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A transição do ecossistema Pixelmator entrou em nova fase: o aplicativo Pixelmator para iOS, lançado originalmente como versão móvel do editor de imagens, continua operando, porém foi confirmado que não receberá mais atualizações. Paralelamente, o Pixelmator Pro, até então restrito ao Mac, ganhará versão para iPad a partir de 28 de janeiro, integrando-se ao plano de assinatura Apple Creator Studio.
Origem e evolução da linha Pixelmator
O primeiro lançamento do grupo de aplicativos ocorreu em 2014, quando o Pixelmator Classic para iOS foi apresentado como complemento portátil ao então Pixelmator Classic para Mac. Na ocasião, a proposta era fornecer ferramentas básicas de edição de fotografias — recorte, ajustes de cor e aplicação de efeitos — num ambiente móvel. Ao longo dos anos, o software foi recebendo atualizações pontuais até ser adquirido pela Apple, fato que garantiu continuidade de suporte e preservou a presença do aplicativo na App Store.
Paralelamente ao avanço no iOS, a equipe responsável expandiu o portfólio no macOS com o lançamento do Pixelmator Pro, focado em fluxos de trabalho mais completos e recursos de edição avançada. Essa versão, vendida de forma avulsa na Mac App Store, tornou-se conhecida pela interface simplificada e integração nativa aos frameworks de processamento de imagem da Apple.
Fim das atualizações do Pixelmator para iOS
De acordo com a página atualizada no site da Apple, o Pixelmator Classic para iOS permanecerá funcional, mas já não receberá novas versões. A última atualização havia sido distribuída cerca de quatro meses antes do anúncio. A decisão encerra um período de quase dez anos de desenvolvimento ativo no iPhone e no iPad, concentrando futuros esforços de software no sucessor mais robusto.
Com essa mudança, os usuários que permanecerem na versão clássica continuarão acessando os mesmos recursos de sempre: seleção de áreas, filtros automáticos, ajustes de exposição e contraste, ferramentas de corte e exportação em formatos populares. Entretanto, correções de compatibilidade ou funções adicionais não estão previstas. Isso significa que, conforme os sistemas operacionais avançarem, pode haver limitações gradativas de desempenho ou eventuais incompatibilidades que não serão endereçadas oficialmente.
Continuidade do Photomator na App Store
Enquanto o Pixelmator clássico deixa de ser atualizado, o Photomator — voltado a fluxos de edição focados em fotografia — permanece disponível para compra única na App Store. Segundo a Apple, o aplicativo seguirá podendo ser adquirido sem exigência de assinatura. Embora não tenham sido detalhadas novas funções, a simples permanência na loja indica intenção de manutenção de suporte para correções e eventuais incrementos, pelo menos no curto prazo.
A preservação do Photomator cria uma segmentação dentro do portfólio: usuários que buscam edição fotográfica prática continuam amparados pela compra avulsa, enquanto quem necessita de funções de design ou manipulação de camadas passa a se direcionar ao Pixelmator Pro mediante assinatura.
Chegada do Pixelmator Pro ao iPad
O lançamento agendado para 28 de janeiro amplia a presença do Pixelmator Pro ao incluir oficialmente o iPad em sua lista de plataformas. A adaptação contempla uma área de trabalho concebida para uso por toque, além de suporte completo ao Apple Pencil, recurso que facilita seleções de precisão, pinceladas digitais e escrita manual sobre imagens.
Um dos destaques é a integração contínua entre iPad e Mac. O usuário poderá começar um projeto em um dispositivo e prosseguir no outro, mantendo as mesmas ferramentas, camadas e configurações de efeito. A paridade de recursos entre as versões elimina a necessidade de exportações intermediárias, permitindo fluxo criativo mais uniforme.
Ferramentas mantidas e novidades anunciadas
Todas as funcionalidades já presentes na edição para Mac serão disponibilizadas no iPad, conforme confirmação da Apple. Entre elas, destacam-se manipulação não destrutiva em camadas, ajustes seletivos de cor, remoção inteligente de objetos e efeitos baseados em aprendizado de máquina integrados aos frameworks Core ML.
