Cinco smartwatches de melhor custo-benefício em fevereiro de 2026: guia completo com preços e recursos

No início de 2026, usuários que buscam um relógio inteligente já encontram recursos antes restritos a faixas de preço mais altas, como GPS integrado, sensores de saúde aprimorados e chamadas via Bluetooth. A análise a seguir apresenta cinco smartwatches lançados entre 2024 e 2025 que conciliam preço inferior a R$ 1.500 com funcionalidades relevantes, segundo avaliações publicadas em veículos especializados. Os valores citados foram verificados em fevereiro de 2026.

Como a seleção foi elaborada

Para chegar aos modelos listados, foram considerados apenas dispositivos apresentados ao mercado nos dois anos anteriores, período no qual fabricantes atualizaram chips, telas e algoritmos de monitoramento. Todos contam com suporte de software ativo e figuram em testes práticos de sites como TechTudo, GSMArena e TechRadar. Além disso, o preço máximo adotado foi de R$ 1.500, limite que permite equilibrar investimento e quantidade de funções.

Recursos indispensáveis em um smartwatch com bom custo-benefício

Na prática, um relógio inteligente vantajoso precisa entregar medidas confiáveis de frequência cardíaca, sono e distância percorrida. A presença de GPS próprio evita depender do telefone durante treinos e reduz erros de rota. Autonomia também pesa: sistemas mais completos, capazes de instalar aplicativos, costumam exigir recarga diária, enquanto plataformas proprietárias priorizam vários dias longe da tomada, porém oferecem menos apps. Outros fatores importantes incluem tela com brilho suficiente para uso externo, resistência mínima de 5 ATM, possibilidade de atender ligações via Bluetooth, compatibilidade com Android e iOS e integração com aplicativos de saúde consolidados.

Modelos avaliados

Entre as opções disponíveis até fevereiro de 2026, destacam-se:

Xiaomi Smart Band 9 Pro – GPS próprio e bateria longa por cerca de R$ 449.

Amazfit Bip 6 – Chamadas Bluetooth, display amplo e preço aproximado de R$ 505.

Redmi Watch 5 – Tela de 2,07 pol. e autonomia prolongada por volta de R$ 645.

Huawei Watch Fit 3 – Corpo leve, GPS consistente e valor a partir de R$ 749.

Samsung Galaxy Watch 7 – Sistema Wear OS completo, 32 GB internos e preço inicial de R$ 1.079.

Xiaomi Smart Band 9 Pro: GPS próprio e bateria prolongada

Lançada no fim de 2024, a Smart Band 9 Pro abandona o formato estreito das pulseiras antigas e adota design mais próximo de relógio. A tela AMOLED mede 1,74 polegada, traz resolução de 336 × 480 pixels e atinge até 1.200 nits, resultado elogiado por análises do GSMArena pela boa leitura sob sol forte. Não há botões físicos: toda a navegação ocorre por gestos na superfície curva 2.5D.

No campo esportivo, o dispositivo apresenta mais de 150 modos de atividade e GPS integrado capaz de registrar corridas sem auxílio do smartphone. Nos testes internacionais, a busca por sinal foi rápida e a variação de distância manteve-se dentro do aceitável para a categoria de entrada. As leituras de frequência cardíaca e oxigenação figuraram consistentes; já o registro de sono tendeu a superestimar o tempo em estágio profundo, comportamento recorrente em produtos básicos.

Quanto à energia, a fabricante menciona até 21 dias longe da tomada. Relatórios obtiveram aproximadamente duas semanas com uso moderado e perto de sete dias ao ativar mostrador permanente e acompanhamento avançado do sono. A ausência de alto-falante e microfone impede atender ligações, e o sistema fechado não suporta aplicativos de terceiros nem pagamentos por aproximação. Em contrapartida, o preço de R$ 449 atrai usuários que priorizam simplicidade e longa duração.

Amazfit Bip 6: chamadas Bluetooth e tela grande

O Bip 6, vendido por cerca de R$ 505, surpreende pela tela AMOLED de 1,97 polegada que alcança 2.000 nits. O brilho acompanha treinos ao ar livre sem comprometer legibilidade, atributo reforçado em teste do TechRadar. A moldura em liga de alumínio confere acabamento acima do habitual na linha econômica.

O relógio grava frequência cardíaca, oxigenação, estresse e sono durante 24 horas, exibindo gráficos detalhados no aplicativo Zepp. São mais de 140 modalidades esportivas e GPS compatível com cinco sistemas de satélite. Segundo medições do TechRadar, a precisão permaneceu satisfatória, embora o uso de apenas uma frequência possa provocar pequenas variações em áreas densas. O modelo inclui microfone e alto-falante, permitindo atender ligações e controlar músicas do telefone; em iPhones, o usuário também aciona a câmera à distância.

Limitações aparecem na ausência de coroa giratória e no fato de recursos avançados de bem-estar exigirem assinatura do Zepp Aura. O streaming nativo de música não está disponível. Ainda assim, quem busca chamadas diretas no pulso, boa tela e GPS funcional encontra no Bip 6 uma alternativa de baixo investimento.

Redmi Watch 5: painel de 2,07 polegadas e bateria robusta

Disponível por volta de R$ 645, o Watch 5 aposta numa experiência visual ampla. O display AMOLED de 2,07 polegadas ocupa 82 % da área frontal, oferece resolução de 432 × 514 pixels (324 ppi) e alcança 1.500 nits. O GSMArena destacou a nitidez do painel e a resposta imediata ao gesto de levantar o pulso. Uma coroa rotativa em aço inox facilita deslizar por menus extensos.

