Celulares Motorola com melhor custo-benefício em 2026: seis modelos que equilibram preço e recursos

A extensa presença da Motorola no mercado brasileiro ao longo de décadas resultou em um catálogo amplo, que vai de aparelhos de entrada a modelos já próximos do topo de linha. Em 2026, essa variedade transforma a simples tarefa de “comprar o celular certo” em um percurso que exige atenção a especificações, preços e expectativas de uso. Para facilitar a busca, foram mapeados seis smartphones que, dentro das respectivas categorias, oferecem a melhor relação entre custo e benefício nos pontos considerados essenciais pelos consumidores: bateria de longa duração, telas de alta taxa de atualização, conjunto de câmeras funcional e preços competitivos.

Critérios de escolha

O recorte desta seleção contempla apenas dispositivos lançados em 2025 ou 2026, período no qual a marca renovou boa parte das linhas Moto G e Edge. O foco está em modelos básicos e intermediários que:

1. entregam fichas técnicas equilibradas dentro do preço anunciado;
2. mantêm autonomia de bateria acima da média da categoria;
3. apresentam telas com pelo menos 120 Hz de taxa de atualização;
4. incluem algum grau de proteção contra água ou poeira, quando disponível;
5. partem de R$ 699 e não ultrapassam R$ 3.000 nos principais varejistas brasileiros.

Com base nesses parâmetros, os aparelhos listados a seguir representam, cada um em seu segmento, o que a Motorola oferece de mais atraente para quem busca custo-benefício em 2026.

Moto G06: acessibilidade sem abrir mão da tela grande

Lançado em setembro de 2025, o Moto G06 foi concebido para o público cuja prioridade absoluta é economizar. O aparelho sai a partir de R$ 699 no Mercado Livre e adota componentes que preservam o orçamento sem sacrificar funcionalidades básicas consideradas importantes por quem troca de telefone em ciclos longos.

O destaque imediato é o display de 6,9 polegadas com taxa de 120 Hz. A tecnologia IPS LCD em resolução HD+ (1.640 × 720 píxeis) é uma solução pragmática: mantém custos contidos e, ainda assim, garante experiência visual suficientemente ampla para navegação, redes sociais e streaming casual.

A bateria de 5.200 mAh figura como segundo pilar da proposta. De acordo com dados da fabricante, são até 49 horas de uso; em medições independentes, houve queda de apenas 7 % da carga após uma hora de reprodução contínua de Netflix, o que sugere bom gerenciamento de energia. Em modo de espera, o aparelho pode chegar a uma semana longe de tomadas.

Entre os atrativos adicionais estão a entrada P2 para fones de ouvido e o slot para cartão microSD, recursos raros em faixas de preço superiores. Por outro lado, a memória RAM limitada a 4 GB e o sistema de câmeras simples reforçam o posicionamento de “primeiro smartphone” ou “aparelho reserva”.

Moto G17: contato eletrônico por aproximação no segmento de entrada

Primeiro lançamento da Motorola no Brasil em 2026, o Moto G17 custa a partir de R$ 1.349 e adiciona um item cada vez mais solicitado: o NFC, responsável pelos pagamentos por aproximação. Trata-se de um diferencial significativo numa categoria em que muitos modelos ainda prescindem da tecnologia.

A tela de 6,7 polegadas em resolução Full HD+ (2.400 × 1.080 píxeis) soma 1.050 nits de brilho máximo, característica que favorece a visualização sob luz intensa. O áudio, por sua vez, é reforçado por alto-falantes compatíveis com Dolby Atmos, compondo um pacote multimídia coerente para o nível de preço.

Em autonomia, o G17 repete a capacidade de 5.200 mAh, estimada em 44 horas de uso pela marca. Já a certificação IP64 oferece barreira contra poeira e respingos, o suficiente para acidentes cotidianos, embora sem garantia de submersão. A limitação a redes 4G e os mesmos 4 GB de RAM vistos no G06 indicam direcionamento ao usuário que valoriza conectividade prática, sem exigência de potência extra ou 5G.

Moto G56: durabilidade militar e proteção total contra água

O Moto G56, apresentado em junho de 2025, reforça a ideia de equilíbrio: embora mantenha preço inicial próximo de R$ 1.439 na Amazon, reúne certificações IP68, IP69 e MIL-STD, assegurando resistência a poeira, jatos de água sob alta pressão e submersão em até 1,5 m de água doce por 30 minutos. Além disso, sobreviveu a 16 testes de impacto e temperatura impostos pelo padrão militar.

Na prática, isso traduz um aparelho apto a ambientes agressivos, como canteiros de obras e atividades ao ar livre. A tela de 6,7 polegadas exibe resolução Full HD+ e, novamente, 120 Hz de atualização, embora se mantenha no IPS LCD, menos vibrante do que soluções pOLED usadas em categorias superiores.

No conjunto óptico, há câmera principal de 50 MP (f/1,8, PDAF) acompanhada de ultrawide de 8 MP. Avaliações do Notebookcheck consideraram satisfatória a qualidade, ainda que não classifiquem o sistema como avançado. A autonomia também é robusta: a bateria de 5.200 mAh chegou a 18 h 30 min em navegação Wi-Fi contínua, desempenho que cumpre a promessa de ciclo inteiro longe do carregador.

O ponto menos favorável recai sobre as molduras mais espessas ao redor da tela, resultado da preocupação com resistência. Para consumidores que priorizam durabilidade acima de estética, o G56 surge como opção quase única na faixa de até R$ 1.500.

