Galaxy Fit 3 em 2026: análise aprofundada da smartband da Samsung após dois anos no mercado

A Galaxy Fit 3 chegou às lojas brasileiras em fevereiro de 2024 com a proposta de ser a pulseira inteligente de entrada da Samsung. O modelo estreou por R$ 549, mas, aproximadamente dois anos depois, pode ser encontrado em grandes marketplaces perto de R$ 270. Este valor mais baixo reacendeu o interesse do público e motivou um novo ciclo de testes que durou pouco mais de um mês, incluindo o uso diário em academia, caminhadas e monitoramento de sono. A seguir, são detalhados todos os pontos observados — da construção ao desempenho da bateria — para que o leitor compreenda, com base em dados objetivos, o papel que a Fit 3 ainda desempenha no segmento de smartbands.

Ficha técnica completa

A pulseira traz visor AMOLED de 1,6 polegada, resolução de 256 x 402 pixels, 16 MB de memória, 256 MB de armazenamento interno, sistema FreeRTOS e conectividade Bluetooth 5.3. Não há GPS integrado nem NFC. A bateria é de 208 mAh, o corpo mede 42,9 x 28,8 x 9,9 mm, pesa 36,8 g e está disponível nas cores grafite (pulseira cinza), prata (pulseira branca) e rosé. A resistência à água segue o padrão IP68/5 ATM, indicado para submersão até 1,5 m por 30 min em água doce, de acordo com a fabricante.

Quem procura e por quê

O produto mira usuários interessados em acompanhar indicadores básicos de saúde, contabilizar passos, registrar treinos e obter dados sobre o sono. O preço atual, inferior à metade do inicial, posiciona a pulseira como alternativa de entrada dentro do ecossistema Samsung, sobretudo para quem já utiliza smartphones da marca e valoriza integração via aplicativo Galaxy Wearable.

Design e construção

Um dos diferenciais da Fit 3 em relação a gerações anteriores é a caixa de 1,6 polegada, considerada grande para o padrão de smartbands. A largura adicional impacta positivamente a legibilidade sem comprometer o conforto: em pulso mediano, o encaixe permaneceu firme sem excesso de volume. As laterais de alumínio conferem aparência uniforme e abrigam um único botão físico do lado direito para acesso à tela inicial. Nos 30 dias de uso contínuo, não foram identificados arranhões visíveis, embora tenha sido acrescentada película protetora por precaução.

Quanto à resistência, a certificação IP68/5 ATM foi respeitada: o dispositivo aguentou lavagens diárias com sabão neutro, procedimento indicado para remover suor após atividades físicas. Não houve imersão em piscina ou mar, mas, segundo o manual, caso haja contato com água salgada, recomenda-se enxágue imediato em água corrente para evitar ressecamento de vedantes.

Tela AMOLED de 1,6 polegada

O visor AMOLED entrega cores intensas e definição suficiente para exibir textos e gráficos. O brilho nominal de 150 nits, contudo, limita a visualização sob luz solar direta: a hora permanece legível, mas cards de informação exigem sombrear a tela com a mão. A interface oferece dezenas de mostradores e a possibilidade de reorganizar widgets, permitindo exibir, por exemplo, batimentos, consumo de água ou estresse logo na tela principal. Foi registrada a presença de alerta de superaquecimento; em dia de temperatura elevada, a pulseira notificou que interromperia temporariamente algumas funções até o resfriamento, voltando ao normal minutos depois.

Bateria: promessa e resultados práticos

A Samsung divulga autonomia de até 13 dias com o modo Always On Display (AOD) desligado. Nos testes, o ciclo médio ficou em 5 dias, sempre com rastreamento de passos, treinos e sono — o AOD permaneceu desativado. Para aferir o consumo, três ciclos completos foram acompanhados:

Ciclo 1: início com 58 % de carga; após 24 h o nível estava em 34 %, indicando queda diária de cerca de 12 %.

Ciclo 2: partindo de 100 %, o consumo noturno variou entre 7 % e 10 %, chegando a aproximadamente 10 % de carga no quinto dia.

Ciclo 3: padrão semelhante, reforçando a média de 5 dias.

O processo de recarga requer cabo USB-C; não há adaptador de parede incluso. Na primeira medição, a pulseira foi conectada às 19h02 com 13 % de bateria e atingiu 64 % às 19h50. A carga completa ocorreu às 20h42, totalizando 1 h 40 min. Em teste adicional com power bank de saída USB-C, o tempo caiu para 1 h 12 min (de 22 % a 100 %). Quando a carga atinge seu máximo, o dispositivo envia notificação ao smartphone.

