A Apple reiterou que a versão reformulada da Siri, anunciada publicamente pela primeira vez na WWDC24, continua programada para chegar ao mercado em 2026. A afirmação foi feita pela empresa em comunicação à CNBC, um dia depois de repercutirem notícias que sugeriam uma liberação já nos primeiros meses do ano, atrelada às futuras versões 26.4 dos sistemas operacionais da companhia. Ao sublinhar que nunca prometeu uma estreia imediata, a fabricante afasta, por ora, quaisquer expectativas de que a assistente turbinada com o Gemini, inteligência artificial generativa do Google, apareça em atualizações de curto prazo.
Quem está no centro dos acontecimentos
O núcleo desta história envolve principalmente a Apple, proprietária e desenvolvedora da Siri, e o Google, provedor do Gemini, tecnologia de IA generativa que servirá de base para a nova assistente. No campo da imprensa, Mark Gurman, jornalista da Bloomberg conhecido por coberturas sobre produtos da empresa de Cupertino, teve papel de destaque ao mencionar a possibilidade de um lançamento antecipado. Também participam da cadeia informativa os veículos CNBC e 9to5Mac, que registraram, respectivamente, o posicionamento oficial da Apple e a circulação das especulações mais recentes.
O que foi comunicado
O ponto central é a reafirmação de um cronograma já divulgado: funcionalidades inéditas da Siri remodelada serão disponibilizadas em 2026. O esclarecimento tornou‐se necessário após a divulgação, na quarta‐feira (11/2), de que a estreia poderia ter sido empurrada mais uma vez dentro de 2024. A hipótese ventilava a chegada dos primeiros recursos na versão 26.4 dos sistemas, acompanhada de uma apresentação formal ainda neste mês. Segundo a Apple, essa projeção não encontra amparo em informações divulgadas pela própria companhia.
Quando os marcos ocorreram
A trajetória temporal do produto passa por três marcos principais. Primeiro, a apresentação pública na WWDC24, realizada há quase dois anos, quando a companhia revelou planos de integrar o Gemini à sua assistente virtual. O segundo marco foi o anúncio posterior, em que a Apple posicionou o lançamento oficialmente em 2026, sem fornecer datas ou intervalos mais estreitos. Por fim, na quarta‐feira recente, ganharam fôlego reportagens que sinalizavam um suposto adiantamento, rapidamente neutralizadas pela declaração à CNBC de que nada mudou no calendário.
Onde as informações circularam
A veiculação inicial dos rumores partiu de reportagens que citavam bastidores ou fontes próximas às decisões internas da Apple, com especial visibilidade no noticiário da Bloomberg assinado por Mark Gurman. A propagação seguiu por veículos como o 9to5Mac, que recapitulou as expectativas sobre a versão 26.4. O desmentido e a reafirmação do ano de 2026 foram encaminhados à CNBC, estabelecendo o canal escolhido pela Apple para esclarecer a controvérsia.
Como se construiu o cronograma da Siri remodelada
Ao revelar a integração com o Gemini na WWDC24, a Apple deflagrou um processo de desenvolvimento que, segundo os apontamentos internos, demandaria lapso de tempo considerável. Depois de apresentar o conceito, a empresa adotou postura cautelosa, fixando “2026” como horizonte oficial. Esse posicionamento lhe conferiu margem para ajustes sem comprometer expectativas, pois o ano, por si só, deixa espaço de doze meses para testes, refinamentos e integração em múltiplas plataformas. Ainda que fontes externas tenham indicado um possível lançamento entre fevereiro e março, a companhia preferiu não granular o termo temporal além do recorte anual.
Nesse contexto, cabe observar que, para empreendimentos de grande porte envolvendo inteligência artificial e ampla base de usuários, atrasos ou redefinições de rota podem ocorrer. Entretanto, a Apple optou por blindar‐se de pressões adicionais ao evitar fixar meses ou versões específicas de sistema. Assim, embora sinais internos possam ter sugerido fases de testes alinhadas às compilações 26.4, tal possibilidade nunca ganhou carimbo oficial. O resultado é um documento público enxuto, consistente apenas na frase que associa a novidade a 2026.
Por que o lançamento permanece ancorado em 2026
A validade do prazo de 2026 decorre, em primeiro lugar, da ausência de qualquer revisão formal divulgada pela Apple. Mesmo diante das especulações, a empresa não forneceu elementos que indicassem redução de prazo. Ao contrário, a reafirmação reforça a comunicação original, sublinhando que todo o debate sobre versões 26.4 e janelas de fevereiro ou março não partiu de seus porta‐vozes oficiais.