Moto G86: fotografia reforçada com tela de 4.500 nits

Disponível desde junho de 2025 e partindo de R$ 1.650, o Moto G86 é o passo seguinte dentro da linha G. A Motorola concentra esforços no conjunto fotográfico — anunciado pela própria empresa como “mais avançado da categoria” — e na experiência de tela.

A câmera principal de 50 MP (f/1,88) inclui estabilização óptica de imagem, enquanto a ultrawide de 8 MP agrega foco automático, expandindo o leque de capturas sem perda de definição em curtas distâncias. Relatos do Tech Advisor destacaram equilíbrio de cores e a funcionalidade Macro Vision para fotos em close-up.

A construção continua robusta, sustentada por certificações militar, IP68 e IP69. Mesmo assim, o corpo mantém 7,87 mm de espessura e 185 g, valores contidos para um dispositivo blindado contra poeira e água. O painel pOLED de 6,7 polegadas alcança brilho máximo de 4.500 nits, patamar que favorece uso sob sol forte e diferencia o modelo de outros intermediários.

A ausência de câmera dedicada ao zoom e um carregamento rápido menos potente configuram as concessões feitas para manter o preço. Ainda assim, o mix de fotografia aprimorada e tela extremamente luminosa coloca o G86 como recomendação direta para quem fotografa com frequência e busca visibilidade superior em ambientes abertos.

Motorola Edge 60 Neo: tripla câmera com zoom óptico em corpo compacto

Lançado em outubro de 2025, o Edge 60 Neo custa a partir de R$ 2.117 e adota proposta diferente: oferecer câmeras avançadas em um formato de 6,4 polegadas, menor que a maioria dos concorrentes. A configuração tripla combina sensor principal de 50 MP (f/1,8, OIS), módulo híbrido de 13 MP que atua como ultrawide (120°) e macro, além de teleobjetiva de 10 MP com zoom óptico de 3 × e estabilização.

A capacidade de gerar vídeos em 4K a 30 fps tanto nas câmeras traseiras quanto na frontal de 32 MP amplia a versatilidade para criadores de conteúdo. Em testes do Notebookcheck, o conjunto mostrou imagens nítidas em boa iluminação e resultados positivos em baixa luz, dentro da faixa de preço.

O painel de 1,5 K (2.670 × 1.200 píxeis) sustenta 120 Hz e 3.000 nits de brilho. A robustez é outro ponto: certificações MIL-STD-810H, IP68 e IP69 mantêm o smartphone protegido contra poeira, água e variações extremas de temperatura. Usuários que pretendem permanecer com o aparelho por ciclos mais longos contam com promessa de quatro atualizações do Android.

As concessões ficam por conta da ausência de slot para cartão de memória e de um processador que, embora não detalhado aqui, poderia ser mais potente segundo avaliações especializadas. Mesmo assim, o Edge 60 Neo soma o zoom óptico — ausente em todos os modelos Moto G —, fazendo dele opção de fotografias versáteis sem ultrapassar R$ 2.500.

Motorola Edge 60 Pro: bateria de 6.000 mAh e recarga total em 44 minutos

No topo da lista surge o Edge 60 Pro, colocado à venda em maio de 2025 e encontrado a partir de R$ 2.859. O aparelho recebeu o título de Melhor Celular Intermediário no Prêmio Melhores do Ano 2025, reflexo de uma combinação rara de especificações robustas e preço abaixo de R$ 3.000.

A bateria de 6.000 mAh é a maior entre os modelos analisados. Segundo o DXOMARK, o telefone resistiu a 83 horas de uso moderado. Quando a recarga se faz necessária, o adaptador de 90 W leva a energia de 0 % a 100 % em apenas 44 minutos, desempenho confirmado em medições do GSM Arena.

O conjunto fotográfico mantém a lógica do Edge 60 Neo, porém com sensores principais mais potentes: 50 MP (f/1,88, OIS), outro de 50 MP para ultrawide e macro, além de telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3 × e estabilização. A tela pOLED de 6,7 polegadas exibe resolução Super HD (2.712 × 1.220 píxeis) e brilho de 4.500 nits, mantendo 120 Hz de taxa de atualização para navegação fluida.

Para desempenho, a Motorola escolheu o processador MediaTek Dimensity 8350 Extreme de 4 nm, que alcançou 1.356.227 pontos no AnTuTu, números que sustentam tarefas mais exigentes, como edição de fotos em alta resolução. Além disso, o aparelho recebe três atualizações garantidas do Android e traz certificação IP68 contra imersão em água, reforçando a ideia de dispositivo completo.

Os sacrifícios ficam por conta da ausência de expansão via microSD e do foco fixo na câmera frontal, porém tais ausências não comprometem o pacote geral quando se observa autonomia, potência e polivalência fotográfica dentro do teto de preço proposto.

Resumo dos perfis atendidos

Moto G06: recomendável para quem busca o menor preço possível e grande duração de bateria.
Moto G17: indicado a usuários que valorizam NFC para pagamentos e multimídia acessível.
Moto G56: opção para cenários que exigem resistência avançada sem saltar de faixa de preço.
Moto G86: voltado a amantes de fotografia que priorizam tela muito brilhante.
Edge 60 Neo: ideal para quem deseja zoom óptico e corpo compacto.
Edge 60 Pro: melhor escolha para autonomia extrema, recarga acelerada e ficha técnica superior mantendo custo inferior a aparelhos premium.

Com esses seis dispositivos, a Motorola cobre um espectro que vai do consumidor com orçamento limitado ao usuário que busca desempenho avançado, assegurando alternativas competitivas em cada degrau de preço ao longo de 2026.

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