A procura por celulares acessíveis continua intensa em 2026 e, dentro desse segmento, a Motorola mantém um catálogo amplo que cobre desde aparelhos totalmente básicos até intermediários com 5G, NFC e certificações avançadas de resistência. Para ajudar quem precisa de um dispositivo que pese pouco no bolso, foram selecionados cinco modelos com preço verificado em fevereiro de 2026 em grandes varejistas nacionais e teto de R$ 1.500. Todos os aparelhos foram lançados em 2024 ou 2025 e atendem, cada um a seu modo, aos requisitos mínimos de bateria generosa, tela confortável e memória suficiente para o uso cotidiano.
Como este ranking foi construído
A relação a seguir considera apenas valores praticados por lojas de grande alcance, como Amazon, Mercado Livre e Casas Bahia, limitados ao mês de apuração. A escolha dos produtos levou em conta:
Bateria: capacidade a partir de 5.000 mAh para entregar autonomia prolongada.
Tela: tamanho superior a 6,5 pol. e, sempre que possível, taxas de atualização acima de 60 Hz.
Memória: mínimo de 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, critérios que ampliam a vida útil do aparelho.
Conectividade: verificação de suporte a 4G ou 5G, presença de NFC e versões recentes do Android.
Câmeras e construção: especificações que façam sentido para o público-alvo, além de eventuais reforços de durabilidade, como IP68 ou Gorilla Glass.
Relatórios de veículos especializados, entre eles TechTudo, GSMARENA e DXOMARK, serviram de referência para apontar vantagens e limitações identificadas em testes práticos.
O que esperar de um celular Motorola barato
Mesmo entre aparelhos econômicos já é possível encontrar funções que só apareciam em categorias superiores há poucos anos. Telas Full HD+, baterias robustas e, em alguns casos, conexão 5G fazem parte do pacote. Ainda assim, o foco permanece em tarefas do dia a dia – redes sociais, mensagens, navegação e vídeos. Jogos exigentes, captura de fotos avançadas e edição pesada não são o alvo desse grupo. Com esse recorte em mente, conheça os cinco modelos indicados, apresentados do menor para o maior preço.
Moto G06 (128 GB) – a opção mais barata da seleção
No ponto de partida da linha encontra-se o Moto G06, visto por R$ 598. O dispositivo traz a maior tela da família Moto G até agora, com 6,9 pol. Aliada à dimensão generosa, a taxa de 120 Hz garante rolagem suave em redes sociais e aplicativos de leitura. A resolução HD+ é um compromisso assumido para conter custos, o que pode resultar em menor nitidez quando comparada a displays Full HD+.
A bateria de 5.200 mAh se destaca na proposta de longa duração, fator reforçado pelos testes de veículos independentes que registraram consumo comedido até mesmo em streaming moderado. A recarga, porém, limita-se a 10 W, exigindo paciência para voltar aos 100 %. Proteção Corning Gorilla Glass 3 e certificação IP64 adicionam resistência contra riscos, poeira e respingos, atributos pouco comuns no patamar de preço.
O conjunto interno é formado pelo Helio G81 Extreme, quadros baseados em litografia de 12 nm e velocidade máxima de 2 GHz. Com 4 GB de RAM físicos e recurso RAM Boost para expansão virtual, o desempenho cobre com folga redes sociais, mensagens e navegação, mas fica aquém de tarefas complexas. A câmera principal tem 50 MP e recorre a inteligência artificial para otimizar fotos ocasionais. Ausente de NFC, o G06 foca nos usuários que priorizam tela ampla, autonomia e alguma dose de robustez estrutural.
Moto G05 (128 GB) – equilíbrio entre preço baixo e bateria de sobra
Um real acima do G06 aparece o Moto G05, listado em R$ 599. Embora compartilhe a mesma bateria de 5.200 mAh e o processador Helio G81, o G05 aposta em uma tela levemente menor – 6,7 pol. – com taxa de 90 Hz. O painel atinge brilho de até 1.000 nits, facilitando a visualização sob sol forte. A resolução permanece em HD+, reforçando o caráter de entrada.
O carregador fornecido é de 10 W, mas o aparelho aceita adaptadores de até 18 W, o que pode reduzir o período ligado à tomada caso o usuário adquira um acessório mais potente. Na carcaça, a Motorola aplicou acabamento texturizado inspirado em couro vegano; análises práticas indicam que o material lembra mais um plástico trabalhado, mas cumpre o papel de diferenciar o aparelho visualmente. A proteção IP54 cobre poeira e respingos leves.
Com 4 GB de RAM e RAM Boost, o dispositivo mantém desempenho semelhante ao irmão mais barato. A câmera principal repete 50 MP, adequada a registros cotidianos, enquanto o sensor frontal entrega 8 MP. O G05 serve a quem busca forte autonomia e tela razoavelmente fluida, sem prioridade para resolução alta, fotografia sofisticada ou conectividade avançada.
