Palavra-chave principal: Galaxy Z Trifold
Visão geral do lançamento
O Galaxy Z Trifold foi apresentado no fim de 2025 como o primeiro dispositivo da Samsung a adotar uma estrutura com três telas articuladas. A fabricante sul-coreana, já reconhecida por sua linha de dobráveis do tipo livro, avançou para um formato capaz de transformar um telefone de 6,5 polegadas em um tablet ultrafino de 10 polegadas. A chegada do modelo altera a dinâmica de um segmento que, até então, era liderado pela chinesa Huawei. O novo produto foi demonstrado ao público durante a CES 2026, em Las Vegas, oportunidade em que ficou evidente o objetivo de oferecer desempenho de ponta aliado à versatilidade de um “tablet de bolso”.
Formato e dimensões
Fechado, o Galaxy Z Trifold lembra um smartphone convencional, porém com volume acima da média: são 12,9 milímetros de espessura e 309 gramas de peso. Ao ser plenamente desdobrado, o aparelho revela um corpo de apenas 3,9 milímetros no ponto mais fino e 4,2 milímetros no ponto mais grosso, medidas próximas às de tablets tradicionais, mas distribuídas em um chassi segmentado em três partes. A variação na espessura ajuda a acomodar dobradiças, trilhos internos e o conjunto triplo de baterias, elementos essenciais para garantir a transição entre os dois formatos.
Painéis e qualidade de imagem
A Samsung equipou o modelo com dois painéis AMOLED Dinâmico 2X que operam em 120 Hz adaptativos. A tela externa de 6,5 polegadas oferece resolução Full HD+ de 2.520 × 1.080 pixels e brilho de até 2.600 nits, protegida pelo vidro Corning Gorilla Glass Ceramic 2. No interior, o display principal atinge 10 polegadas com resolução QXGA+ de 2.160 × 1.584 pixels e pico de 1.600 nits. A adoção da mesma tecnologia em ambos os lados assegura consistência de cores, contraste elevado e navegação fluida, independentemente do formato escolhido pelo usuário.
Mecanismo de dobra e usabilidade
Para fechar o aparelho corretamente é necessário dobrar primeiro o painel esquerdo e, em seguida, o direito. Caso a sequência seja invertida, o sistema emite sinais visuais e vibrações que orientam a operação, prevenindo danos físicos. Esse cuidado deriva da presença de duas dobradiças de tamanhos distintos conectadas a um trilho duplo, evolução da tecnologia Armor FlexHinge. Durante manuseio prático na CES, o processo de abrir e fechar demonstrou fluidez, sem rangidos ou travamentos, característica que reforça o foco da empresa na experiência de uso.
Construção, durabilidade e sensação ao manusear
Mesmo com a robustez declarada, o dispositivo transmite impressão de fragilidade quando aberto. O peso, distribuído por três painéis, faz com que o centro de gravidade pareça deslocado, criando receio de escorregões ou quedas. A Samsung afirma ter submetido o aparelho a 200 mil ciclos de dobra, número que equivale a cerca de 100 aberturas diárias ao longo de cinco anos. Ainda assim, a sensação de leveza extrema e a espessura reduzida lembram que se trata de uma categoria diferente de tablets, cuja rigidez costuma ser maior.
Especificações de desempenho
A plataforma de hardware repete a encontrada no Galaxy Z Fold 7. O chipset Snapdragon 8 Elite for Galaxy, produzido em litografia de 3 nanômetros, trabalha em conjunto com 16 GB de memória RAM e 512 GB de armazenamento interno. Essa combinação atende a multitarefas pesadas, edição de imagens de alta resolução e execução simultânea de aplicativos em múltiplas janelas, cenário comum no modo tablet. No sistema de câmeras, o sensor principal de 200 MP (abertura f/1.7) é acompanhado por uma lente ultrawide de 12 MP e um telefoto de 10 MP capaz de zoom óptico de 3×. O conjunto é idêntico ao visto no Galaxy S25 Ultra, sugerindo que a qualidade de imagem encontrada na linha premium da marca foi reproduzida no novo dobrável.
Bateria distribuída em três módulos
Para manter a autonomia em um dispositivo com tela maior, a Samsung optou por três células individuais somando 5.600 mAh. A capacidade supera a do Z Fold 7, que traz 4.400 mAh, mas também precisa abastecer um painel de área superior. De acordo com a empresa, o aparelho oferece “uso para o dia inteiro”, embora essa estimativa ainda não tenha sido confirmada em testes de longo prazo. A divisão da bateria entre os três segmentos ajuda a distribuir peso e favorece o balanço do conjunto quando aberto.

Imagem: Ana Letícia Loubak
Disponibilidade e posicionamento de mercado
O Galaxy Z Trifold estreou na Coreia do Sul ao preço de 3.594.000 wons, valor aproximado de R$ 13 mil em conversão direta. Não há planos oficiais de chegada ao mercado brasileiro, onde, por ora, apenas o Huawei Mate XT Ultimate pode ser adquirido na categoria, custando cerca de R$ 33 mil. O diferencial de preço entre os dois modelos reflete escolhas distintas de hardware e escala de produção. No caso da Samsung, o lançamento segue estratégia de volumes limitados, focada em avaliar a recepção do público e calibrar detalhes de projeto antes de uma eventual distribuição em massa.
Cenário competitivo e expectativas para o segmento
Dados da Counterpoint Research apontam crescimento de 14 % nas vendas de dobráveis no último trimestre de 2025, impulso atribuído às variações do tipo fold. Analistas da consultoria entendem que a Samsung utiliza o Z Trifold como projeto-piloto: além de demonstrar avanço tecnológico, a empresa pretende coletar feedback real sobre durabilidade das dobradiças, arquitetura interna e otimização de software para múltiplos painéis. Com essas informações, futuras gerações poderão chegar ao mercado com produção ampliada.
Para o consumidor, a ideia de carregar um tablet no bolso é atraente, mas não universalmente necessária. A adoção dependerá de necessidades específicas, seja em produtividade, consumo de mídia ou leitura em tela maior. No entanto, o lançamento sinaliza uma etapa importante na evolução dos dispositivos móveis, ao combinar portabilidade de smartphone e área útil de tablet sem recorrer a acessórios externos.
Perspectiva de uso prático
No cotidiano, o modo compacto de 6,5 polegadas atende tarefas rápidas, chamadas e mensagens instantâneas. Quando há demanda por visualização ampliada, como edição de planilhas, ilustração digital ou exibição de apresentações, o formato de 10 polegadas entra em cena. O intercâmbio entre as duas interfaces, apoiado por taxa de atualização de 120 Hz, promete transições suaves e continuidade de aplicativos sem interrupções. Ainda que o processo inicial de fechamento requeira aprendizado, a sinalização automática reduz a chance de danos, servindo como camada adicional de proteção.
Conclusão factual
O Galaxy Z Trifold une especificações de alto desempenho, tela expansível e construção sofisticada baseada em novas dobradiças, posicionando a Samsung como concorrente imediata em um nicho antes dominado pela Huawei. O modelo chega com preço elevado e distribuição restrita, mas entrega avanços que podem reverberar em toda a linha de dobráveis da marca. Em um mercado aquecido e com índices de crescimento acima da média para dispositivos móveis, a estreia de um trifold da Samsung estabelece referência para os próximos passos do setor.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

