Instagram 3 bilhões de usuários é o novo marco divulgado por Mark Zuckerberg e Adam Mosseri, confirmando a consolidação da rede social como uma das maiores plataformas digitais do planeta. O crescimento acelerado foi impulsionado, sobretudo, pelas mensagens diretas (DMs) e pelos vídeos curtos do Reels, hoje mais relevantes que o tradicional feed de fotos.
Ao anunciar a conquista, os executivos da Meta destacaram que quase todo o avanço recente veio desses dois recursos, razão pela qual o aplicativo passa por ajustes visuais e funcionais para colocá-los no centro da experiência.
Instagram atinge 3 bilhões de usuários e prioriza vídeos
O app levou cinco anos para saltar de 1 bilhão de usuários, alcançado em 2018, para os atuais 3 bilhões. A marca anterior, de 2 bilhões, havia sido registrada em dezembro de 2021. O feito acompanha a trajetória dos demais serviços da holding: o Facebook chegou a 3 bilhões em janeiro de 2024 e o WhatsApp atingiu o mesmo patamar em abril.
Barra de navegação muda; Reels e DMs ganham atalho
Para ampliar o engajamento em vídeos curtos, o Instagram está testando uma barra inferior renovada. Em vez do feed, o aplicativo passará a abrir diretamente na aba de Reels em mercados como Índia e Coreia do Sul — regiões onde o TikTok está ausente ou enfrenta restrições. Ao mesmo tempo, ícones de acesso às DMs ficarão mais visíveis, refletindo a importância da troca privada de mensagens.
Algoritmo mais personalizável e foco em inteligência artificial
Mosseri informou que, em breve, os usuários poderão indicar temas que desejam ver com maior ou menor frequência. Será possível ocultar tópicos, como esportes ou cultura pop, ou destacar interesses específicos. A mudança se apoia em sistemas de inteligência artificial que já recomendam mais da metade dos vídeos consumidos atualmente, a maioria proveniente de contas não seguidas.
Concorrência acirrada e desafios regulatórios
Adquirido pela Meta em 2012 por US$ 1 bilhão, o Instagram tornou-se peça essencial tanto para a receita da empresa quanto para a disputa com rivais como TikTok, Snapchat e X (antigo Twitter). No entanto, a expansão não afasta pressões externas: a Meta enfrenta processos antitruste nos Estados Unidos que podem resultar na separação do Instagram da holding.
A rede também lida com debates sobre segurança, como a recente decisão judicial brasileira que proíbe trabalho infantil em suas plataformas sem autorização. Para responder a críticas e manter a relevância cultural, a Meta planeja reforçar políticas de autoria, incluindo a opção de repostar conteúdos com crédito automático ao criador original.

Imagem: Internet
Vídeo domina o tempo de uso da plataforma
De acordo com números internos, mais de 50 % do tempo gasto no Instagram ocorre em visualizações de vídeo, impulsionadas por recomendações algorítmicas. A tendência leva a empresa a testar recursos como picture-in-picture para Reels, permitindo assistir a clipes enquanto se navega por outras partes do aplicativo.
Próximos passos e manutenção do ritmo de crescimento
Com 3 bilhões de contas ativas, o Instagram se aproxima do seleto grupo dos aplicativos mais usados da história. Ainda assim, mantém foco em inovação para evitar a perda de engajamento que já afetou outros serviços da Meta. A empresa aposta em IA generativa para personalizar cada vez mais o feed e reforçar o papel da rede social como vitrine do zeitgeist digital.
Quer saber como outras plataformas estão evoluindo? Confira o conteúdo disponível na seção de Aplicativos do Celular na Mão e acompanhe as tendências do universo mobile.
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Com informações de Mundo Conectado

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