Além do porting das funções existentes, a empresa descreveu uma nova ferramenta de distorção de camadas, chamada Warp, projetada para deformar objetos em múltiplas direções. Embora o recurso esteja incluído na versão para Mac, ele exigirá assinatura do Apple Creator Studio, sinalizando a mesma exigência para o iPad.
Outro ponto mencionado é a disponibilização de uma galeria de mockups de produtos. Esses modelos prontos permitem inserir artes em cenas realistas, acelerando a criação de apresentações ou materiais de marketing.

Imagem: Divulgação/Apple
Modelo de assinatura Apple Creator Studio
Para acessar o Pixelmator Pro no iPad, será necessário assinar o Apple Creator Studio. O serviço custa R$ 40 por mês ou R$ 400 no plano anual. No Mac, ainda será possível adquirir o aplicativo de maneira avulsa por R$ 300, porém algumas funções, como a ferramenta Warp e os mockups de produto, também ficarão restritas aos assinantes.
A adoção do modelo híbrido — compra única com recursos básicos e suplemento de assinatura para funções adicionais — reflete a estratégia de centralizar serviços criativos em um pacote único. O Apple Creator Studio foi anunciado no mesmo dia e reúne diferentes aplicativos e funcionalidades voltados a criadores de conteúdo.
Compatibilidade com hardware e software
No iPad, o Pixelmator Pro exigirá dispositivos equipados com os chips A16, A17 Pro ou qualquer processador da família M1 em diante. Além do requisito de hardware, o tablet precisará estar executando o iPadOS 26 ou posterior. Essas exigências sugerem uso intensivo dos mecanismos de aceleração de aprendizado de máquina e dos motores gráficos de última geração, garantindo desempenho adequado em tarefas de distorção, filtros em tempo real e manipulação de múltiplas camadas.
Já nos computadores, o aplicativo continua solicitando minimamente um chip M1 e o macOS 26. A padronização em arquitetura Apple Silicon facilita que o conjunto de funcionalidades avançadas opere de forma uniforme, aproveitando processamento neural e GPU integrada.
O que muda para usuários atuais e futuros
Para quem ainda utiliza o Pixelmator clássico no iOS, a principal implicação imediata é a ausência de melhorias futuras. Arquivos existentes podem ser abertos sem alteração, mas não haverá suporte a novos formatos ou correções específicas. Usuários que buscam ferramentas mais atuais terão como caminho natural migrar para o Pixelmator Pro no iPad, desde que possuam um dispositivo compatível e aderido ao Apple Creator Studio.
Já os proprietários da versão Pro no Mac seguem com a opção de compra avulsa. Caso precisem apenas das funções tradicionais, não haverá custo adicional. Entretanto, quem desejar recursos inéditos, como distorção avançada ou modelos prontos de produto, precisará aderir à assinatura.
Reorganização do portfólio de edição de imagem
A decisão de cessar atualizações no Pixelmator clássico concentra esforços em uma plataforma mais moderna, sustentada por assinatura. Essa reorganização alinha o aplicativo à tendência de serviços criativos recorrentes, permitindo que novos recursos sejam distribuídos simultaneamente no Mac e no iPad. Com o Photomator mantido em compra única, forma-se um ecossistema segmentado, no qual cada público encontra um equilíbrio entre custo e gama de funcionalidades.
Disponibilidade resumida
• Pixelmator Pro para iPad: lançamento em 28 de janeiro, acesso via Apple Creator Studio.
• Pixelmator clássico para iOS: permanece funcional, sem futuras atualizações.
• Photomator: segue à venda individualmente na App Store.
• Pixelmator Pro para Mac: venda avulsa por R$ 300; recursos extras sob assinatura.
• Assinatura Apple Creator Studio: R$ 40 mensais ou R$ 400 anuais.
• Compatibilidade iPad: chips A16, A17 Pro, M1 ou posterior, iPadOS 26+.
• Compatibilidade Mac: chip M1 ou superior, macOS 26+.
Com o ciclo de desenvolvimento agora concentrado no Pixelmator Pro e no Apple Creator Studio, o foco passa a ser entregar atualizações simultâneas para Mac e iPad, garantindo que as ferramentas profissionais de edição de imagem permaneçam alinhadas às capacidades de hardware mais recentes do ecossistema Apple.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

