Apple trabalha nos ajustes finais para colocar no mercado uma nova geração de iPads e MacBooks Pro. As mudanças, previstas para ocorrer em duas etapas ainda neste ano, concentram-se na adoção de processadores mais recentes, melhorias de memória e, em um caso específico, a chegada de telas OLED. Embora o design geral permaneça inalterado, a combinação de hardware atualizado e suporte a recursos de inteligência artificial promete impulsionar o desempenho de produtos direcionados a públicos distintos, que vão do usuário básico ao profissional de alta demanda.
Visão geral das futuras linhas
Segundo informações de bastidores, a empresa planeja, em curto prazo, apresentar atualizações para três segmentos da linha de tablets: o iPad de entrada, ambas as variantes do iPad Air (11 e 13 polegadas) e o iPad mini. Paralelamente, os notebooks profissionais da marca também passarão por uma renovação em fases, começando com o MacBook Pro nas configurações de 14 e 16 polegadas. O cronograma preliminar indica que os tablets chegarão primeiro, enquanto os laptops ganharão novos chips já na primeira semana de março. No fim do ano, uma segunda leva de Macs deverá adicionar a tecnologia OLED sensível ao toque a displays que hoje ainda utilizam painéis LCD.
O que muda no iPad de entrada
O modelo básico do tablet receberá o chip A18, salto que, combinado a um provável incremento de memória, habilitará a execução nativa dos recursos de Apple Intelligence. Esses recursos de inteligência artificial, anunciados recentemente pela companhia, dependem de processamento local para tarefas que envolvem linguagem natural, automação contextual e geração de conteúdo. Nas gerações atuais, esses processos exigem conexão com servidores externos ou simplesmente não estão disponíveis. A adoção do A18, portanto, atende a duas frentes: desempenho bruto e suporte à nova camada de software.
Além do processador, a expectativa é de que as demais características de hardware permaneçam praticamente as mesmas, incluindo dimensões de tela e opções de acabamento. A estratégia sinaliza que a empresa prefere manter preços e design estáveis, canalizando os investimentos para componentes internos considerados críticos.
Evolução prevista para o iPad Air
Tanto a versão de 11 polegadas quanto a de 13 polegadas do iPad Air devem migrar para o chip M4. Em relação à geração anterior, que utiliza o M2, o novo processador promete ganhos de velocidade de CPU e GPU, além de eficiência energética aprimorada. Como consequência, usuários que precisam de múltiplas janelas, edição de fotos em alta resolução ou criação de conteúdo em aplicativos de desenho digital terão margens de sobra para tarefas complexas — tudo isso sem mudanças radicais no formato físico.
Os aparelhos continuarão disponíveis nas cores cinza-espacial, azul, roxo e estelar, bem como em capacidades de 128 GB, 256 GB, 512 GB e 1 TB. As duas categorias de conectividade — Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular — permanecem inalteradas e asseguram cobertura para diferentes perfis de mobilidade.
Tela OLED chega ao iPad mini
Entre todos os tablets mencionados, o iPad mini é o único que deve ganhar uma alteração perceptível aos olhos do consumidor: a substituição do painel LCD por um OLED. A tecnologia orgânica de emissão de luz proporciona pretos profundos, contraste superior e, em muitos cenários, menor consumo de energia. Até agora, dentro da linha de tablets, somente o iPad Pro adotava OLED. Ao estender o recurso ao modelo compacto, a empresa equaliza a experiência visual e prepara o terreno para diferencias que vão além de velocidade de processamento.
Impacto dos chips modernos na experiência do usuário
A substituição dos processadores antigos por opções como A18 e M4 traz benefícios diretos que incluem ciclos mais rápidos de abertura de aplicativos, renderização de gráficos sem engasgos e maior autonomia de bateria. O salto de eficiência, embora não revele números exatos, tende a reduzir a geração de calor e prolongar a vida útil dos componentes internos. Em paralelo, a compatibilidade com Apple Intelligence deve reconfigurar o modo de uso diário, uma vez que tarefas antes restritas a servidores em nuvem passam a ocorrer no próprio dispositivo, preservando privacidade e diminuindo latência.