Moto G35 (128 GB) – porta de entrada para 5G, NFC e tela Full HD+
Por R$ 890 surge o Moto G35, que já se posiciona em outro nível de experiência. A principal mudança é a tela Full HD+ de 6,7 pol. com 120 Hz, sensivelmente mais nítida que as de resolução HD+. Brilho de 1.000 nits mantém a legibilidade ao ar livre e, segundo avaliações do GSMARENA, o painel figura entre os grandes trunfos do modelo.

Imagem: Jorge Lucas Bernardes
O chipset Unisoc T760 trabalha ao lado de 8 GB de RAM, número que dobra a capacidade disponível nos G05 e G06. Há ainda expansão virtual via RAM Boost e slot para microSD. Nos testes mencionados pelo TechTudo, o processador entrega fluidez satisfatória em navegação e multitarefa, mas não tem fôlego para jogos com gráficos pesados.
O conjunto fotográfico avança com sensor principal de 50 MP que grava até 4K, lente ultrawide de 8 MP e câmera frontal de 16 MP. Recurso Night Vision e a tecnologia Quad Pixel visam melhorar capturas em ambiente de baixa luz. A bateria é ligeiramente menor – 5.000 mAh – e aceita 18 W de recarga. A combinação de 5G e NFC torna o G35 um investimento mais duradouro para quem faz questão de pagamentos por aproximação e da velocidade móvel de nova geração.
Moto G15 (256 GB) – armazenamento de sobra e tela mais nítida
Mesmo custando R$ 809, portanto menos que o G35, o Moto G15 aparece na lista graças ao grande espaço interno. São 256 GB de fábrica, além da possibilidade de expansão por microSD. O display de 6,7 pol. adota resolução Full HD+ e brilho que atinge 1.000 nits, mas a taxa de atualização fica nos tradicionais 60 Hz, o que reduz a fluidez percebida em comparação a painéis de 90 Hz ou 120 Hz.
No interior repete-se o Helio G81 Extreme com 4 GB de RAM, mantendo a vocação para tarefas leves. A câmera principal de 50 MP atua ao lado de uma ultrawide de 5 MP; análises do DXOMARK registraram fotos bem expostas em condições favoráveis, mas apontaram certa dificuldade de foco e estabilização de vídeo restrita. A filmagem chega ao máximo em Full HD a 30 fps.
A bateria de 5.200 mAh promete até 40 horas de uso segundo dados oficiais e conta com adaptador de 20 W na caixa, vantagem frente a rivais que permanecem em 10 W. O modelo inclui NFC, mas, diferentemente do G35, não possui 5G. Dessa forma, atrai quem precisa de muito espaço para fotos, vídeos e aplicativos, aceita a conectividade 4G e não se incomoda com menor velocidade de tela.
Moto G56 (256 GB) – especificações mais completas por menos de R$ 1.500
Topo desta seleção, o Moto G56 foi encontrado a R$ 1.438. O aparelho combina processador Dimensity 7060, 8 GB de RAM físicos, armazenamento de 256 GB e suporte a 5G. A tela de 6,72 pol. entrega resolução Full HD+, 120 Hz de atualização e brilho de 1.000 nits, acrescido do recurso Color Boost para cores mais vívidas.
A estrutura vai além da média do segmento, reunindo Gorilla Glass 7i, certificações IP68 e IP69 e conformidade com padrão militar MIL-STD. Isso significa proteção contra poeira, submersão temporária e jatos d’água, além de maior tolerância a quedas de baixa altura.
No grupo de câmeras, o sensor principal Sony LYTIA 600 de 50 MP conta com foco automático por detecção de fase, enquanto a ultrawide oferece 8 MP. A frontal, com 32 MP, registra selfies de maior resolução que os demais integrantes desta lista. A gravação permanece em Full HD a 30 fps, característica coerente com o conjunto intermediário.
A bateria repete 5.200 mAh e, desta vez, o carregador TurboPower de 30 W acompanha o produto, encurtando o tempo de recarga. O pacote inclui NFC, Bluetooth 5.3, Wi-Fi de banda dupla e Android 15 já instalado. O peso de 200 g pode incomodar usuários que preferem celulares mais leves, mas a robustez estrutural é o diferencial do G56 para quem pretende mantê-lo por vários anos.
Resumo das faixas de preço e perfis de uso
• Até R$ 600: Moto G06 e Moto G05 priorizam tela grande, bateria generosa e preço mínimo, ideais para comunicação básica e consumo de vídeo.
• Entre R$ 800 e R$ 900: Moto G15 foca em grande armazenamento e tela Full HD+, enquanto Moto G35 acrescenta 5G, NFC, 8 GB de RAM e gravação em 4K.
• Próximo de R$ 1.500: Moto G56 entrega certificação de resistência avançada, chipset mais potente e carregamento de 30 W, além de 5G completo.
A variedade dentro da mesma faixa de entrada reforça a necessidade de avaliar prioridades pessoais. Quem exige 5G e NFC mirará o G35 ou o G56, enquanto usuários que precisam de memória abundante tendem ao G15. Já aqueles que buscam o menor desembolso financeiro encontram no G06 ou no G05 telas amplas e baterias duradouras, contanto que aceitem limitações em desempenho gráfico e resolução.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

