Quem procura um smartphone intermediário que una bom preço e recursos avançados encontra no Poco X7 uma opção atualizada no mercado brasileiro. Lançado oficialmente em janeiro de 2025 por R$ 3.499,99, o aparelho da Xiaomi pode ser adquirido hoje por cerca de R$ 1.700 em varejistas on-line, redução que amplia a competitividade dentro da categoria. A seguir, todos os pontos essenciais do dispositivo são destrinchados para ajudar o consumidor a avaliar design, tela, câmeras, desempenho, bateria, sistema e posicionamento frente ao irmão Poco X7 Pro.
Design, dimensões e opções de acabamento
O Poco X7 adota linhas remodeladas em relação à geração anterior, evidenciadas pelo módulo de câmeras centralizado. As laterais mantêm cantos suavemente curvos enquanto a traseira varia conforme o material utilizado. Na variante principal, o acabamento em couro vegano preto recebe detalhes amarelos que remetem à identidade visual tradicional da série Poco. Para quem prefere discrição, há alternativas em plástico nas cores prata e verde.
As dimensões de 162,33 × 74,42 mm permanecem iguais nos três acabamentos, com mudanças perceptíveis apenas na espessura e no peso. O modelo em couro vegano apresenta 8,63 mm de espessura e 190 g, enquanto as edições em plástico, ligeiramente mais finas, medem 8,4 mm de espessura e pesam 185,5 g.
No quesito resistência, o aparelho avança ao incorporar o vidro Corning Gorilla Glass Victus 2 na parte frontal, proteção que atenua riscos e impactos. Soma-se a essa barreira física a certificação IP68, permitindo submersão em água doce de até 1,5 m por 30 minutos. Internamente, há uma estrutura de amortecimento destinada a dissipar choques provenientes de quedas leves, característica apontada como uma das principais evoluções na comparação com o Poco X6.
Tela AMOLED curva de 6,67 pol.: resolução 1,5K e 120 Hz
A experiência visual é central no Poco X7. Seu painel AMOLED curvo mede 6,67 polegadas e oferece resolução de 2.712 × 1.220 pixels, popularmente chamada de 1,5K. A densidade resultante garante textos nítidos e imagens com boa definição, enquanto o contraste típico da tecnologia AMOLED contribui para pretos profundos e cores vibrantes.
Outro ponto de destaque é a taxa de atualização de 120 Hz, que permite animações mais suaves em navegação, redes sociais e jogos. Para controlar o consumo de energia, o display alterna automaticamente para 90 Hz ou 60 Hz conforme o conteúdo exibido. O brilho máximo chega a 3.000 nits em pico, valor que favorece a visualização sob luz solar direta.
Conjunto fotográfico: sensor Sony de 50 MP lidera a formação
Mesmo sem posicionamento de “câmera phone”, o Poco X7 entrega versatilidade suficiente para o uso diário. A seguir, a configuração de lentes é detalhada:
Traseiras
• Principal: 50 MP, sensor Sony IMX882, abertura f/1.5, estabilização óptica (OIS) e foco PDAF.
• Ultra-angular: 8 MP, sensor Sony IMX355, campo de visão de 120 graus, abertura f/2.2.
• Macro: 2 MP, abertura f/2.4.
Frontal
• 20 MP, abertura f/2.2.
Em cenários diurnos, testes práticos indicam ampla faixa dinâmica, contraste equilibrado e pouca incidência de ruído na câmera principal. À noite, o algoritmo de Inteligência Artificial mantém detalhes aceitáveis, com cores preservadas e ruído contido. A lente ultra-wide exibe menor definição, tendência esperada pela resolução inferior, mas ainda entrega resultados adequados para registros de paisagens ou grupos. A macro de 2 MP cumpre função pontual, com menor nitidez em distâncias muito curtas.
Para vídeos, o sensor principal grava em até 4K a 24 fps. A presença simultânea de OIS e estabilização eletrônica reduz trepidações leves, embora oscilações possam surgir em tomadas em movimento constante, como caminhadas.