Primeira onda de MacBooks Pro com chips M5 Pro e M5 Max
No segmento de computadores portáteis, a empresa planeja lançar, já na primeira semana de março, novas versões do MacBook Pro equipadas com os processadores M5 Pro e M5 Max. As carcaças de 14 e 16 polegadas deverão manter os acabamentos preto-espacial e prateado, bem como as opções de tela padrão ou com vidro de nano-textura. O que muda, de forma substancial, é a capacidade de processamento bruto, voltada a profissionais que editam vídeo em alta resolução, compõem trilhas sonoras com bibliotecas extensas ou compilaram códigos complexos.
A memória unificada poderá ser configurada em 24 GB, 36 GB, 48 GB, 64 GB ou 128 GB — dependendo do chip escolhido — e o armazenamento permanecerá flexível entre 512 GB e 8 TB. No caso do modelo de 14 polegadas, o adaptador de energia USB-C seguirá com versões de 70 W ou 96 W, permitindo a escolha de acordo com o perfil de uso.
Segunda fase: MacBooks Pro com tela OLED e suporte a toque
Para o último trimestre do ano, está prevista a introdução de versões ainda mais avançadas do MacBook Pro com telas OLED sensíveis ao toque. A adoção desse painel, além de melhorar o contraste e a fidelidade de cores, permitirá interações diretas no display, recurso até então ausente na linha de notebooks da empresa. O movimento sinaliza convergência entre macOS e modos de uso semelhantes aos dos tablets, sem abandonar características tradicionais do ecossistema de desktop.

Imagem: Internet
Configurações divulgadas dos modelos atuais
Informações de catálogo reforçam quais variações serão mantidas ou atualizadas junto com os lançamentos:
iPad (chip A16)
Cores: azul, rosa, amarelo, prateado.
Capacidades: 128 GB, 256 GB, 512 GB.
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular.
Preço de referência: R$ 4.499,00.
iPad Air de 13 polegadas (chip M2 na geração atual, M4 na próxima)
Cores: cinza-espacial, azul, roxo, estelar.
Capacidades: 128 GB, 256 GB, 512 GB, 1 TB.
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular.
Preço de referência: R$ 9.999,00.
iPad Air de 11 polegadas (chip M2 na geração atual, M4 na próxima)
Cores: cinza-espacial, azul, roxo, estelar.
Capacidades: 128 GB, 256 GB, 512 GB, 1 TB.
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular.
Preço de referência: R$ 9.499,00.
MacBook Pro de 16 polegadas
Cores: preto-espacial ou prateado.
Opções de tela: padrão ou nano-textura.
Chips atuais: M4 Pro ou M4 Max; próximos: M5 Pro ou M5 Max.
Memória: 24 GB a 128 GB.
Armazenamento: 512 GB a 8 TB.
MacBook Pro de 14 polegadas
Cores: preto-espacial ou prateado.
Opções de tela: padrão ou nano-textura.
Chips atuais: M5, M4 Pro ou M4 Max; próximos: M5 Pro ou M5 Max.
Memória: 16 GB a 128 GB.
Armazenamento: 512 GB a 8 TB.
Adaptador USB-C: 70 W ou 96 W.
Preço de referência: R$ 19.999,00.
Por que a estratégia foca em desempenho interno
A decisão de concentrar esforços na troca de processadores, sem alterar radicalmente o design, sugere um ciclo de atualização que privilegia compatibilidade de acessórios e continuidade da linha de produção. Manter dimensões e conectores também reduz a curva de adoção para usuários corporativos, que podem migrar sem a necessidade de adquirir novos periféricos. Além disso, a uniformização do suporte a Apple Intelligence em mais categorias de produto ajuda a consolidar serviços de assinatura vinculados a recursos de IA e fortalece o ecossistema de aplicativos.
Expectativas para o calendário de lançamento
Com um roteiro dividido em dois momentos — primeiro semestre para tablets e primeiros MacBooks, segundo semestre para modelos com OLED — a empresa consegue manter o interesse do mercado ao longo de todo o ano fiscal. Esse espaçamento facilita ajustes de estoque, campanhas de marketing e eventuais correções de software que surgirem após o feedback inicial dos consumidores.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
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