Outro fator que sustenta o calendário está no histórico de atrasos anteriores. A nova Siri já acumula demora desde sua estreia conceitual, circunstância mencionada inclusive nos textos que alimentaram o rumor. Depois de dois anos de intervalo entre a WWDC24 e o presente, a Apple parece disposta a manter a margem restante até 2026 para assegurar que a integração com o Gemini ocorra de maneira estável. Embora não haja justificativa técnica detalhada no comunicado à CNBC, a empresa sublinha que permanece “dentro do prazo”, inferindo que o estágio de desenvolvimento ainda corresponde ao planejado.
Consequências imediatas para usuários e desenvolvedores
Para quem acompanha as atualizações de sistema, a principal consequência é a sinalização clara de que as compilações 26.4 não incluirão a Siri com IA generativa. Isso ajuda a calibrar expectativas, evitando conclusões precipitadas a cada beta publicado. Desenvolvedores que aguardavam eventuais APIs ou kits específicos vinculados à assistente também podem reorganizar seus roteiros, sabendo que tais ferramentas não aparecerão até o ano que vem, no mínimo.

Imagem: Jas Henry/Bloomberg
Da perspectiva do consumidor final, o esclarecimento evita frustrações de curto prazo. A continuidade do funcionamento da Siri atual, sem os recursos do Gemini, mantém intacto o status quo dos assistentes virtuais na plataforma da Apple. Qualquer alteração significativa no comportamento de consultas, comandos ou integrações com aplicativos de terceiros somente deverá ser observada depois de 2025, dentro da faixa anual estabelecida.
Repercussão na mídia especializada
A rápida resposta da Apple teve efeito imediato sobre a cobertura de tecnologia. Veículos que ecoaram o rumor passaram a destacar a ratificação de 2026, enfatizando que as especulações não se originaram na comunicação institucional da companhia. O episódio ilustra a dinâmica entre expectativas de mercado e anúncios oficiais: enquanto analistas e repórteres buscam sinais que antecipem produtos, corporações podem preservar cronogramas amplos para reduzir exposição a atrasos adicionais.
Além disso, a situação evidencia o peso de vozes reconhecidas como Mark Gurman. Embora o jornalista tenha relatado cenários plausíveis, as informações acabaram reinterpretadas em manchetes que sugeriam atrasos decisivos. Ao reafirmar seu plano original, a Apple delimita a fronteira entre projeções de bastidor e compromissos públicos.
Impacto sobre o desenvolvimento do Gemini na plataforma Apple
Apesar de não serem divulgados detalhes técnicos pela empresa, sabe-se, a partir do anúncio na WWDC24, que o Gemini será o motor de linguagem natural na próxima geração da Siri. A reafirmação do prazo, portanto, sugere que a integração entre Apple e Google continua em curso, mas requer etapas adicionais antes da liberação ao público. Sem declarar progresso percentual ou marcos internos, a Apple apenas indica que o projeto segue o fluxo previsto dois anos atrás.
Esse contexto implica também que usuários interessados em inteligência artificial generativa precisarão esperar para avaliar como o framework Gemini será incorporado aos dispositivos. Nesse ínterim, a Siri padrão permanece operando com o conjunto atual de funcionalidades baseadas em machine learning interno da Apple, sem acesso às capacidades avançadas que o Gemini promete agregar.
Perspectivas até o início de 2026
Considerando a ausência de datas granulares e a confirmação de que não haverá lançamento antecipado, o período que se estende até o fim de 2025 tende a ser ocupado por fases de desenvolvimento fechado e, possivelmente, testes internos. Se a Apple repetir o padrão de outros ciclos, demonstrações limitadas poderiam ocorrer em algum momento antes da liberação final, mas nenhum indicativo oficial foi fornecido a esse respeito. Tudo o que permanece validado é o amplo horizonte de 2026.
Na prática, cada atualização intermediária dos sistemas operacionais, inclusive as vindouras versões 26.x, deverá vir acompanhada da ressalva de que a Siri com Gemini não será ativada. O mercado, por sua vez, deve continuar monitorando movimentações da Bloomberg e de demais fontes com bom histórico de acerto, mas a palavra definitiva permanece restrita aos pronunciamentos oficiais da Apple.
Com a confirmação pública de que nada mudou, o ciclo de expectativas retorna ao patamar original. A partir de agora, todas as atenções se voltam para novos comunicados formais que, no limite, poderão detalhar trimestre, mês ou versão de sistema em que a Siri turbinada estreará. Até lá, a única certeza é a de que 2026 continua sendo o ponto de referência para a chegada do assistente renovado.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