Processador Dimensity 7300-Ultra e desempenho no AnTuTu
No núcleo de hardware, a Xiaomi emprega o MediaTek Dimensity 7300-Ultra, fabricado em litografia de 4 nm. O chip tem oito núcleos que alcançam até 2,5 GHz, equilíbrio entre velocidade de processamento e eficiência energética. O aparelho chega a 835.901 pontos no teste de benchmark AnTuTu, nível que supera rivais diretos — o Samsung Galaxy A36 registra 823.219 pontos e o Galaxy A26 atinge 736.182 pontos.

Imagem: Internet
As opções de memória contemplam 8 GB ou 12 GB de RAM física, ambas com expansão virtual via RAM dinâmica: o modelo de 8 GB pode trabalhar como se tivesse 16 GB, e o de 12 GB pode simular 24 GB. O armazenamento interno surge em 256 GB ou 512 GB, sem entrada para cartão microSD.
Em testes prolongados, a estabilidade do sistema se manteve elevada, com 78 % de constância na CPU e 99 % na GPU, números que sugerem controle térmico eficiente e ausência de travamentos ao longo de sessões intensas.
Bateria de 5.110 mAh e carregamento de 45 W
A autonomia do Poco X7 fica a cargo de uma bateria de 5.110 mAh, capacidade ligeiramente acima da média do segmento. Em cenários de laboratório, o aparelho suportou 11 h 12 min de uso ativo misto, englobando chamadas, navegação, reprodução de vídeo e jogos.
Detalhando cada uso, o terminal atingiu 29 h 20 min em ligações telefônicas, 12 h 33 min em streaming de vídeo, 9 h 27 min de navegação web ininterrupta e 7 h 17 min em jogos contínuos. Embora não alcance o topo da categoria, a performance supera o Poco X6 em aproximadamente uma hora de uso ativo.
O carregador de 45 W acompanha o kit de venda no Brasil. De 0 % a 100 %, o processo leva cerca de 1 h 5 min, tempo considerado competitivo. Segundo a fabricante, a bateria também rende mais de 15 horas de reprodução contínua na rede social TikTok, condição que pressupõe ajuste dinâmico de tela e brilho moderado.
Sistema operacional HyperOS baseado em Android 14
De fábrica, o Poco X7 executa o Android 14 sob a interface HyperOS. O software traz reorganização de ícones, animações fluidas e otimizações internas que prometem abrir aplicativos com menor latência. O roadmap da Xiaomi indica atualização para Android 15 em curto prazo, seguida pelo Android 16 via HyperOS 3 a partir de outubro de 2025.
No campo de conectividade, o aparelho oferece Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4, suporte às redes 5G e NFC, este último habilitando pagamentos por aproximação. Outro recurso é a integração direta com o Gemini Google, assistente conversacional que usa IA para tarefas de produtividade, pesquisa e criação de conteúdo dentro do sistema.
Poco X7 Pro: diferenças frente ao modelo padrão
Lançado simultaneamente, o Poco X7 Pro direciona-se a usuários que priorizam desempenho máximo. Seu processador ocupa a 18.ª posição no ranking do AnTuTu, contra a 84.ª colocação do chip presente no Poco X7. Em bateria, o Pro incorpora 6.000 mAh e registrou 12 h 43 min de uso ativo, aproximadamente 1 h 36 min a mais que o modelo analisado.
Apesar disso, o Poco X7 se mantém relevante ao oferecer resistência aprimorada, peso menor e preço final inferior. Para quem busca custo-benefício equilibrado, o intermediário satisfaz tarefas cotidianas, consumo de mídia, fotografia casual e jogos medianos sem gargalos aparentes.
Preço atual e observações sobre assistência
Quando chegou ao Brasil, o Poco X7 custava R$ 3.499,99. Atualmente, unidades importadas podem ser encontradas em lojas on-line por cerca de R$ 1.700, valor que representa queda significativa em menos de um ano. É importante frisar que aparelhos adquiridos fora da loja oficial não contam com suporte técnico direto da Xiaomi no país, fator que deve ser avaliado pelo consumidor antes da compra.
Em síntese factual, o Poco X7 reúne tela 1,5K de 120 Hz, processador Dimensity 7300-Ultra, câmeras lideradas por sensor de 50 MP, bateria de 5.110 mAh com carregamento de 45 W, proteção IP68 e preço atual mais acessível que o de lançamento. A combinação torna o modelo uma proposta atraente dentro do portfólio intermediário da fabricante chinesa para o mercado nacional.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