Rodando o HyperOS da Xiaomi, o relógio dialoga com o aplicativo Mi Fitness. Ele mede batimentos, SpO₂, estresse e sono, além de trazer mais de 150 modos esportivos. O módulo GNSS utiliza cinco sistemas de satélite; análises registraram pequenas imprecisões em corridas e variação na leitura de sono para usuários que se movimentam muito durante a noite. O produto permite efetuar ligações via Bluetooth por meio de microfone duplo, guardar faixas de música localmente e oferece utilidades como bússola, gravador de voz e disparo remoto de câmera. Contudo, o armazenamento de 164 MB limita a quantidade de canções.

A bateria de 550 mAh figura como um dos pontos mais sólidos. Embora a marca cite 24 dias de uso típico, testes indicaram cerca de 15 dias em cenário ativo e nove dias com mostrador sempre ligado. O processo de recarga consome aproximadamente uma hora. O tamanho de 47,5 mm pode desagradar quem possui pulso menor, mas interessa a quem valoriza exibição de dados em tela ampla.

Huawei Watch Fit 3: leveza combinada a GPS preciso

O Watch Fit 3 entrega equilíbrio entre conforto e funcionalidades, custando a partir de R$ 749. Sem pulseira, o corpo pesa 26 gramas e mede 9,9 mm de espessura, parâmetros que favorecem uso contínuo, inclusive durante o sono. A tela AMOLED de 1,82 polegada exibe 480 × 408 pixels (347 ppi) e compartilha o mesmo pico de 1.500 nits de brilho dos concorrentes mais luminosos.

O sistema proprietário, identificado em análises como HarmonyOS 4, funciona com Android ou iOS via Huawei Health. Ícones grandes e interface limpa facilitam checar dados rápidos enquanto se corre ou pedala. O relógio apresenta mais de 100 esportes, sensor de batimentos ativo 24 h, monitor de SpO₂, estresse e sono, além de GPS interno. Relatórios do GSMArena e TechRadar apontaram rastreamento consistente de distância e ritmo, posicionando o modelo entre os mais confiáveis da lista em sinal de satélite.

Chamadas via Bluetooth, reprodução de música no próprio relógio e navegação por coroa metálica ampliam a sensação de smartwatch completo. A bateria de 400 mAh pode alcançar 10 dias segundo a fabricante; nos testes, a variabilidade ficou entre 8 e 11 dias, caindo para cerca de cinco dias com visor permanente. O suporte a apps externos é restrito e o NFC só aparece numa versão específica. Ainda assim, quem pratica atividade física com frequência e procura leveza encontra bom retorno.

Samsung Galaxy Watch 7: Wear OS avançado e integração total

O Galaxy Watch 7 se posiciona no topo desta seleção tanto em preço quanto em escopo de recursos. Por R$ 1.079, o usuário recebe tela Super AMOLED com 1,3 polegada (40 mm) ou 1,5 polegada (44 mm) protegida por cristal de safira. O relógio roda Wear OS 5 com interface One UI 6, oferecendo loja de aplicativos, teclado virtual para respostas a mensagens e pagamentos por NFC.

O armazenamento interno soma 32 GB e o conjunto é comandado pelo chip Exynos W1000, apontado pela Samsung como até três vezes mais rápido que o antecessor e 30 % mais econômico em energia. Testes do TechRadar confirmaram abertura veloz de apps e alternância suave entre tarefas, auxiliada por 2 GB de RAM.

No campo da saúde, o sensor BioActive atualizado faz leituras de ECG, pressão arterial e analisa sono com ajuda de algoritmos de inteligência artificial, recurso descrito como Galaxy AI. O relógio oferece mais de 100 tipos de treino e GPS de dupla frequência (L1 + L5), capaz de manter precisão em ambientes urbanos densos.

Como contrapartida, a autonomia segue limitada: com visor sempre ligado, rastreamento contínuo e sessões de exercício, a carga dificilmente ultrapassa 24 horas, padrão comum em aparelhos com sistema operacional completo. Algumas funções avançadas, a exemplo de medições de pressão arterial, apresentam melhor integração em smartphones Galaxy, embora o relógio também funcione com outros dispositivos Android.

Comparativo de preços e perfis de uso

Os cinco modelos atendem a necessidades distintas dentro do segmento até R$ 1.500. A Smart Band 9 Pro é a alternativa mais barata para quem quer GPS confiável aliado a semanas de autonomia, porém não faz chamadas. O Amazfit Bip 6 acrescenta microfone, alto-falante e tela maior sem ultrapassar R$ 600. O Redmi Watch 5 seduz pelo display de 2 polegadas e pela bateria que pode chegar a duas semanas em uso moderado, entregando ainda armazenamento de músicas. Já o Watch Fit 3 foca em leveza e GPS preciso, funcionando bem para exercícios frequentes com conforto no uso noturno. Por fim, o Galaxy Watch 7 concentra o ecossistema mais completo, sensores avançados e acesso à Play Store, assumindo que o comprador aceite recargas diárias.

Na escolha do melhor custo-benefício, portanto, o preço isolado não determina a decisão. Quem valoriza horas longe do carregador pode preferir soluções com sistema proprietário, enquanto usuários que desejam instalar apps, fazer pagamentos ou obter métricas clínicas avançadas encontram melhor atendimento em plataformas completas, mesmo com menor autonomia. Avaliar prioridades individuais de saúde, comunicação e duração da bateria tende a levar ao modelo ideal dentro da faixa de preço analisada.

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