distinção rígida que existe hoje. Com isso, o usuário poderá iniciar a instrução por áudio, complementar com digitação e retomar em voz, mantendo o contexto durante todo o diálogo.
Outro ponto central é a unificação da lógica de processamento. Enquanto a Siri atual depende de um conjunto de respostas programadas e de modelos pontuais, a nova versão utilizará um modelo de linguagem avançado capaz de interpretar solicitações abertas, contextualizar perguntas subsequentes e gerar respostas mais completas.
Dispositivos contemplados
O plano cobre três pilares de hardware: iPhone, iPad e Mac. Em cada categoria, a Siri reformulada substituirá o design baseado em círculos pulsantes por uma janela de chat, seguindo o padrão presente em outras soluções de IA conversacional. Essa uniformidade garante que o usuário encontre a mesma experiência em qualquer equipamento Apple habilitado para as futuras versões de sistema operacional.
Integração com Gemini
A Apple confirmou uma parceria recente com o Google para utilizar o modelo Gemini em determinados recursos. A nova Siri continuará explorando essa tecnologia, mas, segundo a apuração da Bloomberg, o chatbot em desenvolvimento oferecerá funcionalidades de nível superior às capacidades de personalização já anunciadas com Gemini. Na prática, haverá dois pilares de inteligência artificial: um conjunto de aperfeiçoamentos gradativos, previsto para os próximos meses, e a assistente completamente renovada, ainda em fase de elaboração.
Quando a novidade será apresentada
A expectativa é de que a empresa demonstre a Siri em formato de chatbot durante a Conferência Mundial de Desenvolvedores (WWDC), realizada anualmente em junho. Já o lançamento para o público deve ocorrer no segundo semestre, com a distribuição das futuras versões de software — iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27. Uma menção adicional indica que a estreia integral do recurso está prevista para ocorrer ainda em 2026, de modo que o cronograma envolve apresentação, testes e implantação escalonada.
Como a solução será implementada
Internamente, a Apple busca integrar componentes de hardware, sistema operacional e serviços de nuvem para viabilizar respostas contextuais. O fluxo de funcionamento seguirá estas etapas:
1. Captura da entrada do usuário (texto ou voz).
2. Processamento local inicial para identificar comando, preservar privacidade e reduzir latência.
3. Encaminhamento de dados essenciais ao modelo Gemini, em nuvem, para compreensão aprofundada.
4. Retorno da resposta contextualizada ao dispositivo, com formatação adequada ao canal de saída (fala sintetizada ou texto).
Combinando processamento no dispositivo e na nuvem, a empresa pretende equilibrar desempenho, segurança e escalabilidade. Esse desenho técnico está alinhado à estratégia já vista em outros recursos de aprendizado de máquina mantidos pela Apple.
Motivos por trás da mudança
A reformulação da Siri reflete a necessidade de manter competitividade frente à rápida evolução dos chatbots de IA. Ferramentas como ChatGPT e Gemini, capazes de sustentar conversas longas e fornecer explicações detalhadas, estabeleceram um novo padrão de expectativa para assistentes virtuais. Ao aproximar-se desse modelo, a Apple preserva o princípio de integração ao sistema, mas amplia a sofisticação da interação.

Imagem: Pixie
Impacto nos próximos sistemas operacionais
De acordo com o material divulgado, a nova Siri será o elemento de maior destaque dos próximos pacotes de software. As demais novidades previstas para iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27 concentrarão esforços em estabilidade, correções e ajustes incrementais. Essa priorização reforça o posicionamento da inteligência artificial como eixo principal da geração de sistemas que sucederá as versões em circulação.
Diferenças em relação às melhorias de curto prazo
É importante distinguir dois blocos de alterações:
• Melhorias imediatas: ajustes de IA que chegarão à Siri nos meses anteriores ao lançamento do chatbot completo. Esses incrementos incluem respostas mais rápidas, integração com aplicativos nativos e maior personalização.
• Reformulação ampla: pacote codinome Campos, que converte a assistente em chatbot e introduce a interface unificada. Esse bloco é tratado separadamente e possui cronograma estendido até o segundo semestre, com expectativa de adoção plena em 2026.
Escopo do projeto Campos
No contexto interno, o esforço recebeu o nome Campos para caracterizar a amplitude das mudanças. A escolha do codinome sugere um trabalho em múltiplas frentes, incluindo design de interação, treinamento de modelos de linguagem e otimização de infraestrutura em nuvem. O escopo contempla:
• Reconhecimento contínuo de contexto durante a conversa;
• Capacidade de seguir tópicos, retornar a instruções anteriores e ajustar respostas;
• Unificação dos controles de voz e texto em um único fluxo de chat;
• Integração com recursos do aparelho, como configuração de lembretes, abertura de aplicativos e acesso a dados locais.
Expectativas de adoção
Como nas atualizações históricas de software da Apple, a liberação ocorrerá em fases. Versões beta disponibilizadas a desenvolvedores permitirão testes e relatos de desempenho, auxiliando na correção de erros antes da distribuição ao público geral. Essa estratégia garante que, no momento em que o recurso chegar a aparelhos de consumidores, a experiência esteja consolidada.
Visão de longo prazo
Embora o cronograma mencione marcos específicos — WWDC em junho e lançamento no segundo semestre —, a implementação final da Siri em formato de chatbot deve se estender até 2026. Esse horizonte evidencia a complexidade do projeto, que exige ajustes finos no ecossistema inteiro, desde processadores dedicados a IA até os servidores responsáveis pela execução do modelo Gemini.
Consequências para o ecossistema Apple
A centralização de esforços na assistente afetará tanto usuários quanto desenvolvedores. Para quem cria aplicativos, surgirá a necessidade de adaptar integrações de voz e texto ao novo padrão de chat. Para usuários, a mudança representa a transição de respostas curtas para diálogos elaborados, potencialmente ampliando a utilidade do recurso em tarefas diárias.
Somando todos os pontos levantados, a Siri se encaminha para uma era em que atuará como interlocutora inteligente, privilegiando fluidez de linguagem e compreensão de contexto, sem abdicar do enfoque em privacidade e integração que definem os serviços da Apple.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

