Escolher um novo tablet envolve ponderar mais do que o valor na etiqueta. No Brasil, dois nomes disputam atenção nas lojas físicas e on-line: Samsung e Xiaomi. Ambos oferecem modelos básicos voltados a estudo ou entretenimento, além de opções avançadas para produtividade. Decidir entre as duas marcas exige conhecer onde cada fabricante se destaca em recursos essenciais ao cotidiano, como qualidade de tela, câmeras, velocidade, autonomia, política de atualizações, acessórios compatíveis e custo final para o consumidor.
Quem são as fabricantes e por que a comparação importa
A Samsung mantém produção local, ampla rede de assistência técnica e calendário definido de atualizações de sistema. Essa infraestrutura beneficia usuários que buscam suporte rápido e garantia nacional. A Xiaomi, por sua vez, conquistou espaço oferecendo fichas técnicas agressivas, sobretudo em modelos de entrada e intermediários, muitas vezes com preços mais baixos que concorrentes diretos. Entretanto, há ressalvas quanto a cobertura de garantia para itens adquiridos fora de canais oficiais e à previsibilidade de suporte de software.
Critérios analisados neste comparativo
Para chegar a um panorama completo, a análise se apoia em sete pontos cruciais para qualquer perfil de usuário:
• Tela
• Câmeras
• Desempenho
• Bateria e carregamento
• Atualizações de software
• Acessórios
• Preço
Tela: painel, resolução e taxa de atualização
No quesito exibição de imagem, a Samsung desponta mesmo em linhas acessíveis. Modelos intermediários e avançados costumam trazer painéis AMOLED ou Super AMOLED, conhecidos por contraste elevado e menor consumo energético. Já nos dispositivos de entrada, como a série Galaxy Tab A, a empresa utiliza LCDs com calibragem cuidadosa de cores.
A Xiaomi emprega painéis LCD de boa nitidez em tablets como Redmi Pad e Pad SE, oferecendo brilho consistente. Em categorias superiores, a marca adota taxas de atualização que chegam a 144 Hz, proporcionando fluidez visível em rolagem e jogos, ainda que permaneça atrás da Samsung na adoção de tecnologia AMOLED. Essa diferença afeta sobretudo consumo de energia, reprodução de pretos profundos em vídeos e conforto visual prolongado.
Nos lançamentos mais recentes, a disparidade entre as duas abordagens fica evidente. O Samsung Galaxy Tab S11 adota painel Dynamic AMOLED 2X de até 120 Hz e pico de 1.600 nits, entregando cores vivas em ambientes iluminados. O Xiaomi Pad 7 Pro, em contrapartida, utiliza LCD com HDR10, Dolby Vision, resolução de 2.136 × 3.200 pixels e frequência de 144 Hz, priorizando resposta rápida. Para quem assiste a filmes, lê por horas ou edita imagens, é fundamental observar tipo de painel, resolução e taxa de atualização antes da compra.
Câmeras: entre sensores robustos e processamento de imagem
Embora fotografar não seja a função principal de um tablet, qualidade de câmera influencia videochamadas, aulas remotas e digitalização de documentos. A Xiaomi costuma equipar seus dispositivos com sensores de alta resolução, enquanto a Samsung se apoia em software de processamento amadurecido pela experiência da linha Galaxy S.
Na prática, essa combinação resulta em imagens com cores mais equilibradas, melhor alcance dinâmico e estabilização superior em aplicativos de conferência nos tablets Samsung topos de linha. Em aparelhos de entrada, como Galaxy Tab A e Redmi Pad, ambos cumprem tarefas básicas, porém a Samsung tende a lidar melhor com cenários de luz desafiadora, reduzindo ruído e mantendo detalhamento adequado.
Desempenho: potência bruta versus otimização de sistema
Entre modelos de entrada e intermediários, as estratégias são distintas. A Xiaomi privilegia números de benchmark, exemplo do Redmi Pad 2 com chipset Helio G100 Ultra, que se destaca em jogos casuais e navegação ágil. Segundo ranking do AnTuTu, o tablet ocupa a 52ª posição, somando 585.750 pontos.
O Galaxy Tab A9, concorrente direto, aparece na 57ª colocação com 521.041 pontos. Mesmo abaixo em pontuação, o aparelho da Samsung compensa com a interface One UI, reconhecida pela fluidez constante e recursos de multitarefa, como abertura de múltiplas janelas e arrastar-e-soltar entre aplicativos, funcionando de forma estável mesmo em hardware mais modesto.
