Lead – o essencial em poucos segundos
O Redmi Note 14 posiciona-se como o intermediário acessível da Xiaomi no Brasil. Lançado em janeiro de 2025, chegou ao mercado nacional por R$ 2.499, mas hoje pode ser encontrado perto de R$ 1.000. As mudanças em relação ao Redmi Note 13 incluem bateria maior, painel AMOLED mais brilhante e novo processador Helio G99 Ultra. Em contrapartida, a fabricante removeu a câmera ultrawide e limitou a gravação de vídeo a 1080p. A seguir, cada aspecto do aparelho é detalhado com base em medições de GSMArena, NotebookCheck e PhoneArena.
Tela e experiência de uso
Painel e especificações
O dispositivo utiliza uma tela AMOLED de 6,67 polegadas com resolução Full HD+ (2.400 × 1.080 pixels), taxa de atualização de 120 Hz, pico de 1.800 nits e proteção Gorilla Glass 5. Nos testes do NotebookCheck, o brilho automático atingiu 1.176 nits, desempenho que supera a média de aparelhos da mesma faixa de preço e permite leitura confortável sob luz solar direta.
Qualidade de imagem
A avaliação do GSMArena mostra que o contraste é considerado “infinito”, característica típica de painéis AMOLED, e a calibração de cores sai de fábrica equilibrada. Entretanto, o modelo não oferece HDR10, função presente na versão 5G da linha e ausente aqui para manter o custo mais baixo. Há ainda um ponto de atenção: a frequência de modulação por largura de pulso (PWM) é de 120 Hz. Esse valor relativamente baixo pode provocar cintilação perceptível a usuários sensíveis, gerando fadiga ocular.
Fluidez e resposta
Nas medições de tempo de transição, o display registrou aproximadamente 1,4 ms, o que garante rolagem suave em redes sociais e boa resposta em jogos casuais. Contudo, o Always-On Display desliga-se automaticamente após alguns minutos, reduzindo a utilidade da função para quem gostaria de visualizar informações de relance de forma permanente.
Câmeras: o que realmente entrega resultado
Conjunto traseiro
O Redmi Note 14 traz apenas uma câmera de uso prático. O sensor principal Samsung HM6 é de 108 MP e opera, por padrão, com pixel binning para gerar imagens de 12 MP. Há também sensores macro de 2 MP e de profundidade de 2 MP que não agregam qualidade significativa. A ausência da lente ultrawide, presente no Note 13, é a maior perda funcional identificada nos reviews.
Fotografia diurna
Com boa iluminação, as capturas exibem nitidez satisfatória e processamento veloz. A exposição mantém-se estável e o balanço de cores tende ao neutro. Mesmo assim, foram observadas limitações no alcance dinâmico: céus podem estourar e áreas de sombra ficam subexpostas em cenas de alto contraste. Ampliações digitais acima de 2× apresentam queda visível de detalhes.
Fotografia noturna
À noite, o Night Mode entra em ação automaticamente e reduz ruído de forma competente, mostrando evolução frente ao antecessor. O ruído é contido e as imagens ficam mais limpas, porém o HDR continua moderado e o balanço de branco pende para tons quentes. Assim, registrar cenas urbanas iluminadas exige algum cuidado para evitar luzes amareladas.
Vídeo e câmera frontal
A gravação fica limitada a 1080p em 30 quadros por segundo; não há suporte a 4K. A estabilização eletrônica foi aprimorada, mas ainda exibe tremores leves em caminhadas. A câmera frontal, de 20 MP, apresenta textura suave e perde detalhes finos, embora represente avanço em relação ao modelo passado.
Desempenho na prática
Processador e memória
O Helio G99 Ultra fabricado em processo de 6 nm substitui o Snapdragon 685 usado no Note 13. O aparelho é vendido com 6 GB ou 8 GB de RAM e armazenamento de 128 GB, expansível via microSD de até 1 TB. No AnTuTu, registrou cerca de 428 mil pontos; no GeekBench, somou aproximadamente 1.950 pontos em multi-core.
Uso cotidiano
Redes sociais, streaming e navegação fluem sem dificuldade. O NotebookCheck destaca que a temperatura externa permanece baixa mesmo após longas sessões de uso, evidenciando eficiência térmica. Por outro lado, GSMArena e PhoneArena relatam engasgos ocasionais ao alternar aplicativos e stutters leves em jogos como PUBG Mobile em configuração HD, exigindo definição gráfica reduzida para manter a estabilidade.
