Dispositivos de áudio compactos e fáceis de instalar, as soundbars se consolidaram como a solução mais prática para quem deseja transformar o som de televisores sem recorrer a sistemas de home theater complexos. A boa notícia para consumidores atentos ao orçamento é que existem modelos com valores inferiores a R$ 1.000 capazes de entregar potência suficiente para salas de estar de tamanho médio, conexões variadas e recursos que facilitam o uso diário.
O que motiva a procura por soundbars econômicas
Televisores atuais privilegiam espessura reduzida e design minimalista, mas essas características limitam o espaço físico para alto-falantes internos. O resultado costuma ser um áudio pouco encorpado, com falhas na reprodução de graves e dificuldade para destacar diálogos. Nesse cenário, a soundbar atua como complemento direto, posicionando drivers frontais em uma estrutura única e, em certos casos, adicionando subwoofers externos ou integrados.
A aquisição de caixas de som dedicadas não precisa comprometer o orçamento familiar. Fabricantes nacionais e internacionais mantêm no catálogo produtos de entrada que unem tecnologias como Bluetooth 5.0, entradas HDMI ARC ou ópticas e perfis sonoros ajustáveis. A seguir, conheça cinco aparelhos nessa faixa de preço, com detalhes técnicos e diferenciais de cada um.
1. Assistrust KY-8000: potência equilibrada em formato compacto
Com 60 W de potência declarada em configuração 2.0, a Assistrust KY-8000 concentra os alto-falantes diretamente na barra principal. A transmissão sem fio utiliza Bluetooth 5.0, eliminando cabos entre TV e soundbar quando o usuário prefere esse tipo de conexão. Também estão disponíveis portas HDMI e auxiliar de 3,5 mm, recurso importante para televisores mais antigos.
Botões físicos laterais permitem controlar volume e escolher a fonte de entrada rapidamente, enquanto o controle remoto incluído oferece a troca de canais de áudio a distância. O equipamento é bivolt e conta com perfurações na parte traseira destinadas à fixação em paredes, solução útil para quem deseja liberar espaço na bancada abaixo do televisor. O valor médio anunciado é de R$ 499, posicionando o modelo entre os mais acessíveis da lista.
2. JBL Cinema SB180: combinação de barra e subwoofer
A JBL, marca reconhecida no segmento de áudio, traz ao público o Cinema SB180, sistema 2.1 que atinge 110 W de potência distribuída entre a barra principal e um subwoofer externo. O componente dedicado às frequências graves conecta-se por cabo à unidade central, o que mantém a sincronia de som sem depender de rede sem fio interna.
Para ligar ao televisor, o consumidor pode optar por Bluetooth ou pela entrada óptica digital. Indicadores de LED no painel frontal informam o estado de funcionamento e a fonte em uso. O controle remoto oferece modos sonoros pré-configurados, ajustando equalização para filmes, músicas ou programas de diálogo. Operando em 50/60 Hz e custando aproximadamente R$ 892, o conjunto busca entregar graves mais presentes que modelos com subwoofer integrado.
3. Tomate MTS-2033: visor digital e personalização de graves e agudos
A MTS-2033, fabricada pela Tomate, destaca-se pelo painel frontal com visor digital que exibe nível de volume e modo de operação. A potência nominal de 110 W é direcionada a um sistema 2.0, ou seja, todos os drivers estão na própria barra. Entre as vias de conexão, figuram Bluetooth, entrada óptica, porta coaxial e P2 auxiliar.
O controle remoto acompanha ajustes pontuais de graves e agudos, possibilitando refinar a resposta da soundbar conforme o conteúdo exibido. Botões na lateral oferecem acesso imediato a liga/desliga e variação de volume, dispensando o controle quando este não está por perto. A fonte de alimentação é bivolt automática e suportes posteriores facilitam a instalação em superfície vertical. O preço gira em torno de R$ 350, tornando o aparelho a alternativa de menor custo entre as cinco selecionadas.
4. LG SQC1: 160 W RMS e subwoofer sem fio
O modelo SQC1 da LG entrega 160 W RMS, a maior potência total do levantamento. A soundbar opera com subwoofer ativo que se conecta à barra via Bluetooth interno, exigindo apenas tomada próxima para energia. Para envio de sinal da TV, o usuário dispõe de Bluetooth tradicional, entrada óptica ou conector P2.
De acordo com a fabricante, algoritmos internos otimizam o equilíbrio sonoro a partir das características do conteúdo reproduzido. Há ainda possibilidade de parear mais de um dispositivo simultaneamente, recurso útil quando tablets ou smartphones também servem como fontes de áudio. Por meio do controle remoto, o nível de grave do subwoofer pode ser regulado independentemente do volume geral. A unidade principal apresenta largura reduzida, adequando-se a racks onde o espaço frontal entre pés do televisor é limitado. O valor de referência situa-se em R$ 769.
5. Samsung HW-B400F: subwoofer acoplado e suporte a Dolby Digital
Encerrando a lista, a Samsung HW-B400F opera em 2.0 canais e integra o subwoofer na própria estrutura da barra, economizando área útil da sala e simplificando a instalação. A transmissão sem fio emprega Bluetooth, enquanto a porta HDMI ARC promove controle de volume sincronizado com o controle remoto do televisor compatível.
