Bad Bunny impulsiona reproduções no Apple Music após show do Super Bowl e bate recordes de engajamento

Quem, o quê, quando, onde e porquê

No dia 9 de fevereiro, o cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou a atração musical do intervalo do Super Bowl LX, patrocinado pelo Apple Music, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. Imediatamente após a performance, a Apple divulgou um conjunto de métricas que quantificam o impacto do espetáculo na plataforma de streaming. Os números apontam um crescimento expressivo na audiência do artista, na busca por suas canções e no consumo de conteúdo relacionado.

O show do intervalo em detalhes

A aparição de Bad Bunny foi reforçada pelas participações de Lady Gaga e Ricky Martin, trazendo diversidade vocal e ampliando o interesse do público global. O palco montado para o Apple Music Halftime Show concentrou holofotes não apenas pela música ao vivo, mas pela expectativa alimentada nas semanas que antecederam o evento, período em que a Apple promoveu um trailer oficial para estimular a audiência.

Crescimento de ouvintes simultâneos

Aumento imediato de sete vezes

Logo após o último acorde do show, o Apple Music registrou um salto de sete vezes no número de ouvintes simultâneos de Bad Bunny. Esse pico reflete a migração maciça de espectadores de televisão para o ambiente digital, fenômeno que costuma ocorrer quando a performance ao vivo desperta curiosidade sobre o catálogo do artista.

Faixas mais reproduzidas

Três músicas concentraram o maior volume de execuções no momento subsequente ao intervalo: “DtMF”, “BAILE INoLVIDABLE” e “Tití Me Preguntó”. A preferência demonstra a força de singles já consolidados, ao mesmo tempo em que evidencia o efeito imediato de exposição televisiva sobre obras específicas.

Coletiva de imprensa recordista

A Apple informou que a coletiva de imprensa vinculada ao evento tornou-se a mais assistida da história do Super Bowl, somando mais de 63 milhões de visualizações em transmissões ao vivo e vídeos distribuídos nas redes sociais. O dado engloba o período que antecedeu a partida e a repercussão posterior, sugerindo interesse sustentado no conteúdo oficial.

Desempenho de “BAILE INoLVIDABLE” desde o trailer

As medições da Apple levaram em conta a data de lançamento do trailer da apresentação como marco inicial. A partir desse ponto, “BAILE INoLVIDABLE” apresentou indicadores de crescimento em diversos recortes geográficos:

Estados Unidos: +54% em reproduções.
Mundo: +36% em reproduções.

O avanço não se limitou a países hispanofalantes. Nações onde o espanhol não é língua majoritária mostraram saltos robustos na audiência da faixa: Canadá (+60%), Reino Unido (+54%) e Brasil (+43%). Esses números sugerem a expansão do alcance cultural do artista para além do universo latino.

Engajamento com letras da música

A curiosidade sobre o conteúdo lírico também cresceu. As visualizações da letra de “BAILE INoLVIDABLE” subiram 119% nos Estados Unidos e 79% globalmente. A leitura do verso muitas vezes acompanha ouvintes que desejam compreender significados ou acompanhar a pronúncia, indicando envolvimento ativo e não apenas audição passiva.

Posição em paradas e variação por cidades

A mesma faixa alcançou o 1.º lugar na parada latina dos Estados Unidos e figurou entre as dez mais executadas em nove cidades norte-americanas. Em Chicago, o single avançou 50 posições; em Houston, 71. Ambas as cidades abrigam torcidas relevantes da National Football League, o que ressalta o vínculo entre evento esportivo e consumo musical.

Lista de músicas mais escutadas após o show

1. BAILE INoLVIDABLE
2. DtMF
3. Tití Me Preguntó
4. Moscow Mule
5. Vete

Cidades com maior concentração de ouvintes

A Apple identificou os dez centros urbanos que mais reproduziram faixas de Bad Bunny no recorte analisado:

• Cidade do México (México)
• Nova York (EUA)
• Los Angeles (EUA)
• Lima (Peru)
• Chicago (EUA)
• Houston (EUA)
• Dallas (EUA)
• Miami (EUA)
• Santiago (Chile)
• Ecatepec de Morelos (México)

A mistura de metrópoles hispanas e cidades norte-americanas revela a dupla penetração cultural do artista em mercados de língua espanhola e inglesa.

Tendências de busca no Shazam

O serviço de identificação musical Shazam, também operado pela Apple, apontou crescimento sucessivo nas pesquisas relacionadas a Bad Bunny desde novembro. O indicativo demonstra que a curiosidade sobre títulos e autores permanece elevada mesmo fora do contexto do campeonato de futebol americano.

Picos associados ao anúncio oficial

Após a confirmação de que Bad Bunny seria a atração principal, as letras do cantor tornaram-se as mais visualizadas no Shazam para um artista que não se apresenta em inglês, com forte liderança de acessos nos Estados Unidos.

Salto em 16 de janeiro

No dia 16 de janeiro, data do lançamento do trailer, “BAILE INoLVIDABLE” registrou um aumento de 130% nas buscas em relação à média diária dos sete dias anteriores. Nos dias seguintes (17 e 18), o volume de consultas nos EUA superou o de qualquer outro país, reforçando o efeito de divulgação pré-jogo.

Melhor marca na parada Shazam

Em 22 de janeiro, a faixa subiu para a 30.ª posição na parada norte-americana do Shazam, o melhor desempenho desde fevereiro de 2025. A colocação indica longevidade do interesse mesmo um ano após o pico anterior.

Conteúdo pós-evento disponibilizado pela Apple Music

Aos espectadores que não assistiram ao vivo, o Apple Music liberou a gravação completa do Halftime Show. O vídeo é acessível apenas para assinantes, mas também foi replicado no YouTube, ampliando o alcance para usuários sem vínculo com o serviço.

Além disso, a plataforma organizou uma playlist que reúne as canções apresentadas. Essa curadoria facilita ao público reviver a experiência e, simultaneamente, impulsiona reproduções que se convertem em métricas de engajamento para o ecossistema Apple.

Infraestrutura e planos de assinatura do Apple Music

O catálogo do Apple Music ultrapassa 100 milhões de faixas, complementado por 30 mil playlists, muitas com suporte a Áudio Espacial via Dolby Atmos e áudio Lossless de alta definição. Para entusiastas de música clássica, a empresa mantém um aplicativo específico, que abriga mais de 5 milhões de composições em interface otimizada.

No Brasil, existem três modalidades de adesão: Universitária (R$ 11,90 ao mês), Individual (R$ 21,90) e Familiar (R$ 34,90). Novos usuários podem testar o serviço gratuitamente por um período de 30 dias e, caso desejem agregar outras ofertas da marca, o Apple Music integra o pacote Apple One.

Interseção entre esporte, música e plataforma

Os dados divulgados pela Apple ilustram como o evento esportivo converge com estratégias de distribuição musical. A exibição de Bad Bunny no Super Bowl funcionou como catalisador para a audiência global, refletindo-se em múltiplos indicadores: picos de streaming, ascensão em paradas regionais, expansão para mercados não hispanófonos e aumentos expressivos em ferramentas de descoberta como o Shazam. Essa sinergia amplia a exposição do artista e reforça a posição do Apple Music como agente de promoção cultural dentro de grandes espetáculos esportivos.

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