Comparativos diretos
Na mesma faixa de preço encontram-se rivais como Galaxy A16 5G, Moto G35 e Poco M6 Pro; todos entregam desempenho semelhante. O Poco X7, com Dimensity 7300, apresenta vantagem clara em jogos exigentes, mas também custa mais. Ainda assim, o salto sobre o Redmi Note 13 é percebido no dia a dia, tornando o Note 14 mais confortável para múltiplas tarefas simultâneas.
Autonomia e recarga
Capacidade e duração
A bateria cresceu para 5.500 mAh e figura como um dos principais atrativos do modelo. Testes do PhoneArena apontam 16 h de navegação, 13 h de vídeo em streaming e quase 10 h de jogos. Esse resultado supera concorrentes diretos e o próprio antecessor.
Velocidade de carregamento
Com carregador de 33 W incluso, o smartphone chega a 55 % em 44 min e completa 100 % em aproximadamente 1 h18. Não há compatibilidade com carregamento sem fio, padrão em aparelhos mais caros.
Gerenciamento de energia

Imagem: Internet
O HyperOS aplica controle agressivo de processos em segundo plano. Como consequência, apps inativos podem ser encerrados, prejudicando a chegada de notificações. Usuários que dependem de alertas instantâneos devem revisar as permissões de bateria caso percebam atrasos.
Pontos negativos e limitações observadas
• Ausência de câmera ultrawide, reduzindo a versatilidade fotográfica.
• Gravação de vídeo restrita a 1080p, enquanto rivais oferecem 4K.
• Sensores macro e de profundidade de 2 MP adicionam pouca utilidade prática.
• Sistema de vibração classificado como impreciso, resultando em feedback tátil menos definido.
• Baixa frequência de PWM (120 Hz) pode causar desconforto ocular em usuários sensíveis.
• Relatos de quedas ocasionais de Wi-Fi e falhas em notificações por gerenciamento de energia.
• Ausência de HDR10, recurso presente na variante 5G da mesma série.
• Always-On Display desliga-se automaticamente, reduzindo conveniência.
Perfil de usuário recomendado
Quem se beneficia mais
Pessoas que buscam um aparelho em torno de R$ 1.000 com foco em consumo multimídia, longa autonomia e desempenho suficiente para tarefas comuns tendem a ver valor no Redmi Note 14. A inclusão de slot microSD, conector P2 para fones e alto-falantes estéreo amplia o apelo para quem assiste a vídeos, escuta música e joga de forma casual.
Quem deve considerar outras opções
• Entusiastas de fotografia, que dependem de lentes variadas e gravação em 4K.
• Jogadores que exigem gráficos elevados e alta taxa de quadros de forma constante.
• Usuários sensíveis a flickering causado por PWM baixo.
• Pessoas que precisam de notificações em tempo real sem ajustes manuais no sistema.
Ficha técnica resumida
Dados gerais
• Lançamento no Brasil: janeiro/2025
• Preço de lançamento: R$ 2.499
• Preço médio atual: ~R$ 1.000
Corpo e construção
• Dimensões: 163,3 × 76,6 × 8,16 mm
• Peso: 196 g
• Certificação: IP54
• Cores: verde lima, preto meia-noite, azul oceano
Tela
• 6,67 ” AMOLED Full HD+ (2.400 × 1.080 px)
• 120 Hz, 1.800 nits, Gorilla Glass 5
Hardware
• Processador: MediaTek Helio G99 Ultra (6 nm)
• RAM: 6 GB ou 8 GB
• Armazenamento: 128 GB + microSD até 1 TB
Sistema operacional
• Android 14 com HyperOS
Câmeras traseiras
• Principal: 108 MP (Samsung HM6)
• Macro: 2 MP
• Profundidade: 2 MP
Câmera frontal
• 20 MP
Bateria e recarga
• 5.500 mAh
• Carregamento rápido de 33 W (55 % em 44 min; 100 % em 1 h18)
Conectividade e portas
• 4G, Wi-Fi dual-band, Bluetooth, NFC (informação não confirmada nos testes), USB-C, entrada P2 para fones
Considerações finais baseadas nos dados
O Redmi Note 14 mantém a proposta de custo-benefício da Xiaomi: entrega autonomia elevada, tela AMOLED luminosa e operação fria, tudo em um aparelho de cerca de mil reais. Essas qualidades equilibram as concessões feitas na câmera, no vídeo e em recursos de software. Para o usuário que entende esses limites e prioriza bateria, multimídia e preço, o modelo representa uma escolha coerente na categoria de intermediários acessíveis.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