O hardware interno processa tecnologias Dolby Digital e DTS 2.0, ampliando a imersão em produções que tragam trilhas nessas codificações. Funções como reforço de voz auxiliam na nitidez de diálogos, e o modo de expansão sonora distribui as frequências de forma a aumentar a sensação de espaço. Na parte posterior encontram-se entrada óptica e conector de energia. A base é revestida em material emborrachado, contribuindo para aderência em bancadas. O preço médio observado é de R$ 799.

Imagem: Divulgação
Comparativo de características principais
Observando potência, conexões e design, percebe-se que cada opção atende perfis de uso distintos dentro do segmento econômico. A Assistrust e a Tomate focam em custo inicial reduzido, mantendo sistema 2.0 e priorizando simplicidade. Os modelos da JBL e da LG acrescentam subwoofers externos ou independentes, recurso que impacta positivamente na reprodução de graves, elevando também o valor final. Já a Samsung aposta em subwoofer integrado, oferecendo compromisso entre praticidade e reforço de baixas frequências sem a necessidade de um módulo separado.
No quesito conectividade, todas as soundbars apresentam Bluetooth, característica vital na interação com smartphones e tablets. HDMI ARC aparece em duas delas, facilitando controle unificado de volume quando a TV é compatível. Entradas ópticas são comuns a quatro aparelhos, assegurando transmissão de áudio digital sem compressão perceptível. Modelos Tomate e LG ainda disponibilizam portas P2, conferindo compatibilidade com fontes analógicas.
Critérios relevantes ao escolher uma soundbar até R$ 1.000
Para tomar decisão informada, vale observar alguns parâmetros práticos. A potência nominal indica capacidade de pressão sonora, mas deve ser considerada junto ao espaço onde a soundbar será instalada. Ambientes maiores podem exigir valores acima de 100 W, enquanto cômodos menores se satisfazem com potências inferiores.
A presença de subwoofer, integrado ou externo, altera significativamente a percepção de impactes sonoros em filmes e jogos. Consumidores que valorizam graves marcantes tendem a preferir sistemas 2.1 ou 2.0 com subwoofer embutido. Outro ponto decisivo é a compatibilidade de entradas: quem dispõe de televisor com HDMI ARC pode concentrar áudio e comandos de volume em um único cabo, ao passo que aparelhos sem essa interface exigirão ligação óptica ou analógica.
Funcionalidades extras, como equalizações pré-definidas, indicadores de LED e displays frontais, influenciam na experiência diária, oferecendo feedback visual claro do modo ativo. Controles remotos com ajustes finos de graves e agudos são úteis para calibrar o som conforme preferências pessoais ou horário de uso, evitando incômodos a vizinhos durante a noite.
Organização do espaço e instalação
Antes da compra, é recomendável medir a largura disponível na base do televisor ou na prateleira onde ficará a soundbar. Modelos mais extensos podem cobrir parcialmente sensores infravermelhos da TV, dificultando o recebimento dos comandos do controle remoto original. Para quem busca estética limpa, versões com suporte para parede, como a Assistrust KY-8000 e a Tomate MTS-2033, representam benefício adicional.
Sistemas com subwoofer externo, exemplificados pela JBL Cinema SB180 e pela LG SQC1, requerem tomada próxima ao módulo de graves e área livre no chão. Apesar de ocuparem mais espaço, oferecem resposta de frequência expandida. Já a Samsung HW-B400F centraliza tudo em um único corpo, facilitando a organização de cabos, mas não atinge pressões sonoras tão altas quanto um subwoofer dedicado de mesmo tamanho.
Atualização tecnológica e longevidade
A versão de Bluetooth empregada pode impactar estabilidade e alcance do sinal. O padrão 5.0, presente na Assistrust KY-8000, tende a oferecer latência reduzida e maior eficiência energética, aspecto relevante ao utilizar a soundbar como caixa de som para festas ou transmissões esportivas por dispositivos móveis. Em contrapartida, codecs avançados como aptX ou AAC não são listados nas especificações dos cinco produtos, sinalizando que a transmissão provavelmente utiliza SBC, o perfil universal do Bluetooth.
No tocante a formatos de áudio, apenas a HW-B400F destaca suporte explícito a Dolby Digital e DTS 2.0, recurso importante para quem reproduz discos ou conteúdos via streaming nessas codificações. Ausência de tais decodificadores não impede o funcionamento, mas limita a qualidade possível quando a trilha sonora chega comprimida em padrões multicanal.
Considerações finais sobre a faixa de entrada
A análise de modelos até R$ 1.000 demonstra que é viável aprimorar o áudio do televisor sem investimento elevado. Independentemente da escolha, todas as soundbars listadas representam salto audível sobre os alto-falantes internos de televisores finos, entregando maior clareza em diálogos e resposta de frequência ampliada. Características como presença de subwoofer, conjunto de conexões e potência devem ser ponderadas conforme tamanho do ambiente, tipo de conteúdo consumido e conveniências desejadas pelo usuário.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