Sistema operacional e conectividade

Rodando FreeRTOS, a Fit 3 executa funções básicas sem sobrecarregar hardware. O pareamento com um Galaxy A54 foi concluído em poucos minutos por meio do app Galaxy Wearable. Durante o período de observação, não houve desconexões inesperadas. Por depender de Bluetooth, recursos como controle de mídia e notificações dependem da proximidade do telefone.

Pelo Samsung Health, o usuário visualiza relatórios completos de treinos, sono, batimentos, oxigenação sanguínea, estresse e consumo de água. A interface apresenta métricas organizadas em abas, facilitando o acompanhamento histórico. Dentro da pulseira, funções auxiliares incluem lanterna, calculadora, controle remoto da câmera, temporizador, cronômetro, alarme e “localizar telefone”, que força o celular a emitir som mesmo em modo silencioso.

Recursos de saúde e condicionamento físico

De acordo com a fabricante, mais de 100 modalidades podem ser contabilizadas. Nos treinos, foram priorizadas musculação, esteira, bike indoor e caminhadas ao ar livre. A lista nativa contém exercícios isolados de musculação, como agachamento e desenvolvimento, mas não apresentou opção específica para máquina de escadas; nesse caso, recorreu-se ao modo “subida de escadas”, que não refletiu com precisão o esforço real.

Comparações entre as calorias indicadas pela pulseira e pelas máquinas da academia mostraram divergências. Em corrida leve de 20 min na esteira, a Fit 3 registrou 93 kcal, enquanto o aparelho marcou 77 kcal. Na bike indoor, também em 20 min, a diferença foi de 136 kcal (pulseira) contra 82 kcal (equipamento). Ao final de corridas, a pulseira solicita confirmação da distância percorrida, permitindo ajustes que podem melhorar a calibração futura.

A detecção automática de caminhada funcionou de forma coerente: após cerca de 10 min de movimento constante, o registro começava sem intervenção manual. Entretanto, o reconhecimento não se estendeu a Pilates e musculação; esquecido o encerramento de uma aula de Pilates, o relógio permaneceu nesse modo durante mais de uma hora de exercícios distintos, sem reconhecer troca de atividade.

O monitoramento de sono demonstrou abrangência: o dispositivo capturou horários de início e fim do descanso, parcela total dormida e distribuição entre sono leve, profundo, REM e despertares. Adicionalmente, exibiu pontuação diária, saturação de oxigênio e relatórios de ronco através do microfone do telefone. O sistema ainda propôs janelas ideais para deitar e acordar, de acordo com rotina registrada.

Outras métricas de saúde englobam batimentos cardíacos, estresse e consumo de água, além de acompanhamento do ciclo menstrual, que anuncia período fértil e datas previstas da próxima menstruação.

Preço e disponibilidade em 2026

Desde o lançamento a R$ 549, o valor sofreu redução considerável. Em janeiro de 2026 foram encontrados anúncios em marketplaces por cerca de R$ 268, cifra confirmada em plataformas como Amazon e Mercado Livre. Durante a Black Friday de 2025, a unidade analisada foi adquirida por R$ 270, praticamente equivalente ao menor preço atual.

Nesse patamar, a Fit 3 permanece na categoria de entrada, competindo com modelos que oferecem ou não recursos adicionais como GPS e NFC. Cabe notar que a pulseira não possui microfone embutido, logo não executa chamadas de voz ou assistentes digitais nativos.

Pontos observados em resumo factual

Vantagens levantadas nos testes

• Tela maior que a da geração anterior, com boa definição de cores.
• Integração facilitada com smartphones Samsung pelo aplicativo nativo.
• Conjunto de mostradores e widgets personalizáveis.
• Alertas como superaquecimento e notificação de carga completa.
• Preço reduzido que coloca o dispositivo entre as opções mais acessíveis da marca.

Limitações identificadas

• Autonomia de aproximadamente 5 dias, inferior aos 13 dias anunciados.
• Brilho máximo de 150 nits, que prejudica leitura sob sol intenso.
• Ausência de GPS, NFC e microfone.
• Divergências de gasto calórico em comparação a equipamentos de academia.
• Lista de exercícios sem algumas modalidades populares.

Conclusões baseadas apenas em dados

Os testes revelaram que a Galaxy Fit 3 mantém desempenho estável em funções essenciais de uma smartband, como contagem de passos, monitoramento de sono e visualização de notificações. O preço atual reforça o apelo para quem procura entrada econômica no ecossistema Samsung, sabendo que a autonomia real fica perto de 5 dias e que não há sensores avançados como GPS dedicado. Todas as informações relatadas acima derivam exclusivamente de medições práticas e especificações divulgadas oficialmente.

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