Lead – o que é, quem lança, quando, onde, como e por quê
A Xiaomi oficializou em junho de 2025 a Smart Band 10, nova geração da sua linha de pulseiras inteligentes. O modelo chegou ao mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 599, mas já aparece em varejistas on-line a partir de R$ 296. A fabricante chinesa aposta em tela AMOLED ampliada, bateria que pode alcançar 21 dias de uso, suporte a mais de 150 modalidades esportivas e monitoramento avançado de sono para atrair consumidores que buscam um dispositivo vestível acessível, leve e prático.
Ficha técnica resumida
Tela: AMOLED, 1,72 pol., 212 × 520 px, 60 Hz, 1 500 nits de pico
Bateria: 233 mAh, até 21 dias de uso típico, recarga magnética de cerca de 1 h
Conectividade: Bluetooth 5.4; compatível com Android 8 ou superior e iOS 14 ou superior
Sistema: HyperOS 2.0
Sensores: frequência cardíaca, SpO2, estresse, movimento, sono
Modos esportivos: mais de 150, incluindo natação (5 ATM)
Dimensões: 46,57 × 22,54 × 10,95 mm; 15,95 g
Cores: Preto Noturno, Prata Glacial, Rosa Místico
Lançamento: junho / 2025 na faixa de R$ 599
Design: leveza e opções de personalização
Com 15,95 gramas e corpo de 46,57 × 22,54 × 10,95 milímetros, a Smart Band 10 mantém o perfil compacto que tornou a linha popular entre praticantes de atividade física. O formato ovalado sem botões físicos laterais facilita o encaixe ao pulso e reduz incômodos durante exercícios ou sono. Três variações cromáticas — Preto Noturno, Prata Glacial e Rosa Místico — compõem a oferta inicial, mas a Xiaomi disponibiliza pulseiras avulsas em seda tricotada, couro, metal assimétrico, fluoroelastômero multicolorido e versões magnéticas. A troca é feita por um sistema de engate rápido, permitindo alternar entre visual esportivo ou mais formal sem ferramentas.
Tela: crescimento discreto, aproveitamento frontal maior
O painel AMOLED passou de 1,62 polegada na geração anterior para 1,72 polegada. Embora o incremento não pareça expressivo à primeira vista, as bordas de 2 milímetros expandiram a proporção tela-corpo de 66 % para 73 %. A resolução de 212 × 520 pixels garante densidade adequada para exibir letras nítidas em menus, métricas de treino e notificações. A taxa de atualização de 60 Hz oferece navegação fluida, e o pico de 1 500 nits facilita a leitura sob luz solar direta, característica relevante para corridas ao ar livre.
Bateria: até três semanas longe da tomada
A capacidade de 233 mAh foi mantida, mas otimizações de hardware e software possibilitaram autonomia declarada de até 21 dias em uso típico — cenário que considera notificações, monitoramento de saúde e exercícios ocasionais. Com o recurso Always On Display ativo, o prazo estimado cai para 9 dias; em uso intenso, chega aos 8 dias. O carregador magnético incluso completa a recarga em aproximadamente 1 hora, simplificando a rotina de quem treina diariamente e não quer ficar sem registro das sessões.
Sistema e conectividade: HyperOS 2.0 e integração ao ecossistema Xiaomi
Rodando HyperOS 2.0, a pulseira exibe interface minimalista com ícones grandes e navegação por gestos. Chamadas recebidas podem ser rejeitadas ou respondidas com mensagens rápidas diretamente na tela, e alarmes, eventos e notificações do smartphone são sincronizados via Bluetooth 5.4. Usuários que possuem fones, tablets ou celulares da marca encontram funções extras no Smart Hub: controle de volume do headset, ativação de modos de cancelamento de ruído, verificação de carga dos acessórios, localizar o telefone e disparo remoto da câmera são exemplos.
A ausência de GPS e NFC reflete o posicionamento de preço. Sem módulo de geolocalização, o registro de rotas em corridas ou caminhadas depende do sinal do celular pareado. Já a falta de NFC impede pagamentos por aproximação. Esses cortes contribuem para manter o valor competitivo em comparação a smartwatches completos.
Recursos de saúde e fitness: cobertura ampla para esporte e bem-estar
A Smart Band 10 monitora mais de 150 modalidades esportivas, contemplando desde corrida, ciclismo, ioga e musculação até natação, viabilizada pela resistência à água de 5 ATM. Durante as sessões, a pulseira registra tempo, calorias, distância (quando combinada ao GPS do smartphone) e frequência cardíaca em tempo real, além de emitir alertas quando o ritmo cardíaco ultrapassa limites predefinidos.

Imagem: Internet
No dia a dia, sensores de batimentos, oxigenação sanguínea (SpO2) e movimento coletam dados continuamente para alimentar métricas de estresse e vitalidade. A pontuação de vitalidade resume a quantidade e a intensidade de movimentos ao longo da semana, funcionando como incentivo para metas de atividade física.
Monitoramento de sono: análise detalhada e plano de 21 dias
O acompanhamento do sono considera fases leve, profunda, REM, tempo acordado e cochilos com duração mínima de 20 minutos. Os relatórios exibem uma nota geral da noite e oferecem recomendações para melhorar a qualidade do descanso, como ajustes de horário ou redução de estímulos antes de deitar. Para quem deseja hábito mais consistente, a pulseira permite criar um plano de 21 dias com metas e lembretes.
Aplicativo Mi Fitness: central de dados e gamificação
Todas as métricas coletadas são enviadas ao app Mi Fitness, disponível para Android e iOS. A interface destaca calorias, passos, tempo de atividade e histórico de treinos. Um sistema de gamificação converte calorias queimadas em equivalentes de alimentos populares, como biscoitos ou coxinhas, facilitando a visualização do gasto energético e mantendo o engajamento do usuário.
Preço e disponibilidade no varejo brasileiro
O valor oficial permanece em R$ 599 na loja da Xiaomi, mas a queda típica após o lançamento reduziu os preços para patamares mais atraentes: R$ 365,90 em grandes marketplaces e R$ 296 em plataformas de venda direta. Na mesma faixa, a Huawei Band 10 surge como alternativa com proposta semelhante, partindo de R$ 303.
Principais pontos fortes
• Autonomia prolongada: até 21 dias sem recarga em uso moderado.
• Tela ampliada: bordas finas e brilho de 1 500 nits favorecem legibilidade externa.
• Conjunto esportivo extenso: mais de 150 atividades e resistência 5 ATM abrangem diferentes perfis de treino.
• Monitoramento de sono completo: análise de fases e orientação prática para melhorar hábitos.
• Peso reduzido: 15,95 g minimizam incômodo durante uso contínuo.
Limitações observadas
• Falta de GPS integrado: exige levar o celular para registrar rotas com precisão.
• Ausência de NFC: impossibilita pagamentos por aproximação.
• Sem alto-falante ou microfone: chamadas não podem ser atendidas diretamente pelo pulso.
Conclusão factual
A Xiaomi Smart Band 10 reúne tela maior, bateria de longa duração, monitoramento abrangente de saúde e preço competitivo, mantendo a tradição de custo-benefício da linha. A estratégia de remover GPS e NFC facilita a oferta por valores abaixo de R$ 300 no varejo on-line, posicionando o dispositivo como opção para quem prioriza métricas de bem-estar sem investir nos recursos extras de um smartwatch completo.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

