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A Apple deverá lançar, no segundo semestre deste ano, três aparelhos de categorias diferentes — iPhone 18, iPhone 18 Pro e um inédito modelo dobrável — equipados exatamente com o mesmo processador A20 Pro. A informação foi divulgada pelo analista Jeff Pu e compartilhada pelo site 9to5Mac. De acordo com o especialista, todas as variantes receberão o chip fabricado em processo de 2 nanômetros da TSMC, emparelhado a 12 GB de memória RAM LPDDR5.
Quem está por trás das informações
Jeff Pu acompanha rotineiramente a cadeia de suprimentos da Apple e, nesta ocasião, detalhou aspectos estratégicos dos produtos previstos para a segunda metade do ano. O relatório do analista recebeu destaque porque consolida, em uma única previsão, dados sobre três dispositivos distintos que compartilharão a mesma plataforma de hardware.
O que muda com o chip A20 Pro
O elemento central da previsão é a adoção do A20 Pro em toda a nova linha de smartphones. O processador será produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) utilizando litografia de 2 nm. Essa geração sucederá a tecnologia de 3 nm presente em chips anteriores, criando uma base que, segundo Pu, trará ganhos de desempenho e de eficiência energética.
Além da miniaturização, o A20 Pro introduzirá uma modificação de arquitetura descrita como embalagem WMCM. Nessa solução, CPU, GPU, Neural Engine e RAM passam a compartilhar o mesmo wafer, reduzindo a distância física entre os componentes internos e eliminando a necessidade de um módulo de memória separado.
Processo de 2 nm da TSMC
A litografia de 2 nm citada por Pu representa um passo à frente na densidade de transistores em relação ao processo de 3 nm que já equipa produtos atuais da Apple. Quanto menor o número em nanômetros, maior é o número de transistores que podem ser acomodados na mesma área de silício. O resultado prático esperado é a combinação de maior poder de processamento e menor consumo elétrico, atributos considerados críticos em dispositivos móveis.
Enquadramento da embalagem WMCM
No design WMCM, a memória de acesso aleatório deixa de ocupar um espaço separado na placa lógica. A integração direta com CPU, GPU e Neural Engine promove três ganhos principais. Primeiro, diminui latências de comunicação entre esses blocos, potencializando tarefas que dependem de transferência contínua de dados. Segundo, afeta positivamente o consumo, já que a proximidade física reduz perdas elétricas em interconexões. Terceiro, abre espaço interno no chassi dos aparelhos, permitindo outras escolhas de engenharia, como baterias mais volumosas ou sistemas de câmera diferenciados.
O papel dos 12 GB de RAM LPDDR5
Todos os três smartphones virão com 12 GB de memória RAM na especificação LPDDR5. Essa quantidade, considerada expressiva no ecossistema iOS, é descrita pelo analista como um facilitador para recursos de inteligência artificial executados localmente. Técnicas de IA, sobretudo aquelas que funcionam diretamente no dispositivo, mantêm matrizes de dados extensas em memória durante o processamento. Quanto mais espaço disponível, menores são as chances de interrupções para carregamento de informações adicionais, elevando o desempenho perceptível ao usuário.
A interface LPDDR5, por sua vez, alia mais velocidade a menor demanda energética, reforçando a filosofia de ganho duplo que marca todo o conjunto de hardware previsto.
Modelos contemplados: iPhone 18, iPhone 18 Pro e iPhone Fold
Ao unificar o A20 Pro nesses três aparelhos, a Apple estabelece uma estratégia de padronização que alcança tanto as versões tradicionais quanto a categoria dobrável. O iPhone 18 e o iPhone 18 Pro deverão manter o formato convencional de barra, atendendo aos públicos habituais. Já o dispositivo chamado informalmente de iPhone Fold amplia o portfólio com um layout capaz de se dobrar, integrando tecnologias de ponta já na estreia.
A escolha de um mesmo chip para toda a linha simplifica a produção em escala, pois reduz a variedade de processadores envolvendo testes, validações e cadeias de distribuição. Para o consumidor, a decisão significa que não haverá divergência de performance bruta entre os três principais lançamentos da temporada.

Imagem: Internet
Detalhes estruturais do iPhone dobrável
Pu acrescentou que o aparelho dobrável incluirá sensor Touch ID para autenticação, recurso ausente nos modelos atuais com Face ID, mas valorizado por parte dos usuários. A estrutura física combinará titânio e alumínio em um mesmo corpo, solução que equilibra resistência mecânica e peso. O titânio fornece rigidez, crucial em um design que envolve dobradiças móveis, enquanto o alumínio coopera na contenção do peso total.
Integração de hardware e software em IA
A presença do Neural Engine dentro do mesmo wafer coloca a inteligência artificial como pilar do ecossistema que a Apple montará neste ciclo de produtos. Processos de IA localmente executados são beneficiados pela comunicação direta entre a unidade de processamento neural e a memória integrada, minimizando gargalos. Essa configuração possibilita que tarefas de aprendizado de máquina ocorram sem depender de nuvem, retroalimentando preocupações com privacidade e velocidade de execução — dois pontos recorrentes no marketing da empresa.
Eficiência energética como resultado direto
Somar fabricação em 2 nm, LPDDR5 e encapsulamento WMCM cria um cenário em que a eficiência torna-se peça-chave. Menor consumo elétrico significa maior autonomia de bateria ou, alternativamente, liberdade para a Apple introduzir novas funções com impacto energético, mantendo a duração que os usuários já consideram padrão. O analista não quantificou a economia, mas deixou claro que o tema é central no desenvolvimento da linha.
Motivos subjacentes para compartilhamento do mesmo chip
O compartilhamento do A20 Pro em toda a família apresenta vantagens de uniformização de software e de ecossistema. Desenvolvedores recebem uma plataforma estável, pois o mesmo conjunto de instruções e acelerações gráficas estará disponível nos três dispositivos. Dentro da companhia, o desenho reduz custo de pesquisa e desenvolvimento, já que a Apple não precisa manter cronogramas paralelos para processadores distintos em um mesmo intervalo de lançamento.
Previsão de crescimento da Apple em um mercado desaquecido
No mesmo relatório, Jeff Pu projetou que as vendas globais de smartphones sofrerão retração causada pela crise no setor de DRAM. Apesar desse ambiente desfavorável, o analista estima que a Apple consiga crescer 2 % em relação a 2025. O fôlego adicional, de acordo com Pu, decorre justamente da estratégia de convergir os três modelos ao A20 Pro, oferecendo novidades relevantes em um ano em que a concorrência luta para equilibrar oferta de componentes e demanda do consumidor.
Quando os dispositivos devem chegar ao mercado
Todos os produtos citados têm lançamento previsto para o segundo semestre. O calendário concentrado cria expectativas de um evento único ou de apresentações próximas entre si, seguindo o padrão de lançamentos anuais da marca. A proximidade nas datas facilita a comparação direta entre os modelos e reforça a narrativa de alinhamento tecnológico.
Conclusão factual
Em síntese, as informações reunidas por Jeff Pu indicam uma ofensiva coordenada da Apple: padronizar o chip A20 Pro, adotar processo de 2 nm, integrar RAM no próprio wafer e disponibilizar 12 GB de LPDDR5 para toda a nova geração de iPhones. Somadas, essas medidas delineiam um foco em inteligência artificial, eficiência energética e unificação de experiência entre formatos de tela convencional e dobrável.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