Nos segmentos avançados, a situação muda. A linha Galaxy Tab S oferece variantes base, Plus e Ultra comercializadas oficialmente no país, todas com processadores de alto desempenho. Essa variedade facilita encontrar um modelo que combine potência, telas superiores e acessórios inclusos. Já a Xiaomi comercializa menos opções premium de forma oficial no Brasil, apesar de entregar especificações competitivas em importadores.
Bateria e carregamento: capacidade total e velocidade de recarga
Autonomia é decisiva para maratonas de vídeos ou jornadas de estudo remoto. A Xiaomi assume vantagem na capacidade nominal em várias categorias. O Redmi Pad 2 traz bateria de 9.000 mAh, possibilitando períodos prolongados longe da tomada. Em contraste, o Galaxy Tab A9+ conta com 7.040 mAh. Teste independente realizado pelo canal FishBee demonstrou média de 9 horas de uso para o modelo da Xiaomi e cerca de 6 horas para o da Samsung.
Quanto à velocidade de recarga, ambas limitam carregadores na faixa de 15 W a 18 W nas versões básicas. Entretanto, nos topos de linha, a Samsung integra suporte a até 45 W, combinando baterias maiores com ciclos de recarga mais curtos. Isso beneficia quem utiliza o tablet como ferramenta de trabalho e precisa retornar rapidamente à atividade após poucos minutos conectado à energia.

Imagem: Internet
Atualizações de software: longevidade garantida ou variável
A manutenção do sistema operacional impacta segurança, novos recursos e compatibilidade de aplicativos. A Samsung mantém política pública que cobre vários anos de atualizações de Android e pacotes mensais de segurança, inclusive em modelos intermediários. O Galaxy Tab S11 ilustra essa postura: chega com Android 16, One UI 8 e promessa de sete anos de suporte.
A Xiaomi oferece atualizações, mas o calendário varia entre dispositivos e regiões. A ausência de cronograma fixo pode encurtar a vida útil do aparelho para quem depende de versões recentes do sistema. Essa diferença é especialmente relevante para usuários corporativos ou estudantes que planejam manter o mesmo dispositivo por longo período.
Acessórios: canetas, teclados e ecossistema
Produtividade em tablets costuma crescer com periféricos bem integrados. A Samsung possui ecossistema estabelecido, destacando-se pela inclusão da S Pen em caixas da série Galaxy Tab S sem custo extra. Além disso, o modo DeX transforma a interface em ambiente de desktop quando combinado a teclado e mouse, recurso presente até em algumas versões intermediárias.
A Xiaomi também comercializa stylus e cases-teclado, porém foca acessórios oficiais na família premium Xiaomi Pad. Na linha Redmi Pad, voltada ao consumo de mídia, o suporte a caneta existe, mas o usuário precisa adquirir o item separadamente. A experiência de desktop oferecida pelo HyperOS evoluiu, porém continua menos integrada em aparelhos de entrada.
Preço: custo imediato versus investimento a longo prazo
No cenário brasileiro, a Xiaomi costuma apresentar valores mais baixos em modelos de entrada e intermediários, sobretudo quando adquiridos por importação. Contudo, tablets comprados fora dos canais oficiais carecem de garantia e assistência técnica locais, fator que pode pesar se o dispositivo apresentar problemas.
A Samsung pratica preços superiores, mas oferece garantia nacional e rede de atendimento consolidada, aspectos que adicionam segurança ao investimento. Dessa forma, o gasto inicial maior pode se traduzir em economia a longo prazo para consumidores que desejam suporte técnico fácil e confiança pós-venda.
Resumo de perfis indicados
Recomenda Samsung quem:
• Necessita de recursos de produtividade, como Modo DeX e multitarefa refinada.
• Valoriza atualizações prolongadas e pacotes de segurança regulares.
• Prefere assistência técnica ampla e garantia imediata no território nacional.
Recomenda Xiaomi quem:
• Busca especificações fortes – tela de alta resolução e processador veloz – dentro de orçamento limitado.
• Prioriza consumo de mídia, jogos casuais e autonomia elevada.
• Está disposto a lidar com suporte mais restrito, especialmente se optar por importação.
A decisão, portanto, passa por estabelecer quais desses fatores têm peso maior no uso cotidiano. Avaliar tela, desempenho e bateria ajuda a dimensionar a experiência imediata, enquanto política de software, acessórios e garantia influenciam a satisfação ao longo dos anos.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

